Não era momento de mexer na câmera quando o repórter-fotográfico Joédson Alves ouviu de uma mãe, na cidade de Irecê (BA), sobre a dor de perder dois filhos para a inópia. Ficou sem palavras.
“Naquele dia, não consegui sofrear a emoção”.
Naquela cobertura sobre a seca no Nordeste, na dez de 1990, o profissional sabia que era preciso registrar, mas também pensar sobre o melhor caminho quando a câmera veio às mãos.
A imagem da mãe com os filhos de frente de moradia foi a estratégia para sensibilizar o público, tanto quanto a cena o impactaria.
Para ele, que tem 35 anos de profissão, as modernas tecnologias que sempre desafiam e até facilitam a vida do profissional da imagem não substituem o trabalho do ser humano que faz muito mais do que ajustar máquinas e clicar em um botão.
Nesta quinta-feira (8), Dia do Fotógrafo, a data provoca reflexões sobre o trabalho que, porquê tantos outros, sofre o impacto dos avanços da perceptibilidade sintético.
Atualmente, Joédson é gerente executivo de Imagem, Arte e Web da Empresa Brasil de Informação (EBC).
“O papel do fotógrafo em uma escritório pública de jornalismo é fundamental para prometer o recta à informação e para a construção da memória coletiva do país”, afirmou.
Ele contextualiza que, em uma escritório pública, a tecnologia está a serviço do interesse coletivo, mas é o profissional da retrato quem define o enquadramento, o momento e a narrativa visual.
“A combinação entre conhecimento técnico, responsabilidade social e inovação tecnológica fortalece a credibilidade da informação e assegura que a imagem cumpra seu papel porquê documento jornalístico e histórico”, destacou.
>> Veja aquém galeria de fotos dos profissionais da Sucursal Brasil:
Paixão não mudou
Essa atividade continua apaixonante, ainda que com as novidades tecnológicas, conforme destaca outro profissional, o professor de Fotojornalismo Lourenço Cardoso, do Núcleo Universitário de Brasília (Ceub). Ele pondera que os alunos ficam cada vez mais curiosos não só com as máquinas, mas com a potencialidade da geração humana a partir da sensibilidade aliada à tecnologia.
O pesquisador entende que a digitalização democratizou os processos, porque a retrato nasceu em um contexto de exclusão em vista dos altos custos com equipamentos e revelações em papel.
“A mecanização dos últimos 100 anos associada à retrato do dedo permitiu que a possibilidade de produção de retrato se expandisse para além das condições de privilégio”, afirma o professor Lourenço Cardoso.
O pesquisador avalia que a retrato está inserida no mesmo rol das produções artísticas que atravessam a subjetividade. A retrato é muito mais do que clicar em botões.
“Depois que se aprende a operar os equipamentos, a pessoa descobre que a retrato é muito mais profunda do que o que a máquina consegue oferecer. Ela é, antes de tudo, um resultado de subjetividade”, diz o professor.
“Fotógrafo é mais importante agora”
Ainda a saudação desse raciocínio, o fotógrafo Ricardo Stuckert, que tem mais de 30 anos de profissão e faz segmento da quarta geração de profissionais da extensão da família, afirma que as fotos não exclusivamente documentam os acontecimentos, mas também são testemunhos reais que capturam a núcleo e a emoção do que vivemos.
“Com o progresso das tecnologias, principalmente a perceptibilidade sintético, a presença do fotógrafo se torna ainda mais importante. Embora a IA possa gerar imagens, falta a sensibilidade e o olhar que só um fotógrafo pode trazer”, argumenta o secretário de Produção e Divulgação de Teor Audiovisual do governo federalista.
Stuckert avalia que as imagens têm o poder de transcender palavras e oferecer uma perspectiva única sobre a verdade.
“Assim, registrá-las se torna um ato de resistência contra a desinformação e uma forma de prometer que a memória coletiva permaneça viva”, explica.
Benefícios da IA
A saudação da influência da perceptibilidade sintético, Joédson Alves, da EBC, acrescenta que as empresas fabricantes e desenvolvedoras de equipamentos têm se preocupado em prometer que os arquivos fotográficos ofereçam registros e provas de que a imagens foram feitas por seres humanos.
Ele exemplifica que, nas coberturas mais difíceis, os profissionais precisam prometer responsabilidade social e moral com a informação que captam.
“A utilização da IA é benéfica para o fotojornalismo porque garante facilidade, desde que não retire a ação do fotógrafo e a sensibilidade humana”.
O professor Lourenço Cardoso adverte que as imagens produzidas por IA se valem de uma série de bases de dados que já foram produzidos. “Mas ela não cria ou inova. Não há sentimento de subjetividade naquilo”.
Para ele, os problemas que podem ser colocados em relação à retrato podem já ter sido tratados no pretérito quando se discutiu a mecanização da produção fotográfica.
“Em alguns momentos, foi discutido que fazer retrato morreria com os novos mecanismos”, diz.
“E o tempo mostrou que a subjetividade é insubstituível e o olhar atravessado por essa percepção sobre o mundo resulta em resultados fotográficos que fazem sentido para o outro, que impactam, que mobilizam e que tocam os corações”.




