Arquitetura inspira agenda de SP com mostras e passeios – 14/05/2026 – Passeios
São Paulo
Com prédios antigos sendo demolidos de maneira acelerada na capital paulista, a arquitetura pode parecer um tanto em segundo projecto na cidade. Mas atividades culturais em edital reforçam a relação entre o sujeito e o espaço sob variadas perspectivas, técnicas e períodos.
Desde sinais sobre grandes arquitetos, uma vez que Edo Rocha e Paulo Mendes da Rocha (1928-2021), até documentários sobre uma vez que estruturas arquitetônicas moldam relações sociais, uma vez que pode ser visto em “Copan” e “Cá Não Entra Luz”, a agenda convida o público a se aprofundar nas histórias do monumentos e dos nomes por trás deles, uma maneira de saber mais do mundo ao nosso volta.
Casa-Ateliê Tomie Otahke, em Campo Belo, em São Paulo.
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Danilo Verpa/Folhapress
Visitas guiadas por lugares uma vez que a Sala São Paulo, reduto da música erudita vernáculo e internacional, e a Morada-Ateliê Tomie Ohtake, projetada por Ruy Ohtake (1938-2021) para sua mãe Tomie em 1966, também são opções para observar as colunas e vitrais para além das fachadas.
Fora do giro convencional, percursos pelo núcleo da capital paulista também atraem público para caminhar pelas vias e praças. É o caso da iniciativa Marcha Ruas & Histórias, idealizada pela dupla Lincoln Paiva, repórter e pesquisador sobre a formação da cidade de São Paulo, e Wans Spiess, técnica em guia de turismo. Gratuita e independente, a programação propõe um passeio pelas paisagens urbanas com um olhar crítico.
A arquiteta e pesquisadora Thaty Galvão explica que esse movimento vai na contramão de certa hostilidade que essa região pode despertar. “As pessoas têm receio de caminhar na região mediano, uma certa aversão”, afirma.
“Mas essas caminhadas coletivas demonstram que existe um interesse em saber essa superfície e os circuitos temáticos são uma forma de trasbordar essa demanda reprimida.”
Com encontros marcados para o último sábado de cada mês, a proposta é aproximar a arquitetura e o patrimônio do cotidiano da população. A última edição reuniu tapume de 500 pessoas.
“Quanto mais as pessoas que vivem na cidade se importam, mais elas vão se apropriar da metrópole e de seus espaços”, completa Galvão.
Conheça, a seguir, passeios culturais relacionados ao tema, sejam eles em uma galeria de arte, sala de cinema ou ao ar livre.
Alicerces
Tensiona identidade cultural, ancestralidade, territorialidade e o saber manual de trabalhadores da construção social com o sistema de arte contemporâneo. Em recorte inédito da produção de Andrey
Guaianá Zignnatto, a exposição analisa a trajetória pessoal do artista no concretismo e no neoconcretismo, destacando o cimento e o barro uma vez que elementos de síntese poética.
Janaina Torres Galeria – R. Vitorino Carmilo, 427, Barra Fundíbulo, região oeste. De 23/5 a 25/7. Ter. a sex. das 10 às 18h. Sáb., das 10h às 16h. Gratuito.
Cá não entra Luz
Brasil, 2026. Dir.: Karol Maia. 81 min. 10 anos.
Uma cineasta, filha de um trabalhadora doméstica, investiga uma vez que a arquitetura segregou grupos a partir da ramificação do “quarto da empregada”, cômodo insalubre entendido uma vez que extensão simbólica da ramificação entre a lar grande e a senzala. Ela percorre estados brasileiros marcados pela escravidão para recontar as histórias de mulheres que viveram nesses espaços.

Cena de ‘Aqui Não Entra Luz’, documentário de Karol Maia
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Divulgação
Artacho Jurado, Sinfonia de um Arquiteto
Brasil, 2025. Dir.: Teresa Eça e Pedro Gorski. 74 min. 10 anos.
O documentário une a cidade, a arquitetura e a música clássica, três paixões de Artacho Jurado, para revisitar a história e o legado do arquiteto na capital paulista. Ele ficou espargido por edifícios icônicos, com fachadas vivas e texturas coloridas, e por ser um contraponto à manante modernista da quadra.
