'três graças': como será a novela que vai substituir 'vale

'Três Graças': como será a novela que vai substituir 'Vale Tudo' no horário das 21h

Celebridades Cultura

As três Graças: Gerluce (Sophie Charlote), Ligia (Dira Paes) e Joélly (Alana Cabral)
Orbe/ Estevam Avellar
Com a exibição do último capítulo de “Vale Tudo”, na sexta-feira (17), uma novidade romance entra no horário das 21h. Escrita por Aguinaldo Silva, “Três Graças” vai ocupar o lugar na grade da Orbe a partir desta segunda-feira (20).
A inspiração para a novidade romance surgiu há 20 anos, quando Aguinaldo Silva visitou uma maternidade pública e ficou tocado pela quantidade de adolescentes grávidas no sítio, sem o escora dos pais dos bebês.
“A trama fala de três mulheres que foram mães muito cedo, aos 15 anos, não tiveram escora dos pais das crianças, foram à luta e passaram por situações extremas. Mas levam uma vida muito parecida com a vida dos nossos espectadores. Ou seja, elas batalham, são otimistas, têm fé no porvir e se envolvem com histórias típicas de um folhetim. É uma ficção que tem o privilégio de poder se inspirar na veras”, define o responsável.
As três Graças
As três Graças: Gerluce (Sophie Charlote), Ligia (Dira Paes) e Joélly (Alana Cabral)
Orbe/ Victor Pollak
Essas três mulheres citadas por Aguinaldo são as “três Graças”. Gerluce (Sophie Charlotte) é filha de Lígia Maria das Graças (Dira Paes) e mãe de Joélly Maria das Graças (Alana Cabral). Moradora da Chacrinha, comunidade fictícia na capital paulista, Gerluce abdicou dos seus sonhos, entre eles o de cursar uma faculdade, para se destinar à geração de Joélly, na tentativa de garanti-la um porvir promissor, dissemelhante do seu e de sua mãe. Mas, quando a gravidez da juvenil se confirma, ela fará de tudo para impedir que a filha desista dos seus projetos e ambições.
“A gente vai trazer à tona essa trilogia de mulheres de diferentes gerações que vivem um ciclo parecido. E o que será que vai interromper esse ciclo? Uma vez que é a evolução de uma mulher que se vê mãe tão jovem e depois se vê avó tão jovem? São os desdobramentos disso tudo. É um olhar para uma personagem que vai simbolizar muito muito a mulher que alicerça uma moradia, a mulher que dá pavimento para as outras gerações virem. E a gente sabe que, na estrutura da família brasileira, a mulher é esse sustentáculo”, observa Dira Paes.
Sua personagem, Lígia, também permeia outra trama. Cuidadora de Josefa (Arlete Salles), ela precisa se alongar do trabalho por justificação de uma grave doença pulmonar. Sua filha, Gerluce, assume o posto na mansão de Arminda (Grazi Massafera), filha da idosa. Lá será onde, por uma coincidência do rumo, vai desvendar que sua mãe é vítima de um esquema de falsificação de remédios em que a Arminda está envolvida.
“Arminda é uma vilã muito clássica, obsceno. Ela tem um humor que não chega a ser ácido, vai mais para o macabro. A relação com a família é tóxica. Ela não admira o rebento em zero, e tem conflitos com a mãe o tempo inteiro. É uma mulher sem filtro”, explica Grazi Massafera.
Arminda é amante e parceira de delito de Santiago Ferette (Murilo Benício), um falso benfeitor. Varão supra de qualquer suspeita, poderoso e respeitado, é referência no assistencialismo aos mais necessitados. A esposa de Ferette, Zenilda (Andreia Horto), admira profundamente a dedicação dele ao trabalho social e se orgulha da família que construíram. O casório de mais de 20 anos gerou dois filhos, Leonardo (Pedro Novaes) e Lorena (Alanis Guillen).
Ferette (Murilo Benício) e Arminda (Grazi Massafera) em “Tres Graças”
Orbe/ Manoella Mello
Enquanto Santiago Ferette (Murilo Benício) e Arminda (Grazi Massafera) enriquecem a cada dia, os moradores da Chacrinha que tomam os medicamentos distribuídos pela farmácia da instauração Ferette sentem a piora em seu estado de saúde. E entre esses pacientes, está Lígia.
A romance ainda traz no elenco Marcos Palmeira, Gabriela Loran, Amaury Lorenzo, Paulo Mendes, Romulo Estrela, Belo, Fernanda Vasconcellos, entre outras estrelas.
“Tom um pouco supra da veras”
“Três Graças” é ambientada em São Paulo e propõe reflexões sobre assuntos contemporâneos, mas a proposta dos autores e do diretor artístico Luiz Henrique Rios é uma obra tragicômica, não naturalista.
“Na estética e na tradução, estamos trabalhando com um tom um pouco supra da veras. É uma história intensa, com muita cor e vibração. Dessa forma pulsante queremos emocionar e envolver o testemunha”, explica Luiz Henrique Rios.
“É um novelão brasiliano, uma obra sobre personagens atuais, vivos que estão pelas ruas de São Paulo”, afirma Aguinaldo Silva.
Kasper (Miguel Falabella), Zenilda (Andréia Horto), Ferette (Murilo Benício) e João Rubens (Samuel de Assis) em “Três Graças”
Orbe/ Estevam Avellar
Protagonista de ‘Três Graças’, substituta de ‘Vale Tudo’, mostra família comemorando papel

Fonte G1

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