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Binance: O que já se sabe sobre o ataque de
Tecnologia

Binance: O que já se sabe sobre o ataque de US$ 6,3 bi – 30/10/2026 – Finanças


São Paulo


A Binance foi fim de um roubo recorde de US$ 6,3 bilhões (R$ 33 bilhões) na noite de quinta-feira (30), levantando dúvidas sobre porquê os sistemas da maior corretora de criptomoedas do mundo foram violados.

O transgressão foi o maior já ocorrido com criptomoedas, e ainda não se sabe quem foi o responsável do ato. A Binance afirmou que deve ressarcir as vítimas, mas não indicou prazo.


Logotipo da Binance com moedas em alusão a criptomoedas

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Justin Sulllivan/AFP

Veja inferior o que se sabe sobre o ataque:

COMO O ATAQUE ACONTECEU?

O maior ataque hacker da história parece ter começado por meio do laptop de um dos engenheiros de desenvolvimento e operações da Binance.

A empresa afirmou que o dispositivo foi comprometido por hackers, que o usaram para “enviar transações de saque não autorizadas” e, em seguida, retiraram um valor recorde de US$ 6,3 bilhões das carteiras de criptomoedas dos clientes da Binance.

Em vez de acessar as chaves privadas das carteiras dos usuários, porquê costuma ocorrer em ataques envolvendo criptomoedas, os hackers exploraram um laptop que já tinha entrada aos sistemas responsáveis por legalizar transações.

“Os engenheiros da Binance gerenciam os sistemas que operam a corretora”, afirmou Tom Robinson, cofundador da empresa de estudo Elliptic, ao Financial Times. “O laptop de um engenheiro de DevOps normalmente contém as credenciais necessárias para acessar esses sistemas. Um invasor que controla esse laptop pode usar o mesmo entrada”, disse.

“Eles fizeram com que os próprios sistemas da Binance enviassem o verba para eles”, comentou.

Os hackers aparentemente violaram carteiras da Binance mantidas em diversas blockchains, entre elas Solana, Ethereum, Base (a blockchain da Coinbase) e Tron, enviando bilhões de dólares em tokens de criptomoedas para carteiras controladas por eles próprios.

O roubo começou às 17h05 (horário de Brasília) de quinta-feira e durou meia hora, com uma segunda vaga de saques ocorrendo depois das 20h, segundo a Elliptic.

A Binance afirmou ter “revelado outros pontos de invasão”, além do laptop, mas ainda investiga exatamente porquê o ataque ocorreu.

“Deveria possuir controles sobre porquê os saques são iniciados, os endereços para os quais podem ser enviados e porquê são aprovados… Tudo isso falhou”, apontou Alistair Heggie, diretor-executivo da DA Insured, uma empresa de seguros para criptomoedas.

QUEM ESTÁ POR TRÁS DO ATAQUE?

A empresa de lucidez de blockchain TRM Labs associou o ataque a uma unidade norte-coreana conhecida porquê TraderTraitor.

A Coreia do Setentrião, fechada e isolada por sanções, ganhou notoriedade por ataques cibernéticos. Somente no ano pretérito, hackers do país teriam roubado tapume de US$ 2 bilhões, mais da metade do totalidade mundial, segundo a empresa de estudo de blockchain Chainalysis.

O co-CEO da Binance, Richard Teng, disse nesta manhã que não se sabe ainda quem foi o responsável do ataque.

QUANTO FOI ROUBADO?

Murado de US$ 6,3 bilhões em quase 200 criptomoedas diferentes foram roubados.

A Elliptic afirmou que quatro tokens representavam 74% dos recursos roubados: bitcoin; as stablecoins USDC, da Circle, e USDT, da Tether, mantidas na blockchain Tron; além de USDT mantido na blockchain Ethereum.

A empresa de estudo disse ter confirmado que a Circle e a Tether congelaram US$ 2,8 bilhões em USDC e USDT, mas os hackers converteram tapume de US$ 3,3 bilhões dos valores roubados em ativos digitais que não podem ser congelados, porquê ETH.

