Fundada no quarto de puerícia de Steve Jobs há 50 anos com o objetivo de gerar um computador pessoal, a Apple mantém a liderança no mercado de celulares com o sucesso dos modelos mais recentes do iPhone, mas perdeu o posto de empresa mais valiosa do mundo.
Essa posição agora pertence à Nvidia, empresa que mais lucrou com a corrida pela perceptibilidade sintético até o momento. As semelhanças entre as duas big techs são poucas, para além do apelo diante dos acionistas: enquanto a Nvidia projeta hardware para outras corporações, a Apple atende ao consumidor final com smartphones, tablets, relógios inteligentes e o controle de um ecossistema de aplicativos sobre o qual arrecada comissões.
Segundo analistas que acompanham a trajetória da marca nas últimas duas décadas, a Apple recorre à sua posição dominante, à fidelidade do público e a estratégias que funcionaram anteriormente. As vendas recordes do iPhone 17 —sucessor do resultado sobre o qual a companhia fundou seu atual predomínio tecnológico, com presença nos cinco continentes —sinalizam que a escolha tem sido eficiente.
A falta de investimento direto e massivo em IA generativa, embora preserve o caixa, é vista uma vez que uma aposta arriscada por Thomas Monteiro, analista-chefe da plataforma Investing.com.
“Google, Amazon e Microsoft fizeram a leitura de que quem tiver a infraestrutura por trás dos modelos de perceptibilidade sintético terá controle da tecnologia. Se essa teoria se provar correta, a Apple vai ter que percorrer detrás e gastar muito numerário”, diz o comentador.
A empresa, mas, não assiste à concorrência de braços cruzados. A companhia já fechou acordos com a OpenAI, criadora do ChatGPT, e, em fevereiro pretérito, com o Google, que terá prioridade nos sistemas da Apple —aos moldes do que já ocorre com os buscadores de internet. Ou por outra, a Apple concluiu a compra de dez empresas especializadas em infraestrutura para IA.
A escalada de Jobs ao topo do setor com a Apple, já em uma segunda passagem iniciada em 1997, se baseou também na tomada de controle de negócios menores. Em 1999, a empresa comprou o tocador de música SoundJam, uma das fundações do iTunes e do iPod.
Essa plataforma, acoplada ao iTunes Store, permitiu que a Apple rentabilizasse a crise da pirataria do dedo com a venda de faixas a US$ 0,99. A preocupação de Jobs em perder o mercado fonográfico para os celulares impulsionou a geração do iPhone em 2007, lançado logo posteriormente o LG Prada (2006), o primeiro com tela sensível ao toque.
Em 2008, o iPhone 3G consolidou o tripé do smartphone contemporâneo: conexão à internet, loja de aplicativos e interface touchscreen. Até o surgimento dos aparelhos vestíveis, essa definição permaneceu inabalada —e o desempenho mercantil de óculos com IA, uma vez que o Ray-Ban da Meta, ainda não atinge a popularidade dos iPhones.
A Apple não foi a pioneira na interface gráfica ou no mouse (dispositivo tal qual fio remetia à rabo de um rato). A Xerox lançara o primeiro computador com interface gráfica em 1975 —o Supino, desenvolvido no PARC, repartição de pesquisa da empresa. O mouse surgiu na mesma quadra, em Stanford. A utensílio só se popularizou com o Lisa, computador da Apple de 1983.
“A Apple nunca foi uma empresa pioneira. É uma empresa que aperfeiçoa a tecnologia, entende as vontades do mercado e entrega o que as pessoas esperam”, afirma Monteiro. “O capital associado da Apple está, de maneira universal, no valor de seus produtos.”
O jornalista Filipe Espósito, profissional na cobertura da empresa com passagens pelo 9to5Mac e Macworld, pondera que a Apple enfrenta desafios geopolíticos e regulatórios. No Brasil, o Cade determinou a flexibilização das regras para a oferta de apps fora da App Store. “Mais de 20% da receita da Apple vem de serviços, motivo pelo qual a empresa é tão relutante em perfurar mão de certas amarras”, afirma Espósito.
A concorrência de fabricantes chinesas também se tornou mais agressiva. “O recente lançamento do MacBook Neo e do iPhone 17e, ambos considerados aparelhos de ingressão e vendidos por tapume da metade do preço dos modelos médios, prova que a Apple quer atingir novos públicos”, diz o jornalista.
“Tudo isso acontece em meio a discussões sobre uma verosímil passagem de cajado do CEO da Apple, Tim Cook, para outra pessoa, o que reacende as discussões sobre o que esperar da Apple no horizonte e uma vez que uma novidade liderança deve impactar o caminho que a empresa vem trilhando”, emenda Espósito.
“Uma vez ou outra, surge um resultado revolucionário que muda tudo”, declarou Jobs ao apresentar o primeiro iPhone. Cinquenta anos posteriormente sua instauração, a Apple parece ter trocado o risco da vanguarda pela segurança do balanço financeiro. Ao fechar projetos de carros inteligentes e verdade aumentada para priorizar infraestrutura e modelos de ingressão, a companhia sinaliza que, no momento, a manutenção do predomínio é mais urgente do que a próxima revolução.
RELEMBRE A TRAJETÓRIA DA APPLE
1971 – Steve Wozniak conhece Steve Jobs
Março de 1975 – Wozniak apresenta o protótipo do Apple I no Homebrew Computer Club
Dezembro de 1975 – Apple inicia vendas do Apple I em Mountain View, Califórnia
1º de abril de 1976 – Apple Computer Company é oficialmente fundada
Janeiro de 1977 – Mike Markkula faz o primeiro grande investimento na empresa
Abril de 1977 – Lançamento do Apple II
1980 – IPO (orifício de capital) da Apple
1983 – Lançamento do Lisa; o preço de US$ 10 milénio resulta em fracasso mercantil
1984 – Lançamento do Macintosh
1985 – Jobs deixa a Apple posteriormente disputas internas e resultados baixos
1991 – Macintosh PowerBook estabelece o formato moderno dos notebooks
1993 – Lançamento do Newton MessagePad (PDA), que não ganha o mercado
1997 – Retorno de Jobs e simplificação da traço de produtos
1999 – Compra do SoundJam (origem do iTunes)
2001 – Lançamento do iTunes e do iPod
2003 – Lançamento da iTunes Music Store e do navegador Safari
2007 – Lançamento do primeiro iPhone
2008 – Lançamento da App Store no iOS
2008 – Surgimento do sistema Android no aparelho HTC Dream
2010 – Lançamento do Galaxy S, consolidando a concorrência ao iPhone. Apple lança iPad
2011 – Lançamento da assistente virtual Siri. Jobs morre, e Cook assume
2011 – Lançamento do Apple Watch
2016 – Introdução dos AirPods
2024 – Lançamento dos óculos de verdade mista Apple Vision Pro
PRINCIPAIS PRODUTOS (2026)
Smartphones:
- iPhone 17 Pro e Pro Max: Topo de traço (a partir de R$ 11.499).
- iPhone 17 e 17 Plus: Modelos padrão.
- iPhone 17e: Protótipo de ingressão, câmera única (a partir de R$ 5.799).
Notebooks:
- MacBook Neo: Protótipo de ingressão (a partir de R$ 7.299).
- MacBook Air: (A partir de R$ 13.999).
- MacBook Pro: (A partir de R$ 20.999).
