O CEO da Apple, John Ternus, apresentou nesta quarta-feira (28) os primeiros MacBooks com tela sensível ao toque da empresa. O lançamento abandona uma antiga aversão à tecnologia e encerra uma série de novos produtos antes da temporada de compras de termo de ano.
Em um evento da Apple em Los Angeles, Ternus apresentou um protótipo de MacBook Pro com tela OLED (diodo emissor de luz orgânico), destacando o contraste, a nitidez e o fulgor da tela para uma plateia de criadores de teor e profissionais criativos. Ele também afirmou que a empresa voltaria a usar um logotipo luminoso na segmento traseira dos laptops.
“Olha, nós adoramos o Mac, e é por isso que muitos de nós acabamos escolhendo a Apple. E o Mac nunca esteve melhor, nunca esteve tão poderoso”, disse Ternus.
O evento faz segmento de uma intensa campanha de divulgação de novos produtos desde que Ternus —um executivo de longa data da Apple na dimensão de hardware— assumiu o missão de CEO no início do mês pretérito.
Ele lançou um iPhone dobrável, o Duo, em setembro e um hub para casas inteligentes no início deste mês. Embora esses produtos testem novos mercados para a Apple, o lançamento do novo MacBook pode reacender uma antiga incerteza: a Apple deveria levar as telas sensíveis ao toque que popularizou nos iPhones e iPads à risca de produtos mais antiga?
Os executivos da Apple resistiram por muito tempo. Steve Jobs afirmou em 2010 que as telas sensíveis ao toque em laptops eram “ergonomicamente terríveis”, e seu sucessor Tim Cook disse em 2012 que tais dispositivos seriam tão agradáveis aos usuários quanto juntar uma torradeira e uma geladeira.
Antes de se tornar CEO, Ternus argumentou que a Apple já fabricava um computador com tela sensível ao toque com sua risca de iPads.
Mas as telas sensíveis ao toque estão amplamente disponíveis há mais de uma dez em dispositivos Windows e, com o iPhone se aproximando do seu natalício de 20 anos, uma novidade geração de compradores espera que as telas respondam ao toque.
“Acredito que eles sempre estiveram errados em resistir à tecnologia de toque, e esta é a veras se impondo”, disse Anshel Sag, exegeta da Moor Insights & Strategy. “Algumas coisas são simplesmente inevitáveis.”
REAÇÃO DOS CLIENTES
Uma questão fundamental para a Apple é porquê os clientes irão reagir. A empresa observou um aumento nas vendas de Macs, mas grande segmento desse propagação se deu entre entusiastas de tecnologia e empresas que compram os computadores para executar tarefas de IA no próprio dispositivo.
O novo MacBook Pro com tela sensível ao toque tem preço inicial de US$ 2.899 (R$ 15,4 milénio) nos Estados Unidos para o protótipo de 14 polegadas com o chip M5 Pro. A formato mais completa começa em US$ 4.799 (R$ 25,6 milénio) para o protótipo de 16 polegadas com o chip M5 Max, mais potente. O novo protótipo de 16 polegadas é 0,3 kg mais ligeiro que o protótipo anterior, sem tela sensível ao toque.
A Apple anunciou que o novo MacBook Pro estará disponível para pré-venda a partir desta quarta e começará a ser vendido em 6 de novembro.
“Isso será voltado para criadores, designers, fotógrafos, pessoas que vão aproveitar a subida fidelidade da tela e que, em sua maioria, cresceram tocando em telas, editando em tablets, celulares etc.”, disse Tom Mainelli, director do Grupo de Pesquisa de Dispositivos e Consumidores da IDC.
Para evitar o efeito burn-in, uma omissão generalidade em telas OLED onde imagens de aplicativos de longa duração deixam marcas permanentes na tela, a Apple redesenhou o chassi para dissipar o ar quente da tela e utilizou o poder de processamento de seus chips M5 para manter a tela atualizada.
“Você pode esperar que uma tela OLED dure tanto quanto uma tela LCD generalidade. A Apple saiu na frente ao combinar uma tela muito vibrante com a soma da tecnologia touchscreen”, disse Mainelli.
Ainda assim, alguns analistas questionaram o quanto a Apple pode seguir em um mercado escravizado por compradores corporativos, onde rivais porquê Lenovo, HP e Dell oferecem dispositivos mais baratos.
Segundo a IDC, os fabricantes de PCs comercializaram 33,4 milhões de notebooks com tela sensível ao toque em 2025, um aumento de 22% em relação ao ano anterior e representando 16% de todos os notebooks vendidos.
O preço médio de venda desses dispositivos foi de murado de US$ 1.009 (R$ 5.398), muito subalterno ao dos produtos da Apple.
O laptop com tela sensível ao toque mais barato que a Apple apresentou nesta quarta custa mais do que um iPhone imprescindível, um MacBook, um iPad com acessórios, um Apple Watch e AirPods combinados.
A crescente variedade de produtos e preços sugere que a empresa está de olho nos compradores com orçamento restringido, sem perder seus clientes premium, um sinal precoce de porquê Ternus pode ampliar o apelo da empresa.





