Tarifa de trump atrapalha corrida por energia dos eua

Tarifa de Trump atrapalha corrida por energia dos EUA – 30/07/2025 – Tec

Tecnologia

As tarifas de importação impostas pelo presidente americano Donald Trump, de 50% no caso do Brasil, devem encarecer a construção de uma infraestrutura de eletricidade nos Estados Unidos, projetada para sustentar uma economia com mais data centers e carros elétricos, avaliam executivos brasileiros do setor elétrico.

Dentro da taxa de exportação brasileira da indústria de eletricidade para os Estados Unidos, o principal item é o transformador. Trata-se de um maquinário precípuo para a transmissão de vigor que pesa entre 400 e 500 toneladas e adapta a potência elétrica gerada nas usinas —seja para aumentá-la durante o transporte em fios de subida tensão ou para reduzi-la aos 110 watts ou 220 watts que chegam às tomadas de vivenda.

Só em 2024, os americanos desembolsaram US$ 29,2 bilhões em transformadores e peças similares, de conciliação com dados da OMC (Organização Mundial do Transacção). Desse totalidade, US$ 541 milhões saíram do Brasil, que tem aumentado sua presença nessa taxa mercantil desde que o presidente americano impôs barreiras aos produtos chineses em seu primeiro procuração.

Esse negócio vem em tendência de subida desde 2018. No primeiro semestre deste ano, o Brasil exportou R$ 1,9 bilhão (US$ 346 milhões) em transformadores para os americanos, mostram dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Transacção e Serviços). Por outro lado, 82% das exportações brasileiras desse componente foram para os Estados Unidos.

Ainda assim, o diretor da multinacional suíça Hitachi no Brasil, Glauco Freitas, avalia que os impactos na indústria brasileira devem ser limitados no pequeno prazo. “As encomendas já estão feitas, e os slots de fábrica já estão comprometidos.”

A construção de um transformador pode demorar de 3 a 18 meses, por razão do processo construtivo que requer mão de obra, além de maquinário pesado e especializado. Outrossim, a subida demanda atual resultou em filas que podem demorar mais de um ano.

“A indústria americana precisa apressar a transição energética, e ela depende muito disso”, afirma Freitas. Mais custoso do que investir em vigor, acrescenta ele, “é permanecer sem vigor”.

Projeções do think tank americano Edison Electric Institute mostram que os Estados Unidos devem gastar US$ 1,1 trilhão até 2030 na expansão de seu sistema elétrico para atender novas demandas uma vez que a eletrificação da frota e os servidores por trás dos grandes modelos de lucidez sintético. Outrossim, o grid americano, até hoje, é fragmentado por região —diferentemente do Brasil, por exemplo, onde há conexão do sistema em todo país.

Hoje, a Hitachi, de conciliação com Freitas, não depende dos Estados Unidos, porque exporta para outros países. “A demanda mundial é muito grande e a empresa se capacita para isso tecnicamente”, diz.

As maiores manufatureiras de transformadores no país, além da Hitachi, são Weg, Tsea, Siemens e GE.

No caso da Tsea, velho braço de vigor da Toshiba que se desmembrou quando o conglomerado nipónico deixou o Brasil, a exposição ao mercado americano é de 96% das vendas do grupo, de conciliação com relatório do Itaú BBA. Procurada, a empresa não respondeu aos pedidos de observação da Folha.

A brasileira Weg, por sua vez, diz que as tarifas não devem ter efeitos relevantes sobre o seu negócio.

Em sessão de conversa com investidores, o diretor administrativo-financeiro da Weg, André Luiz Rodrigues, afirmou que a maior secção dos transformadores produzidos no Brasil ficam no país e nos territórios vizinhos.

Outrossim, diz Rodrigues, existe a possibilidade realocar as rotas de exportação, mesmo que seja um processo que demore alguns meses e, ainda assim, tenha impactos. “Podemos usar o Brasil para atender a demanda sítio em México e Índia e usar a produção desses países para atender o mercado americano”, exemplificou.

Siemens e GE não responderam aos pedidos de entrevista da reportagem.

Segundo os números do MDIC, que desconsideram valores de frete, as exportações de transformadores para os EUA totalizaram US$ 497,5 milhões em 2024, o que respondeu por murado de 68% do faturamento de US$ 735,6 milhões da indústria no período.

De conciliação com o presidente da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Humberto Barbato, os fabricantes brasileiros entraram na lista de fornecedores de transformadores dos Estados Unidos, quando Trump, em seu primeiro procuração, impôs barreiras comerciais contra a China. “O mercado norte-americano é um mercado muito concorrido”, diz.

Ainda assim, a China vendeu US$ 3,86 bilhões em transformadores para os Estados Unidos em 2024, quando encerrou o ano uma vez que segunda maior fornecedora dos americanos, detrás somente do México (US$ 6,6 bilhões). Ambos os países também são alvos das tarifas de Trump —15% para os mexicanos e 30% para os chineses.

O setor, porém, tem preocupações sobre os efeitos no longo prazo, devido a investimentos recentes feitos no Brasil. A Hitachi anunciou, no ano pretérito, um investimento de R$ 1,2 bilhões na expansão de sua fábrica de Guarulhos, enquanto a Weg está expandindo sua produção em Itajubá, no interno de Minas Gerais.

Freitas, da Hitachi, defende a negociação. “No médio para o longo prazo, eu acredito em uma solução diplomática, que beneficie os dois países.”

A Abinee alerta que as tarifas devem afetar outros produtos menos relevantes na taxa de exportação brasileira, uma vez que os motores, geradores e outros componentes elétricos industriais.

Em epístola enviada ao Mdic, a entidade pede um aumento da alíquota temporária do Reintegra, programa do governo que beneficia empresas com crédito tributário proporcional às suas exportações, suspensão de tributação sobre insumos, além de desonerações em impostos federais nas exportações para os Estados Unidos.

Embora ainda não tenham chegado à Abinee relatos de suspensão de embarque de peças elétricas, a entidade diz que atua para proteger a atividade no país. “Agora, a Abinee se mobiliza para que a produção continue no Brasil, para que as tarifas não gerem desemprego.”

Colaborou Pedro Lovisi

Folha

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