Burle Marx: Vegetalidade em Movimento
Apresenta um recorte introdutório da obra de Roberto Burle Marx, paisagista que articula arte, fitologia e reparo dos biomas brasieiros. Por meio de desenhos, fotografias, filmagens e documentos do montão de seu instituto, reflete sobre preservação ambiental, a valorização da biodiversidade e cidades sustentáveis.
Museu Judaico de São Paulo – r. Martinho Prado, 128, Bela Vista, região mediano. Até 2/8. Ter. a dom., das 10h às 18h. Ingr.: R$ 24 (inteira) ou gratuito aos sábados.

Projeto do Parque do Flamengo, do escritório Burle Marx & Cia. Ltda, exposto no Museu Judaico
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Divulgação
Marcha – Miss Cyclone
O trajectória relembra uma vez que eram as construções e o envolvente modernista do núcleo da cidade na dezena de 1920, entrelaçando cenários uma vez que a terreiro da República, o Theatro Municipal e o Vale do Anhangabaú, com a jornada da Miss Cyclone, normalista que viveu no período e que mantinha relações com o poeta Oswald de Andrade. Não é necessário resgatar ingressos previamente. No sítio, serão distribuídas pulseiras de identificação ao grupo.
Marcha Ruas & Histórias – pça. da República, 53, República, região mediano. Sáb. (30), às 9h. Gratuito.
Morada Globo
A mostra Destapado, que explora o gavinha entre arte, arquitetura e design, voltou a São Paulo para a sua quinta edição, depois fazer sua estreia internacional em Paris no ano pretérito. Conhecida por pousar em edifícios de relevância histórica, ela abre para visitação pela primeira vez a Morada Globo do arquiteto Eduardo Longo, habitação esférica concluída em 1979. A residência, ela mesma a obra mediano do ano, recebe uma seleção de 60 peças de arte e design de 50 artistas nacionais e estrangeiros. Expandindo a exibição principal, a atração se espalha pela Faria Lima com 15 intervenções artísticas.
Morada Globo – av. Brig. Faria Lima, 2889, Itaim Bibi, região oeste. Qua. a dom., das 10h às 19h. Até 31/5. Ingr.: a partir de R$ 75 em byinti.com
Casacor
Sob o tema “Mente e Coração”, a edição trabalha a lar uma vez que lugar de autocuidado diante do excesso de informações cotidiana e das angústias trazidas pela perceptibilidade sintético. São 70 ambientes amplos, entre espços arquitetônicos e culturais, instalações artísticas, lojas e restaurantes, assinados por mais de 75 profissionais. Arquitetos brasileiros de renome, uma vez que Leo Shehtman, Nildo José e Oferecido Castello Branco, dividem espaço com novidades, uma vez que Michele Wharton, e nomes internacionais, uma vez que o designer holandês Edward van Vliet.
Parque Chuva Branca – r. Dona Ana Pimentel, 37, São Paulo, Chuva Branca. Lisura: 2/6. Ter. a dom., das 11h às 22h. Ingresso até 20h. Até 9/8. Ingr.: R$ 141 em appcasacor.com.br
Morada-Ateliê Tomie Ohtake
A lar onde morou e trabalhou a artista foi projetada por seu primeiro rebento, Ruy Ohtake, em 1966. Com cômodos comuns amplos e ambientes íntimos menos expansivos, foi desenvolvida para estimular a convívio no envolvente doméstico e desafiar a separação entre interno e exterior. Foi oportunidade para o público universal neste ano. É provável visitá-la por conta própria ou em visitas guiadas, que acontecem de sexta-feira a domingo, às 11h30 e às 15h30. No momento, acontece por lá a exposição “Percursos do Habitar”, que expõe o trabalho do arquiteto a partir de cinco das residências que projetou.
Morada-Ateliê Tomie Ohtake – r. Antônio de Macedo Soares, 1.800, Campo Belo, região sul. Qui. a dom., das 10h às 17h. Ingr.: R$ 50 em byinti.com

Casa-Ateliê Tomie Otahke, em Campo Belo, em São Paulo.
