Bruce Buchan, torcedor da seleção escocesa, estava economizando verba para uma reforma em vivenda quando a inesperada classificação da equipe para a Despensa do Mundo da Fifa (Federação Internacional de Futebol) na América do Setentrião mudou completamente os planos de gastos da família.
“Minha esposa e eu estávamos pesquisando orçamentos para o banheiro há dois meses, e logo nos classificamos. Ligamos para o encanador e dissemos que o serviço estava cancelado”, contou o engenheiro de 36 anos de Balmedie, perto de Aberdeen. O par usará o verba para viajar com os filhos aos Estados Unidos para os três jogos da Escócia na temporada de grupos, em Boston e Miami.
“Nunca pensamos que isso fosse suceder”, disse ele sobre o retorno do país à Despensa do Mundo masculina pela primeira vez desde 1998, reservado por meio de uma emocionante vitória por 4 a 2 sobre a Dinamarca nos acréscimos, em novembro. “É uma sensação maravilhosa e estamos nos preparando para ir.”
Torcedores das 48 nações participantes estão ocupados fazendo planos de viagem para a maior Despensa do Mundo da história, que será realizada em junho e julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O período para solicitar ingressos para os 104 jogos do torneio, um recorde, termina em 13 de janeiro.
Para os torcedores de seleções que se classificam regularmente para a Despensa do Mundo, há o debate habitual sobre se devem ou não comparecer —o que significa mourejar com o preço exorbitante das passagens aéreas e os custos inflacionados de hospedagem, mesmo antes de prometer os cobiçados ingressos.
Mas para os torcedores da Escócia, sedenta por sucesso, estar lá parece menos opcional. A classificação e o término de quase 30 anos de sofrimento têm um significado maior, representando não somente o sucesso esportivo, mas também a restauração da crédito pátrio posteriormente décadas à margem do futebol mundial.
“É um pouco cultural mais profundo do que em alguns outros países. É uma vez que nos vemos”, disse o ex-jogador da seleção escocesa Pat Nevin sobre a influência que o futebol exerce sobre a identidade escocesa. O primeiro-ministro John Swinney chegou a propor um feriado bancário extra em 15 de junho, um dia depois da estreia da Escócia na Despensa do Mundo.
A Escócia sediou a primeira partida internacional de futebol em 1872, quando a seleção da vivenda enfrentou a Inglaterra em Glasgow, e a equipe pátrio participou de cinco Copas do Mundo consecutivas antes de 1998.
“Éramos uma força importante no mundo e no futebol, e isso se tornou cada vez mais difícil de tutorar depois de 1998, quando repetidamente perdemos o ritmo e nem sequer chegamos perto da classificação”, disse Nevin, ex-jogador do Chelsea e do Everton, atualmente noticiarista e comentarista esportivo.
Ele afirmou não estar “nem um pouco surpreso” com a presença de tantos torcedores escoceses, lembrando os muro de 200 milénio que viajaram para a Alemanha para torcer pela seleção na Eurocopa dois anos detrás.
Para muitos torcedores escoceses, sugeriu ele, esta Despensa do Mundo seria “o dia mais importante de suas vidas, depois do enlace”.
O torneio de 2026 também é um marco para Cabo Verdejante, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão, que competirão pela primeira vez. Entre outras nações que estiveram ausentes por um longo período, há grande expectativa.
A Noruega, cuja última Despensa do Mundo também foi em 1998, viajará em clima de otimismo posteriormente dominar seu grupo nas eliminatórias. Com o craque Erling Haaland, o time conta com um jogador capaz de cintilar no torneio.
“Todos no país estão felizes. A Noruega esperou por leste momento durante muitos anos”, disse Ole Kristian Sandvik, porta-voz da União Norueguesa de Torcedores. “Acho que muita gente vai passar as férias de verão nos Estados Unidos leste ano.”
Mas ele acrescentou: “O grande problema é o preço —os ingressos e as viagens estão muito caros.”
O torcedor escocês Buchan, que reservou £ 25 milénio (R$ 180,6 milénio) para a façanha, disse que seus grupos de WhatsApp estavam fervilhando de discussões sobre as melhores rotas e ofertas para forrar verba. “Vamos voar para Orlando, pois são as passagens mais baratas que encontramos”, disse ele. “Obviamente, com duas crianças pequenas, vamos passar pela Disneylândia.”
A Fifa tem sido acusada de tornar o torneio inacessível para os torcedores comuns, aumentando drasticamente o preço dos ingressos em verificação com torneios anteriores. Embora tenha disponibilizado recentemente um lote de novos ingressos mais acessíveis por £ 45 (R$ 325,10), a Associação de Torcedores de Futebol afirmou que isso “ainda deixa 90% dos torcedores fiéis e fanáticos pagando preços absurdos”.
Buchan disse que, tendo pago £ 100 (R$ 722,45) por ingresso para testemunhar aos jogos da Eurocopa de 2024 na Alemanha, “desta vez, estamos chegando perto de £ 5.000 (R$ 36.122) pelos ingressos. Essa é a grande diferença”.
A Fifa afirmou no final de dezembro que a demanda havia excedido a disponibilidade em mais de 30 vezes, posteriormente pedidos de mais de 150 milhões de ingressos. “O protótipo de preços […] reflete a prática de mercado existente para grandes eventos de entretenimento e esportivos em nossos países anfitriões, incluindo o futebol”, disse a entidade ao Financial Times em enviado.
Nevin tinha uma visão dissemelhante, chamando a estratégia de ingressos da Fifa de “um tapa na face daquilo que tornou o futebol grandioso”.
“Uma vez que uma teoria financeira para maximizar o lucro, faz todo o sentido. Eles estão ganhando fortunas exorbitantes”, disse ele. “Mas o motivo pelo qual eles conseguem lucrar fortunas exorbitantes é porque o futebol é luzidio. E o motivo pelo qual o futebol é luzidio é porque os torcedores o tornaram luzidio.”
Agora esses torcedores, incluindo os da Escócia, “estão sendo informados: ‘podem ir embora, não precisamos de vocês’. E é isso que dói.”
