The Rose, uma das principais bandas do cenário indie rock sul-coreano, começou a curso fazendo apresentações de rua em Seul e foi parar nos palcos do Coachella e Lollapalooza. Um documentário que estreia nesta quinta (14) nos cinemas brasileiros se dedica a narrar a trajetória do quarteto.
A produção, distribuída pela Sato Company, é um documentário mesmo, dissemelhante dos cine-concertos do pop da Coreia do Sul que têm submetido as telonas. Em “The Rose: Come Back to Me”, os fãs conhecem a história de cada integrante, as primeiras impressões que tiveram dos colegas, a formação da margem e porquê surgiu o nome.
O quarteto é formado por Woosung Kim, mais publicado porquê Sammy (líder, vocais e guitarra), Dojoon Park/Leo (vocais, guitarra e teclado), Taegyeom Lee/Jeff (reles) e Hajoon Lee/Dylan (bateria).
Eles se diferem dos grupos tradicionais do k-pop: tocam instrumentos, não dançam coreografias e produzem as próprias músicas. Mas ainda mantêm um pouco da estética arrumadinha, com cabelos coloridos, têm lightsticks próprios e transitam entre os fãs do gênero.
Os integrantes foram trainees em gravadoras de k-pop e passaram pelo treinamento rígido dessa indústria, que inclui aulas de dança, quina, performance e outras o dia inteiro. Eles, no entanto, decidiram trocar a chance de se tornar ídolos pop pelo projeto autoral.
“Músicos devem se expressar, mas isso não era permitido”, diz Sammy num trecho. “Me sentia porquê um robô, sentia porquê se fosse uma marionete no show deles. Eu não tinha mais uma vida normal, tiraram meu celular. Fazia dietas extremas, porque precisava ter certa fisionomia. Entrei em depressão.”
Dylan conta que tocava na igreja e sempre quis tocar bateria numa margem, portanto se recusou ao pedido da gravadora de que fizesse outra coisa. Quando os quatro se juntaram, foram morar juntos e ensaiaram numa sala de estúdio todos os dias por um ano, fazendo covers e se enturmando.
A margem debutou em 2018 com “Sorry”, música triste e reflexiva, inspirada no término de namoro de um dos cantores. De início, a empresa relutou em lançá-la, pois queriam um tanto mais entusiasmado. A insistência deu patente e a música fez sucesso não na Coreia do Sul, mas na Europa. Meses depois, receberam proposta de turnê pelo continente.
O documentário destaca a história enxurro de superações da margem. Entre elas, o embate com a gravadora. A empresa queria Sammy porquê artista solo e tentou desmantelar o quarteto, afirmam. Depois a estreia, os membros abriram um processo por falta de transparência no pagamento —com isso, correram o risco de perder o recta ao nome e às músicas. Foram processados de volta, mas venceram o caso.
Durante esse hiato, veio a pandemia e eles aproveitaram para prestar o serviço militar obrigatório. A produção mostra ainda porquê integrantes superaram a depressão —o que ajuda explicar a pegada auto-ajuda de algumas de suas canções e do slogan, “Medicar juntos”.
O The Rose retornou em 2022 e começou a progredir. Assinaram contrato com a Transparent Arts, gravadora fundada pelo Far East Movement, grupo americano de prosápia asiática publicado pelo hit “Like a G6”. Fizeram parceria com Suga, do BTS, e aparições em programas de TV coreanos.
Mas um caso pausou o desenvolvimento na terreno natal, mercado importante para eles. Empresas descartaram ofertas quando saíram notícias de que Sammy, que cresceu nos Estados Unidos, havia sido impedido no pretérito por fumar maconha —o consumo é proibido no país asiático.
A margem, dizem, sempre foi mais popular fora de morada. Os membros falam inglês e misturam com coreano ao trovar, o que ajuda na expansão.
O quarteto já mostrou que tem público no Brasil. Vieram em 2018 e 2022 —nesta última, anunciaram show no Cine Joia, para 1.500 pessoas. Depois reclamações dos fãs, mudaram para o Espaço Unimed, com capacidade de 8.000 lugares.
Três meses depois, entraram no line-up do Lollapalooza depois uma substituição e se tornaram a primeira margem sul-coreana a tocar na edição brasileira do festival. O documentário, no entanto, não aborda os shows no Lollapalooza na América do Sul. No lugar, foca nos bastidores da apresentação no Coachella, um dos maiores festivais dos EUA, em 2024, e ponto eminente da jornada até agora.
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