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A constante estoica 07/06/2026 Luiz Felipe Pondé
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A constante estoica – 07/06/2026 – Luiz Felipe Pondé

Quando escolas filosóficas entram na voga, temos porquê consequência dois fenômenos. O primeiro, negativo, é o uso imperdoável de ideias tiradas de contexto e utilizadas porquê qualquer tipo de utensílio motivacional. Penso que a categoria de teor motivacional é uma das misérias do pensamento em nosso tempo. Viciante, move toda uma economia de ideias empobrecidas a serviço da ignorância e da patranha sistemática.

O segundo, positivo, é a possibilidade de que a escola filosófica que “entra na voga” possa despertar em almas mais consistentes o interesse pela filosofia que está em questão. A escola filosófica à qual me refiro neste cláusula é o estoicismo.

O filósofo espanhol, responsável do grande léxico de filosofia que carrega seu sobrenome, José Ferrater Mora, afirma no verbete “Estoico” que o estoicismo se caracteriza por ser uma “ordenado estoica”. Esse vestimenta pode ser responsável, em grande secção, pelo seu sucesso entre o tino geral e, mesmo, no uso empobrecido, quando essa ordenado se despedaça no exposição motivacional.

“Ordenado estoica” significa que o estoicismo fala com todos nós, independente da estação em que vivemos, principalmente, se levarmos em conta o vestimenta que os verdadeiros estoicos viveram na Grécia e em Roma entre os séculos 4º a.C., com seu fundador Zenão de Cítio, em Atenas, e seguiu até o século 2º d.C. em Roma, com o imperador filósofo Marco Aurélio.

No totalidade, muro de 600 anos se passaram até que seu último grande representante, Marco Aurélio, viesse a morrer em 180 d.C. Por isso, trata-se de uma escola filosófica cujas fontes são fragmentadas, muitas vezes contraditórias.

O maior chegada que temos a essas fontes são dos três grandes estoicos em Roma, Sêneca, senador romano, Epicteto, servo liberto heleno, mas que viveu secção da sua vida em Roma, e o imperador filósofo Marco Aurélio. Esses poucos dados servem para nos dar alguns parâmetros da complicação da constituição temporal da escola estoica.

O primeiro problema com relação à banalização do estoicismo é porque se trata de uma filosofia muito distante do exposição de sucesso e controle da vida que marca a nossa estação. Muito pelo contrário, um estoico porá em incerteza a validade de pensar a vida porquê um projeto de controle sobre as coisas e os eventos a nossa volta.

Por outro lado, sem que isso justifique a banalização que toda voga de pensamento carrega consigo, a teoria de que podemos, sem apelos a tradições religiosas práticas, aprender racionalmente a viver com menos sofrimento, pode parecer que se trata de uma espécie de “autoanálise cognitiva” a serviço de uma vida melhor.

O que a faz uma ordenado também é sua proposta de que podemos, por nós mesmos, nos tornarmos mais sábios, ainda que aprendendo com a tradição filosófica que lhe era anterior. De novo, zero mais distante da teoria contemporânea de que a tradição de zero serve a não ser porquê afetação vintage. Vejamos alguns dos temas que marcam, por exemplo, o universo de angústias estoicas —que são constantes entre nós humanos— na abordagem do imperador filósofo Marco Aurélio.

Taciturnideda, ou seja, uma suspeição profunda com relação aos homens e suas ações no mundo, o pânico da morte, o sentimento do vazio da existência, a monotonia, a fraqueza repentina que nos acomete diante da vida e, supra de tudo, a consciência da efemeridade do tempo —a fuga do tempo— e da insuficiência humana. Assim, o profissional Pierre-Maxime Schuhl resume as preocupações estoicas centrais. Pergunto: porquê encarar temas porquê esses banalizando-os, vestindo-os com a revestimento da simplificação em prol do sucesso no termo do dia?

Por outro lado, estoicos porquê Epicteto, seguido por Marco Aurélio, estabelecerão três estratégias ou modos de ação diante dos problemas da vida, conhecidas porquê “topoi”. Em oposição a eles, identificarão vícios simétricos, já que esses “topoi” serão entendidos porquê virtudes, por sua vez.

Entender que tudo tem uma motivo que é fruto da natureza e que escapa ao nosso controle e que, portanto, não devemos atribuir uma intenção contra ou em prol de nós. O vicio oposto, por sua vez, é o “vazio de lucidez”, ou seja, a incapacidade de compreender nossa insuficiência diante da natureza ou do cosmos.

Sempre levarmos em conta aqueles que vivem conosco, portanto, ter um tino de comunidade ativo. O vício oposto é se separar do vínculo com as pessoas com quem vivemos.

Estar sengo a nossa espírito, intelecto e corpo, e não fazer deles veículos de desordem. O vício oposto é contaminar, com as agitações da nossa espírito e do nosso corpo, o mundo a nossa volta.


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Folha

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