Verônica ferriani canta nara leão em show em são paulo

Verônica Ferriani canta Nara Leão em show em São Paulo – 21/10/2025 – Música em Letras

Celebridades Cultura

A cantora, compositora e instrumentista Verônica Ferriani, 47, apresenta nesta sexta-feira (24), às 21h, na Bona Moradia de Música, em São Paulo, o show “Verônica Ferriani Canta Nara Leão”.

A pilastra Música em Letras entrevistou, com exclusividade, a artista que conta com dez álbuns e participou de vários shows, porquê convidada, ao lado de Beth Roble (1946-2019), Mart’nália e Ivan Lins entre outros.

Leia, a seguir, a entrevista concedida por Verônica Ferriani e assista, no final do texto, ao vídeo no qual a artista interpreta algumas músicas do espetáculo.

Qual a valia da Nara para a música popular brasileira?

Nara é artista meão em nossa música. Tenho falado sobre isso nos shows porque só recentemente percebi que uma segmento importante do cancioneiro brasiliano eu tive entrada ainda crianças graças às interpretações dela. Ao se distanciar da bossa novidade depois de deslindar o caso do Bôscoli [Compositor Ronaldo Bôscoli], seu namorado à estação, com Maysa, creio que Nara abriu pra si, e pra muitos de nós – no meu caso, falo do que meus pais botavam pra tocar em morada – uma pesquisa formosa e grande em gêneros musicais. A história dela começa na bossa novidade, mas logo avança ao samba do morro, ao sertanejo, ao baião, valsa e chá-chá-chá. E ela gravava à sua maneira: tamanho e frase vocal, harmonias ao violão, tipo de instrumentação, abordagem que depois influenciaria muitos artistas. Trovar em rodas de samba é um pouco que fiz bastante durante a curso. Pensando muito, meu repertório inicial, porquê não frequentava rodas desde pequena, vinha muito do que ouvi traduzido pela Nara, mais do que a partir dos próprios sambistas – porquê “O Sol Nascerá”, “Opinião” e “Diz que fui por aí”.

Isso fora o papel engajado que ela tomou pra si com naturalidade, um pouco mais generalidade hoje às mulheres; há pouco tempo ainda não tínhamos esta voz. Ela abriu caminhos. Também muito me admira sua autonomia músico: ela era das únicas intérpretes a se apresentar sozinha ao violão.

Em que vc se identifica com ela?

Uma vez que ela, sempre fui ligada ao violão, portanto o primeiro passo foi assumir um show neste formato, tocando e cantando sozinha no palco, de forma que eu pudesse trazer uma atmosfera similar à dela. Desta forma, consigo também conversar muito mais com o público, relatar histórias, contextualizar as canções – trago mais de 30 no show, muitas vezes costuradas ao violão, num restauro único. A sensação que procuro chegar no show passa por aquela de trovar com amigos na sala de morada, um pouco que se perdeu recentemente. A gente sempre tinha um violão em morada – meus pais não são músicos mas se conheceram tocando, inclusive. Meu libido é provocar leste envolvente, essa memória no público.

Também venho me posicionando a reverência de temas sensíveis, mormente porquê mulher na música; acho-a uma grande inspiração nisso tudo. Se hoje temos alguma voz ativa é também porque ela se posicionou, inclusive sobre temas difíceis, contra a ditadura.

Vc já realizou esse espetáculo em outras ocasiões com outros convidados, com a cantora Analu Sampaio e com o cantor Ayrton Montarroyos. Agora você terá Izabel Padovani porquê convidada. Comente as características musicais mais latentes de cada um desses artistas e qual a taxa de cada um para esse espetáculo.

Uma vez que parto, neste show, de uma formação intimista, voz e violão, tenho convidado outros cantores a quem admiro pra dividirem o palco comigo. Paladar dessa companhia. Analu e Ayrton são grandes jovens talentos dentro dos desdobramentos do universo músico da Nara. Foi uma alegria reencontrar Ayrton no palco da Moradia de Francisca – havíamos cantado juntos em projetos especiais anteriores. Ele dá a medida exata na versão. Com Analu foi uma estreia e tanto, cantamos o que estava programado e improvisamos outras também, no Blue Note, tão bom que estava. Ela tem uma coragem e domínio rítmico raríssimo pra idade. Com Izabel, cantora de técnica apurada que venceu, porquê melhor cantora, o Prêmio Visa anos detrás, cantaremos também algumas inesquecíveis no palco do Bona. Estou animada pra leste encontro!

Comente três músicas que estão no repertório do show fazendo uma reciprocidade com a maneira que a Nara as cantava, com a sua.

Me dou a liberdade de trovar as canções à minha maneira, até porque seria impossível reproduzir seu estilo único. Não me reaproximei do repertório dela com esse objetivo, temos formas diferentes de frase. De forma universal, tendo a trovar as músicas mais lentas, porquê “Manhã de Carnaval”, de Luiz Bonfá e Antônio Maria, de forma mais intensa ou dramática, até porque Nara era muito comedida, não precisava de muito pra se expressar. Os sambas, porquê “Diz que fui por aí” e “Opinião”, ambos de Zé Keti, talvez eu cante com um acento mais ligado à roda de samba também, de divisões sincopadas, pois esta foi minha primeira escola enquanto cantora. A ritmo dela era única, mais associada às divisões rítmicas da bossa, muito elegante. Aprendo a cada escuta a ser mais comedida também!

O que as pessoas podem esperar deste espetáculo?

Em primeiro lugar, meu papel ali é conectar a memória afetiva de cada um às canções. Depois também eventualmente ampliar o repertório dos mais jovens.

Acho que a formosura deste show está na espontaneidade, que inclui as histórias da Nara reforçando impressões sobre sua personalidade e valia em nossa música, e qualquer improviso no repertório também, a partir do que digo e, eventualmente, de pedidos do público. Certa simplicidade também marca o show, pelo formato intimista, de forma a abranger um vasto repertório, que ganha muito também com o quina coletivo e em tudo aquilo que as rodas de violão produzem em nós.

Assista, a seguir, ao vídeo no qual Verônica Ferriani interpreta algumas músicas que fazem segmento do show desta sexta-feira (24).


SHOW VERÔNICA FERRIANI CANTA NARA LEÃO

QUANDO Sexta-feira (24), às 21h

ONDE Bona Moradia de Música, r. Doutor Paulo Vieira, 101, Sumaré, São Paulo, tel. (11) 3813-7773

QUANTO De R$ 75 a R$ 150

Folha

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