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Adélia Prado e Han Kang são escritoras de contextos culturais muito distintos, mas de extenso reconhecimento por sua obra literária.
De um lado temos a mineira de Divinópolis, vencedora do prêmio Camões; do outro a mais recente Nobel de Literatura, nascida em Gwangju, na Coreia do Sul. Econômicas em suas aparições públicas, ambas deram raras entrevistas à Folha nesta semana.
Com quase 90 anos, Prado afirma ao jornalista Augusto Massi ainda se sentir uma jovem —ela compartilha quais têm sido suas inspirações na arte e uma vez que foi o processo de geração de seu novo livro, “O Jardim das Oliveiras” (Record, R$ 59,90, 144 págs.), o primeiro em mais de uma dezena.
Han, por sua vez, revive em sua obra os mortos que a história tentou extinguir, enfrentando com literatura governos silenciadores. Porquê ela afirma ao editor Walter Porto, às vezes não é provável honrar o político do pessoal.
Ao fabricar seus livros, uma vez que o novo “Sem Despedidas” (trad. Natália T. M. Okabayashi, Todavia, R$ 84,90, 272 págs.), a autora diz querer emprestar sua vida às vítimas dos massacres que sucessivos governos promoveram na Coreia. Em sua sátira, Noemi Jaffe afirma que a obra se tece da leveza e da tensão do silêncio.
Acabou de Chegar
“Da Próxima Vez que Você Desabar do Cavalo” (trad. Francesca Angiolillo, Ercolano, R$ 80, 152 págs.) organiza a dor e as memórias de um fruto prestes a perder o pai. A morte iminente desperta no responsável Panayotis Pascot a urgência de grafar sobre seus traumas de forma ácida e bem-humorada. Porém, uma vez que aponta a sátira de Tati Bernardi, algumas frases do livro lembram que se trata da primeira obra de um jornalista jovem.
“Território da Luz” (trad. Rita Kohl, Alfaguara, R$ 79,90, 168 págs.) labareda a atenção pelo modo uma vez que a autora japonesa Yuko Tsushima “dá cores extraordinárias à vulgaridade da rotina de sua narradora”, uma vez que escreve a sátira Ligia Gonçalves Diniz. Ambientada em Tóquio, a história gira em torno de uma mulher anônima que divide seu tempo entre a filha e o trabalho de bibliotecária.
“Os Primeiros Investimentos de Buffett” (trad. Carol Colffield, Subida Books, R$ 62,90, 208 págs.) mergulha nos 25 anos iniciais da curso de uma das lendas do mercado de capitais, Warren Buffett. A pesquisa do responsável, Brett Gardner, examina dez de seus investimentos mais importantes. Para o jornalista Felipe Mendes, o livro reúne um material rico que dá pistas sobre o megainvestidor que Buffett se tornaria.
E mais
“Tudo É Rio”, o best-seller da escritora Carla Madeira, vai lucrar sua primeira tradução para inglês, nos Estados Unidos. O Pintura das Letras lembra que o livro já circula em Portugal, na Itália e na França e que também vai chegar à Rússia e à Turquia.
Bilquis Evely é a primeira brasileira vencedora do prêmio Eisner, considerado o Oscar dos quadrinhos. Ela foi reconhecida uma vez que melhor desenhista e melhor artista de toga por seu trabalho na graphic novel “Helen de Wyndhorn”. O repórter Lucas Monteiro aponta que ela trabalhou ao lado do colorista brasílio Mat Lopes e do roteirista Tom King, um dos nomes mais proeminentes dos quadrinhos americanos.
A Instalação Fernando Henrique Cardoso irá lançar versões reeditadas da obra completa do ex-presidente. As novas publicações incluem livros e discursos que serão disponibilizados gratuitamente na internet e em bibliotecas públicas a partir de 2026.
Fuvest
Pela primeira vez a Fuvest, vestibular que dá chegada à USP, adota uma lista de leituras obrigatórias composta 100% por autoras mulheres, muitas delas estreantes na seleção. Tanta novidade pode assustar os estudantes, mas traz novos debates para a sala de lição.
“Balada de Paixão ao Vento” de Paulina Chiziane, foi o primeiro romance publicado por uma mulher em Moçambique. A obra pioneira conta a história de paixão de um varão e uma mulher cercados pela legado conservadora e colonial, em que ela é vítima de tradições que cerceiam sua autonomia e sobrevivência.
Além dos Livros
O governo Lula não conseguiu comprar todos os livros didáticos para o próximo ano letivo no ensino imprescindível. A reportagem de Bruno Lucca conta que o problema é financeiro —por falta de verba, estudantes do 6° ao 9° ano terão unicamente livros de português e matemática, sem chegada integral a obras de história, geografia, ciências e artes.
O perfil do jornalista Jeferson Tenório, responsável de “O Avesso da Pele”, foi renegado do Instagram. A Meta, uma vez que conta a repórter Paola Ferreira Rosa, retirou a página do ar por não se enquadrar nas diretrizes da rede social. Do outro lado, Tenório acusa a empresa de repreensão e seus advogados chamam a exclusão de “arbitrária”.
Os clubes de leitura têm se espalhado pelo Brasil com presença majoritária de mulheres. Nesse cenário, leitoras uma vez que Manuela d’Ávila e Janine Durand começaram a proferir o projeto Favo, com objetivo de unir autoras, leitoras e editoras e capacitar mediadoras, fortalecendo políticas públicas de incentivo à leitura.