Segundo a empresa, os suspeitos ainda tentavam movimentar e transmudar esses ativos antes de, por término, sacá-los.

OS ATIVOS CONGELADOS PODEM SER RECUPERADOS?

Ativos congelados às vezes podem ser recuperados, embora isso exija que as empresas de criptomoedas trabalhem em conjunto com as autoridades.

As operadoras de stablecoins Tether e Circle dispõem de tecnologia para destruir os ativos congelados e reemitir as criptomoedas diretamente às vítimas, embora isso ligeiro tempo.

Mas elas “geralmente só fazem isso posteriormente uma solicitação das autoridades ou uma ordem judicial, o que pode levar semanas ou meses”, afirmou Tom Robinson, da Elliptic.

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A BINANCE PODE RESSARCIR AS PERDAS?

A Binance afirma que todos os usuários que sofreram perdas serão ressarcidos por meio de uma combinação de recursos de seu fundo de suplente emergencial e da própria empresa. Segundo a carteira do fundo, ele mantém US$ 1,2 bilhão em bitcoin.

Nesta sexta-feira (30), a corretora afirmou que “já havia reservado mais de US$ 6,34 bilhões em recursos para tapulhar oriente incidente”, dos quais US$ 5 bilhões estavam mantidos “exatamente nos mesmos tokens afetados”.

A empresa disse que estava comprando criptomoedas no mercado acessível para tapulhar a diferença. No entanto, reconheceu que isso poderia levar mais tempo porque alguns tokens eram negociados com pouca frequência.

“A receita de nossa empresa neste ano é suficiente para tapulhar as perdas”, afirmou Yi He, codiretora-executiva da Binance, em post no X, acrescentando que o fundo emergencial “e as reservas da Binance incluem uma grande quantidade de ativos, porquê bitcoin e ETH”.

A Binance não divulga suas demonstrações financeiras, o que torna muito difícil verificar as afirmações sobre suas receitas.

Homem asiático com cabelo preto curto e roupa preta fala usando microfone de lapela bege, fundo claro e neutro.

Richard Teng, co-CEO da Binance, participa de conferência em Singapura

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Ore Huiying – 09.jul.26/Reuters

QUEM FOI AFETADO?

A Binance é a maior corretora de criptomoedas do mundo e afirma ter mais de 300 milhões de usuários cadastrados. É provável que muitos investidores individuais em criptomoedas tenham sido afetados, assim porquê grandes instituições que usam a Binance por sua elevada liquidez.

Já há sinais iniciais de impactos mais amplos sobre empresas do setor de criptomoedas. A plataforma de empréstimos Jupiter Earn afirmou que enfrentava uma “crise de liquidez que está afetando os saques”.

Os recursos foram retirados das chamadas “carteiras quentes”, nas quais as criptomoedas de muitos usuários são agrupadas para ficarem prontamente disponíveis para transações. Por isso, é provável que o número de pessoas afetadas seja grande.

A Binance é regulamentada em Abu Dhabi. A Poder Reguladora de Serviços Financeiros dos Emirados Árabes Unidos afirmou na sexta que estava “mantendo contato próximo com a Binance e monitorando o incidente”, acrescentando que “proteger os interesses dos clientes e estribar a integridade e o funcionamento ordenado dos mercados” era uma prioridade fundamental.

O QUE É O SEGURO DE ATIVOS DIGITAIS?

O seguro de ativos digitais abrange uma série de apólices destinadas a proteger corretoras de criptomoedas, custodiantes e outras empresas do setor contra perdas financeiras decorrentes de roubo de ativos digitais, ataques cibernéticos, falhas tecnológicas e outros riscos empresariais.

Ao contrário dos seguros tradicionais, essas apólices são adaptadas aos riscos associados à tecnologia blockchain, incluindo roubo ou perda de chaves privadas, violações de segurança de carteiras, vulnerabilidades em contratos inteligentes e falhas na custódia de ativos digitais.

