Viciante, jogo Ball x Pit faz mistura inusitada de gêneros

Viciante, jogo Ball x Pit faz mistura inusitada de gêneros – 16/11/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

Tirei o Switch 2 do dock e instalei “Ball x Pit” para saber, um encontro casual. Só larguei porque a bateria do console acabou. Com a TV ocupada, carreguei-o por poucos minutos, só para finalizar uma construção e fazer mais uma colheita. É jogo perigoso, de vício rápido.

Tão direto quanto o próprio nome, “Ball x Pit” faz ironia com a teoria de que precisaria de um enredo. O jogo abre com “cutscene” brevíssima —uma esfera imensa cai do firmamento e abre uma cratera na cidade de Ballbylon, atraindo exploradores em procura das riquezas podem estar no fosso. Corta. Ação.

E aí começa a corrida frenética por um galeria vertical em que você deve atirar bolas para expelir hordas de inimigos. O fundamento é tão simples quanto clássicos porquê “Space Invaders” ou “Arkanoid”. Se leste último soa estranho, é aquele jogo em que se controla uma barra nivelado que deve rebater uma bolinha contra tijolos supra dela. Há quase tantas versões quanto “Tetris”, cada uma inventando poderes diferentes que a barra e as bolas podem ter.

Em “Ball x Pit” esse poderes são os mais variados: bolas de aço, mais pesadas e destrutivas; bolas que criam bolas; bolas que atiram laser, envenenam, congelam, atravessam inimigos. E elas podem ser misturadas, para livrar espaço no inventário, ou fusionadas, criando uma novidade e ainda mais mortífero esfera.

Some a isso avatares que podem ser invocados em seu auxílio e as habilidades passivas que os personagens podem adquir —porquê mover-se mais rápido, contra-atacar quando atingidos, aprimorar a resistência— e você tem uma vasta prateleira de ingredientes para rodadas sempre diferentes.

Só que o game dá sabor a esse caldo com um tempero que pode toar enjoativo de tão geral: o gênero roguelike. Não tem faltado jogos do tipo, com níveis que alteram a disposição de oponentes e do cenário a cada rodada e aprimoramentos e melhorias que se acumulam posteriormente a morte.

Mas é vestuário que mesmo que soe saturado, é um formato tão versátil que segue gerando títulos sólidos e variados. O título é mais um que faz bom uso das premissas do gênero.

A variedade de personagens, por exemplo, não é só cosmética; ela permite estilos de jogo e estratégias diferentes. Cada um possui habilidades próprias e pode ser desenvolvido num sistema de nivelamento, assim porquê as próprias esferas. As rodadas também giram em torno de 15 minutos, adequado para quem quer uma diversão breve, para pequenos intervalos.

Mas eis que ao final da rodada, quase tudo muda. Surge um terreno para edificar edifícios, plantar florestas, campos de trigo, coletar pedras. Passamos a operar um mini jogo de estratégia e construção de mundo. As edificações permitem que novos personagens surjam, facilitam a capacidade de recrutar recursos ou aprimoram os atributos de todos os “trabalhadores”.

Posteriormente dispor as construções em campo, você deve lançar seus personagens porquê se fossem as bolinhas, para que rebatam nos espaços criados para edificar ou coletar um pouco.

É uma mistura inusitada, mas tão orgânica, que logo vem à mente “Dave the Diver”, título que também promiscuidade momentos muito diferentes. Nele, as sessões de mergulho, com caça e exploração, são intercaladas com o trabalho no restaurante de sushi; há ali uma costura narrativa que une essas etapas, o que “Ball x Pit” dispensa sem provocar prejuízo em porquê os momentos do jogo se entrelaçam. A segmento de construção contribui para motivar o jogador a voltar para a de devastação.

O que falta é mais polidez no modo porquê o jogador visualiza e controla essa construção de mundo. Não morosidade para que o campo fique lotado de construções, mas não há um menu que permita saber quais ou quantas já foram criadas.

Algumas delas também possuem habilidades passivas que afetam outros prédios ou personagens, o que é fácil de perder de vista. O gerenciamento fica mais emperrado pela navegação truncada entre menus e a visualização do campo porquê um todo. Atualizações futuras fariam muito em dar atenção a esses faltas, o que valorizaria a experiência de segmento relevante do game. Além dessas melhorias, falta ainda uma versão para celular; se for tão muito adaptada porquê “Balatro”, tornará o título ainda mais perigoso.

“Ball x Pit” é um lámen imperfeito. A repasto oriental é feita para ser um prato rápido, de rua, mas completo. Só que com tanta comida rápida por aí não passando de maçarocas sem paladar, apesar das fotos suculentas, o lámen vira cláusula de luxo. É perfeito para quem não tem tempo de refeições em três tempos, mas quer um pouco mais que aquele “pay-to-win” que frustra quando você quer um pouco mais de sabor.

Folha

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