The town 2025 prefere o certo ao duvidoso, exceto pelo

The Town 2025 prefere o certo ao duvidoso, exceto pelo rap – 29/08/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

A primeira edição do The Town, há dois anos, deixou a música em segundo projecto. O Autódromo de Interlagos, em São Paulo, era um labirinto referto de ativações de marcas.

Era presenteado com um show quem vencesse a poviléu, as filas e a topografia subaproveitada da extensão. Os problemas não parecem ter assustado a direção, a mesma do Rock in Rio, que comemorou os ingressos esgotados e decidiu que, ao menos no projecto músico, não é preciso mexer em time que está ganhando.

Mantendo-se na risca do pop sem riscos, o The Town deste ano, que começa na próxima sexta-feira, dia 6, transita entre shows que o público brasiliano já viu há pouco tempo e a nostalgia millennial na escalação de suas estrelas internacionais.

De um lado, há nomes unânimes cujas apresentações recentes no Brasil não parecem reduzir a chance de venda de ingressos —pelo contrário. É o caso de Mariah Carey, que lança seu primeiro álbum em sete anos em setembro, Lauryn Hill, que atualiza seu show com os filhos Zion e YG Marley, e da filarmónica Green Day, dona de um dos melhores shows do Rock in Rio de 2022.

Do outro lado, há artistas de carreiras consolidadas e cujas aparições no Brasil há ao menos dois anos foram seguidas por meses fracos: Travis Scott, ainda na ressaca de “Utopia” depois da pouco inspirada mixtape coletiva “Jackboys 2”, Camila Cabello, dona de uma tentativa aquém da proposta ousada com seu “C,XOXO”, e Katy Perry, que tem no último disco, “143”, o ponto mais grave de sua curso.

Se quiser evitar o álbum, a dona do sucesso “California Gurls” tem essa e muitas outras cartas na manga para um show que apela para a memória dos anos 2000. Esse é também o caso de Jessie J, Jason Derulo e CeeLo Green —todos com aparições erráticas entre singles e álbuns de menos impacto nos últimos dez anos. Quem fecha a lista da rádio saudade é o grupo Backstreet Boys.

Entre os chamados headliners, o festival fugiu dessa tônica exclusivamente quando decidiu invocar Lionel Richie e Iggy Pop. Escolhas acertadas. Ambos passaram pelo Brasil há quase uma dez. Richie deve enfileirar clássicos desde os tempos de Commodores sem perder um minuto de show. Já o paraninfo do punk viu o tempo passar sem amortizar sua fúria. Aos 78 anos, ele vem com mais um novo show ao país.

Se a turma de fora parece fustigar ponto no Brasil, a turma daqui não saiu de cena. Há 18 artistas brasileiros que tocaram na primeira edição do festival paulistano, e a maior segmento ocupa as principais linhas dos cartazes de pregão. Mais do que isso: 12 deles tocaram tanto no The Town quanto no último Rock in Rio —goleada para fã-clubes; pague um e ligeiro três para a organização.

Isso não é um problema para aqueles cuja produção atual pode refrescar a volta ao festival. Os rappers Matuê e Cabelinho, por exemplo, vêm de álbuns interessantes lançados há murado de um ano. Ludmilla e Luísa Sonza, embora sigam na mesma turnê que apresentaram no The Town há dois anos, têm se lançado na curso internacional —aquela com R&B, esta pelo mercado latino.

Outros vêm menos promissores. Gloria Groove é dona de um dos melhores shows do primeiro The Town, mas não manteve o excitação criativo dos anos anteriores. Emplacou exclusivamente um hit com seu ao vivo de pagode no ano pretérito. Carismática, Iza viu o álbum “Afrodhit”, recebido sem grande orgulho, ser engolido por polêmicas e pelos comerciais que ela fez. Pedro Sampaio deve exsudar um set com seus vários sucessos de funk formulaicos, que empolgam quem só tem aquilo porquê repertório.

O funk segue presente, mas tímido —pouco avança nos diversos subgêneros do país. Mais uma vez escalado, MC Hariel não é o único artista do gênero capaz de se apresentar num palco de festival.

Ajuda também que o rap vernáculo tenha ganhado mais espaço nessa edição. A escolha é inteligente: o gênero representa grande segmento da juventude brasileira, um público que deve renovar o evento no vácuo deixado por alguns festivais de rap. Mas a escolha também foi contida —repetir metade da lista do festival do ano retrasado destoa com a inconstância de rappers do país.

Ou por outra, nomes porquê Ajuliacosta e Ebony mereceriam apresentações solo. Ambas oxigenam o hip-hop brasiliano, assim porquê Duquesa, que ganhou seu merecido espaço no festival. Tz da Coronel e Kayblack, nomes fortes das ondas carioca e paulista do trap de tamanho, também podem entregar bons shows com seus mais recentes lançamentos.

O rock se sustenta nas mãos de poucos. Nomes porquê Capital Inicial, Tihuana e CPM22 são uma proposta que pode entediar. Eles ocupam um espaço que poderia servir a novidades do cenário brasiliano —bandas porquê Papangu, Deaf Kids e Crypta, por exemplo, trariam novos fãs para o festival. Mas a audiência deve estar garantida com o time internacional, que conta também com a novidade formação dos Sex Pistols para salvar o dia.

O jazz vem menos empolgante do que no ano retrasado. Kamasi Washington e sua filarmónica são o grande isca, embora o músico também seja habitué de palcos brasileiros. A música eletrônica sofre o maior baque. O palco New Dance Order, a seção de curadoria mais interessante da primeira edição do evento, virou uma vírgula na história, uma excêntrica torre que vai acoitar um DJ por noite —o desande com funk de estádio de Victor Lou e GBR é o único destaque.

A curadoria do The Town segue tateando a música produzida aquém da risca do Equador. O reggaetonero J Balvin foi uma escolha burocrática. Além de ter tocado algumas vezes no Brasil, não é um dos nomes fortes do momento. Já a vinda de Burna Boy empolga. Maior nome do afrobeats, o nigeriano é um dos principais artistas da África e tem chances de entregar um dos melhores shows do evento.

Essa lista, comparada à primeira edição, resultará em um festival um pouco menor, com menos shows e artistas. Na teoria, isso é bom para o evento, pois oferece ao público mais espaço e tempo entre uma apresentação e outra. A não ser que a presença de marcas seja mais importante ainda nesta edição. Por isso que, na prática, é cedo para expor se a música estará no primeiro projecto deste novo The Town.

Uma vez que comprar ingressos

O The Town acontece nos dias 6, 7, 12, 13 e 14 de setembro. Os ingressos ainda estão à venda no site do evento, thetown.com.br. A ingresso inteira custa R$ 975, e a meia sai por R$ 487,50. Cada ingresso dá recta a ingresso em um dia.

Quem vai se apresentar

A escalação completa e os horários dos shows podem ser vistos no site do festival. Os headliners são Travis Scott (dia 6), Green Day (dia 7), Backstreet Boys (dia 12), Mariah Carey (dia 13) e Katy Perry (dia 14).

Uma vez que chegar ao festival

A estação Autódromo da CPTM é a mais próxima do festival e a forma mais indicada para chegar ao Autódromo de Interlagos, já que haverá interdições no trânsito nas imediações do evento. Durante todos os dias de festival, aliás, o metrô e os trens de São Paulo vão operar por 24 horas para desembarque.

Os portões abrem às 14h e a ingresso no Autódromo é permitida até a meia-noite. O festival fecha as portas às 2h, quando se encerram os shows dos headliners do evento.

Folha

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