Timothée Chalamet quer ser o maioral. Em fevereiro, ao vencer o SAG Awards por seu papel em “Um Completo Ignoto”, o artista abriu mão da falsa naturalidade e disse com todas as letras que pretende estar no panteão dos melhores atores de todos os tempos.
“Marty Supreme”, com estreia marcada para o final de janeiro, é talvez o maior revérbero de sua anseio.
“O Brasil me parece um lugar perfeito para apresentar um filme tão veemente uma vez que esse. É um país com uma força muito peculiar”, disse o jovem planeta em um evento para prensa e convidados que aconteceu no teatro BTG Pactual Hall, em São Paulo.
Na ocasião, um trecho do filme foi exibido e a apresentadora Aline Diniz conduziu uma conversa com ele e o diretor Josh Safdie.
A dupla veio ao Brasil para participar de um quadro sobre a produção na CCXP25, que acontece nesta sexta-feira (5).
No filme, Chalamet troca a indiferença de Bob Dylan —cantor que lhe rendeu a sua mais recente indicação ao Oscar— pela força de Marty Mauser, jogador de tênis de mesa dos anos 1950 que esfrega o seu talento na rosto de todos.
Ao honrar a tradição dos longas que Josh dirigiu com o seu irmão, Benny —que levante ano preferiu o boxe, em “Coração de Lutador”, para estrear uma vez que diretor solo— “Marty Supreme” torna Novidade York uma cidade enxurrada de caos, onde disputas do pós-Segunda Guerra invadem arenas de ping-pong e a tensão toma as ruas.
Conflitos surgem aos montes e a arrogância do desportista traz a ele uma série de inimigos. É o cenário ideal para explorar a anseio que fez de Chalamet um dos nomes mais comentados das últimas temporadas de premiações.
“Marty é alguém que não vai concordar não uma vez que resposta. Eu me senti atraído pela teoria de fazer um filme, hoje vasqueiro na indústria americana, que é justamente sobre a teoria de sonhar grande”, disse o ator em frases rápidas.
Ele fala com a rapidez de uma globo de ping-pong e pede desculpas antes de continuar. “Sem querer desrespeitar os meus filmes anteriores, ‘Marty Supreme’ não é um projeto sobre pessoas comuns”, afirma, com mais calma, de forma enfática.
O ator ainda comparou a dimensão de Novidade York com a de São Paulo e descreveu as disputas do tênis de mesa uma vez que metáfora para os desafios impostos pelo capitalismo.
Em 2018, Chalamet foi indicado ao Oscar pela primeira vez com o primeiro grande papel de sua curso —Elio, o jovem enamorado de “Me Chame Pelo Seu Nome”.
A segunda nomeação veio só em 2024, quando o ator deu vida ao cantor Bob Dylan. No pausa entre as duas disputas —ele foi derrotado em ambas—virou o rosto de franquias e trabalhou com queridinhos da Hollywood.
Quando o diretor Denis Villeneuve deu um novo olhar ao universo imaginário de “Duna”, o artista se tornou o messias Paul Atreides e espalhou as suas doutrinas pelas salas de cinema, bilheterias e redes sociais.
Em mundos mais leves, ele viveu o chocolateiro Willy Wonka, num músico que explicou as origens do instituidor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, e interpretou um estudante libertário nos ambientes geometricamente calculados por Wes Anderson.
“Minha filha pediu para que eu tivesse Wonka em mente ao trabalhar com Chalamet. Consigo ver a magia de Wonka em Marty, pela forma uma vez que os dois sabem vender os seus sonhos”, brincou Safdie.
O ator também renovou a parceria com Greta Gerwig, com quem trabalhou em “Lady Bird”, na adaptação da diretora do clássico literário “Adoráveis Mulheres”. As duas produções concorreram ao Oscar de melhor filme.
Sucesso posteriormente sucesso, Chalamet se tornou uma febre. Hoje, às vésperas dos anúncios que revelarão os indicados aos próximos Critic’s Choice Awards e Orbe de Ouro —os selecionados para o Oscar só serão divulgados em 22 de janeiro, mesma data em que “Marty Supreme” chega ao Brasil—, ele torna jaquetas e outros produtos especiais do filme em virais de divulgação.
Nesta quinta (4), pouco depois de desembarcar em São Paulo, ele visitou uma loja pop-up que foi montada no bairro da Bela Vista e fez filas de fãs esperarem por várias horas. Entre bolas gigantes de ping pong e outras roupas personalizadas, o ator mergulhou numa povo com um sorriso no rosto e tirou fotos com vários felizardos.
Mais tarde, eletrizou a plateia do BTG Pactual Hall quando surgiu no palco vestindo as cores da bandeira do Brasil.
Ainda é cedo para saber se as palmas que o receberam em São Paulo celebrarão a vitória do artista no próximo Oscar, que acontecerá em março de 2026.
Enquanto isso, uma das declarações de Safdie parece uma boa máxima. “Quando penso na trajetória de grandes atletas, uma vez que os que vocês têm no Brasil, nunca me importo com o final. O importante é o sonho.”
