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Argentina celebra os 48 anos de primeiro título mundial
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Argentina celebra os 48 anos de primeiro título mundial – 25/06/2026 – Esporte

Enquanto procura seu quarto título da Despensa do Mundo, o segundo seguido, a Argentina celebra nesta quinta-feira (25) os 48 anos de sua primeira conquista mundial, em vivenda, em meio à brutal ditadura militar que assolava o país.

Em 25 de junho de 1978, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, a alviceleste bateu na grande decisão a Holanda por 3 a 1, se vingando da guião por 4 a 0 sofrida quatro anos antes, na Alemanha Ocidental, pela segunda temporada de grupos.

O grande herói daquela conquista foi o centroavante Mario Kempes, responsável por penetrar o placar para os donos da vivenda no termo do primeiro tempo.

Os holandeses buscariam o empate com o atacante Dick Nanninga quando a lanço complementar já se encaminhava para o final, com Kempes marcando o segundo gol da Argentina na prorrogação. O meia Daniel Bertoni ainda faria mais um para sacramentar a vitória alviceleste.

Revelado pelo Instituto Atlético Medial Córdoba, tradicional clube da cidade de Córdoba, Kempes, logo no Valencia, da Espanha, terminou uma vez que o bombeiro da competição, com seis gols em sete partidas.

O atacante passou em branco na temporada de grupos, quando a seleção dirigida por César “El Flaco” (o magro) Luis Menotti —que causou polêmica ao deixar o logo jovem Diego Armando Maradona, de 17 anos, fora da convocação final— venceu a Hungria e a França por 2 a 1 e perdeu para a Itália por 1 a 0, classificando-se em segundo lugar.

Na segunda temporada de grupos, padrão adotado à idade que definiria as seleções que disputariam a final e o terceiro lugar, a Argentina venceu a Polônia por 2 a 0, com dois gols de Kempes, e em seguida ficou em um empate sem gols com o Brasil de Zico e Roberto Dinamite.

A terceira rodada teria logo um dos jogos mais controversos da história das Copas do Mundo. Posteriormente a seleção brasileira vencer a Polônia por 3 a 1, a Argentina entrou em campo contra o Peru já sabendo que precisaria lucrar por uma diferença de pelo menos quatro gols para superar o Brasil no saldo e proceder à final.

A partida entre argentinos e peruanos, no estádio Gigante de Arroyito, em Rosário, terminou com a vitória dos donos da vivenda por 6 a 0, com dois gols de Mario Kempes, com a alviceleste seguindo para a decisão contra a Holanda.

O Brasil, por sua vez, venceu a Itália por 2 a 1 na disputa do terceiro lugar. Os gols da seleção brasileira foram marcados por Nelinho e Dirceu.

Com a Argentina liderada na ocasião pelo ditador Jorge Rafael Videla, muito especulou-se ao longo dos anos sobre suposta influência política para instaurar o placar do duelo entre as seleções sul-americanas, nunca comprovada oficialmente.

“Realmente, já se passaram muitos anos, mas a gente sempre vai se lembrar com muita alegria. Custou muito conseguir a primeira. Mas uma vez que colocamos essa pedra fundamental que é necessária para que se construa um tanto muito maior, depois vieram os outros dois campeonatos mundiais”, afirmou Kempes em vídeo publicado nesta quinta-feira em suas redes sociais, em referência aos títulos de 1986, no México, e de 2022, no Qatar.

“Portanto quero me parabenizar, parabenizar todos os meus companheiros por essa grande façanha que conseguimos depreender. E dar essa primeira e grande alegria a todo o povo prateado. Naquele momento eram 25 milhões, hoje somos 45 milhões”, acrescentou o ex-atacante.

Kempes ainda passaria ao longo da curso pelo River Plate, onde conquistou o título vernáculo prateado de 1981, antes de seguir para clubes de menor frase na Áustria. Ele encerrou a curso em 1996 atuando pelo modesto Pelita Jaya, da Indonésia.

O herói do primeiro título mundial da Argentina chegou a abordar em entrevistas anos em seguida a conquista o momento político atravessado pelo país na idade, mas sempre negou qualquer influência política para os resultados alcançados dentro de campo.

“Era impossível olvidar o que aquelas pessoas estavam vivendo. Não sabíamos de zero, eles eram as vítimas. O que fizemos foi pelo futebol, não por mais zero”, declarou em entrevista à Revista Líbero, da Espanha, em 2018.

“Imagino que conseguimos dar um pouco de alegria a todas aquelas pessoas que estavam sofrendo. Mas enfim…Fomos jogar futebol.”

Folha

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