Ao instar duas equipes esportivas profissionais a mudarem seus apelidos, o presidente Donald Trump reaquece disputa que durou décadas e que, para a maioria das pessoas, parecia estar resolvida.
As equipes, agora conhecidas porquê Washington Commanders e Cleveland Guardians, lutaram por anos por desculpa de seus antigos nomes (Redskins e Indians, respectivamente), que se referiam aos nativos americanos e que muitos consideravam ofensivos. As equipes aparentemente resolveram o tópico selecionando novos nomes. Agora, graças ao presidente dos Estados Unidos, a questão voltou à mesa.
“Os ‘seja lá o quê’ de Washington deveriam IMEDIATAMENTE mudar seu nome de volta”, escreveu Trump no domingo nas redes sociais. “Nosso grande povo indígena, em números massivos, quer que isso aconteça”, afirmou, sem oferecer evidências.
Pesquisas mostraram que muitos nativos americanos se opunham aos antigos nomes, mormente o de Washington. Trump também sugeriu que poderia intervir para barrar um pacto sobre o novo estádio do time se não o nome original não fosse retomado.
Inferior um histórico da disputa sobre nomes de equipes esportivas nos EUA.
1914: Cleveland precisa de um novo nome
O time de beisebol em Cleveland era sabido porquê Naps, em homenagem ao seu jogador estrela Nap Lajoie. Mas ele foi negociado em 1914, e um novo sobrenome era necessário. Especialistas em beisebol foram consultados, e o time selecionou “Indians”. O impulso exato para a escolha permanece obscuro.
Cleveland já teve um jogador talentoso chamado Louis Sockalexis, um nativo americano que morreu dois anos antes da mudança de nome, e ao longo dos anos foi sugerido que o novo nome era para homenageá-lo. Mas há poucas evidências concretas para essa explicação.
Nomes baseados em tribos indígenas ou imagens eram comuns no século 20; os Boston Braves foram os vencedores da World Series de 1914.
1933: Um novo time em Boston
O time de futebol americano de Washington usou um insulto para nativos americanos por décadas, na verdade precedendo o tempo do time lá.
Quando um novo time se juntou à NFL (National Football League) em Boston, em 1932, inicialmente era sabido porquê Boston Braves. Depois um ano, o proprietário do time, George Preston Marshall, mudou o nome, provavelmente para evitar confusão com o time de beisebol de mesmo nome.
O novo sobrenome que ele escolheu foi “Redskins”. Para um jogo contra os Bears, Marshall disse a seus jogadores para aplicarem tinta facial. O nome mudou com o time para Washington em 1937.
Marshall também era sabido por ser o último proprietário da NFL a integrar seu time, fazendo isso somente em 1962.
Protestos começam
Já na dezena de 1960, movimentos estavam em curso para pressionar pela mudança de apelidos desconfortáveis e ofensivos aludindo aos nativos americanos que haviam sido dados a times escolares. Um dos primeiros a agir foi o Dartmouth College, que abandonou seu sobrenome “Indians” em 1974.
Os nativos americanos estavam na vanguarda dos protestos, embora o movimento também recebesse pedestal extrínseco.
Apesar dos protestos, os times de Cleveland e Washington não se moveram para mudar seus apelidos e, em vez disso, os defenderam. Washington observou em uma enunciação em 2013 que dezenas de escolas de ensino médio em todo o país frequentemente usavam o mesmo sobrenome com orgulho. Muitos, mas não todos, torcedores do time da morada defenderam vigorosamente os apelidos dos times que haviam torcido por anos.
Outras equipes profissionais, porquê o Atlanta Braves e o Kansas City Chiefs, enfrentaram escrutínio tanto por seus apelidos quanto pelo uso de imagens pseudo-nativas americanas, porquê o esquina “tomahawk chop” entre os fãs.
A mudança chega
Em 2018, Cleveland anunciou que abandonaria seu logotipo, uma caricatura cartunesca de um nativo americano sabido porquê Chief Wahoo. O nome do time permaneceu.
Novo escrutínio veio para os apelidos na esteira dos protestos do Black Lives Matter.
Antes, em 2013, segundo a filial The Associated Press, o portanto presidente Barack Obama afirmou que, se fosse possuidor do time da NFL, avaliaria a mudança de nome. Pelas redes sociais, Trump respondeu que o país tinha problemas maiores e que o presidente deveria se focar neles, não na questão do nome.
Em julho de 2020, Washington anunciou que estava abandonando seu sobrenome, e também removeu referências a Marshall de seu estádio. Depois duas temporadas jogando porquê o genericamente nomeado Washington Football Team, adotou o sobrenome Commanders em 2022.
Em dezembro de 2020, Cleveland anunciou que jogaria mais uma temporada porquê Indians, depois mudaria seu nome. A novidade cognome, Guardians, refere-se a duas estátuas gigantes, conhecidas porquê os Guardiões do Tráfico, na ponte Memorial Hope, em Cleveland.
Trump se opôs também naquela idade. “Oh não!”, escreveu ele nas redes sociais na idade. “O que está acontecendo? Isso não é uma boa notícia, mesmo para os ‘índios’. Cultura do cancelamento em ação!”
E agora, em 2025, ele renovou suas objeções, alegando que “os tempos são diferentes agora do que eram há três ou quatro anos”.
Ambas as equipes disseram que os novos nomes vieram para permanecer.
Leste cláusula apareceu originalmente no The New York Times.