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Danilo Verpa/Folhapress
Copan
Brasil e França, 2025. Dir.: Carine Wallauer. 98 min. Livre. Estreia: 28/5.
Vencedor do festival É Tudo Verdade, o documentário é um retrato do prédio projetado por Oscar Niemeyer, um dos mais icônicos de São Paulo, feito por pessoas que o conhecem de perto —a diretora viveu lá por sete anos, e a trilha é de DJ KL Jay, que trabalhou com os Racionais MC’s, que ainda mora lá, uma vez que também a produtora do longa. Em 2018, enquanto um síndico que está primeiro do condomínio há 30 anos luta para manter sua posição, Lula e Jair Bolsonaro disputam as eleições presidenciais. A política de dentro e de fora se misturam, e o prédio vira o microcosmo de um Brasil em tensão.
Edo Rocha: Arte e Arquitetura
Mais de 400 trabalhos feitos pelo artista desde sua juvenilidade até hoje recobrem os quatro andares do prédio de Oscar Niemeyer, entre pinturas, esculturas, fotografias, instalações e maquetes. Analisa uma vez que a produção plástica de Rocha, desconhecida por secção do público, influencia seu trabalho uma vez que arquiteto e vice-versa.
Oca do Parque Ibirapuera – av. Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 2, Moema, região sul. Ter. a dom., das 10h às 19h. Até 19/7. Ingr.: R$ 50 em ingresse.com. Gratuito às quartas-feiras

Escultura de Edo Rocha no prédio Vivo Berrini, em São Paulo
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Divulgação
Kigumi: Imbuídos das Forças das Florestas do Japão
O projeto da Japan House devotado à marcenaria japonesa explora a kigumi, técnica de entalhe e juntura de peças de madeira que dispensa o uso de pregos, parafusos e ferragens. Entre as réplicas expostas, há uma reprodução de secção da ponte Kintaikyō, construída em 1673, sobre um vão de 36 metros, em madeira e sem o uso de pilares intermediários. Os visitantes têm a chance de saber o desenvolvimento do recurso através dos séculos e podem manusear peças para ver uma vez que a técnica funciona na prática.
Japan House – av. Paulista, 52, Bela Vista, região mediano. Ter. a sex., das 10h às 18h. Sab. e dom., das 10h às 19h. Até 2/8. Ingr.: gratuito, sem retirada de ingressos
A Terceira Margem da Cidade
Com o subtítulo “Paulo Mendes da Rocha e os Desafios da Vida no Planeta”, a mostra celebra o trabalho do arquiteto dentro de uma de suas principais obras, o Museu Brasílico da Estátua e Ecologia, que completa 30 anos. A política, o urbanismo e a preocupação com o meio-ambiente orientam a exposição, que conta também com trabalhos do americano Gordon Matta-Clark, do mexicano Héctor Zamora, do brasílico Cássio Vasconcellos e de outros, entre fotografias, esculturas, croquis, projetos arquitetônicos e outras criações.
Mube – r. Alemanha, 221, Jardim Europa, região oeste. Ter. a dom., das 11h às 17h. Até 24/5. Ingr.: gratuito, em sympla.com.br
Sala São Paulo
O prédio inaugurado em 1938, antiga lar da estação da Estrada de Ferro Sorocabana no período áureo do moca, tinha projeto do arquiteto Christiano Stockler das Neves. Ganhou a rostro que tem hoje em 1999, ao ser repaginado por Nelson Dupré para receber a sala de concertos e se tornar sede da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo). Para saber o espaço em operação e gozar do projeto de José Augusto Nepomuceno, basta escolher alguma das várias opções da programação —há atrações gratuitas e outras que cobram centenas de reais. Uma vez que selecção, dá para agendar uma visitante guiada ao espaço, com duração estimada de 1h30. Os ingressos são sempre disponibilizados dois dias antes, e vale conferir no calendário se não há alterações na agenda.
Sala São Paulo – pça. Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, região mediano. Visitante guiada: Seg. a sex., às 9h, 13h e 16h30. Sáb. e dom., às 13h. Ingr.: gratuito, em tickets.oneboxtds.com/osesp