O mercado global de seguros para criptoativos foi estimado em US$ 9,37 bilhões em 2025 e deverá depreender US$ 184,98 bilhões até 2033, segundo a Data Bridge Market Research.

A empresa de pesquisa apontou a crescente adoção institucional das criptomoedas e o aumento dos ataques cibernéticos e dos roubos de ativos digitais entre os fatores que impulsionam a demanda.

A cobertura pode incluir vários tipos de apólice:

  • Seguro contra crimes para roubo, engenharia social e golpes
  • Responsabilidade cibernética para violações, ataques hackers e resposta regulatória
  • Seguro contra erros e omissões para falhas de software e de contratos inteligentes
  • Seguro de responsabilidade social de administradores e diretores para ações judiciais contra executivos
  • Responsabilidade tecnológica para fornecedores de infraestrutura

COMO AS PERDAS SÃO COBERTAS?

Quando uma corretora de criptomoedas sofre um ataque hacker, as perdas podem ser cobertas por uma combinação de indenizações de seguros, capital próprio da empresa e fundos emergenciais reservados para ressarcir clientes.

A extensão da cobertura depende das apólices contratadas pela corretora, incluindo seus limites, franquias e exclusões. Quando as perdas superam o valor segurado, a empresa precisa recorrer a seus próprios recursos financeiros ou a outros mecanismos de recuperação para executar suas obrigações.



Moedas alusivas às criptomoedas ripple, bitcoin, etherum e litecoin

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Dado Ruvic /Reuters

Algumas corretoras também mantêm fundos de suplente para reembolsar clientes posteriormente violações de segurança. A Binance criou o Fundo de Ativos Seguros para Usuários (SAFU, na {sigla} em inglês) em julho de 2018 porquê uma suplente emergencial destinada a proteger os usuários em casos extremos, porquê violações de segurança ou incidentes que afetem toda a plataforma.

Em 2026, o fundo SAFU detém criptoativos no valor aproximado de US$ 1 bilhão, integralmente em bitcoin, segundo o site da Binance. A empresa não respondeu de inopino ao pedido da filial de notícias Reuters para comentar sua cobertura de seguros.

O QUE PODE IMPEDIR O PAGAMENTO DE UMA INDENIZAÇÃO?

Exclusões que permitem às seguradoras negar determinadas reivindicações são comuns tanto em apólices que cobrem ativos digitais quanto naquelas voltadas à responsabilidade pessoal de administradores e diretores de empresas de criptomoedas. Essas exclusões podem limitar o alcance da proteção disponível às empresas e dificultar a contratação de cobertura.

Entre as exclusões comuns nessas apólices estão oscilações de valor, atos fraudulentos cometidos pelo segurado e gestão negligente ou sem proteção adequada das chaves.

APÓLICES TRADICIONAIS CONTRA CRIMES E RISCOS CIBERNÉTICOS COBREM CRIPTOMOEDAS?

A maioria das apólices-padrão contra crimes não cobre perdas com criptomoedas, pois foi originalmente criada para proteger bens físicos, porquê verba, títulos e metais preciosos.

As apólices tradicionais de responsabilidade cibernética também nem sempre cobrem o valor dos ativos digitais roubados em um ataque hacker. Embora possam tapulhar tanto perdas do próprio segurado quanto responsabilidades perante terceiros, incluindo investigações forenses, notificações a clientes e despesas jurídicas, em universal, excluem a perda ou a transferência de recursos.

Por isso, apólices cibernéticas independentes normalmente não cobrem o valor integral das criptomoedas roubadas, a menos que tenha sido adicionada uma cobertura específica para ativos digitais.

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COMO AS SEGURADORAS AVALIAM PEDIDOS DE INDENIZAÇÃO POR ROUBO DE CRIPTOATIVOS?

As seguradoras examinam porquê ocorreu a violação, quais sistemas foram comprometidos e se a perda resultante está abrangida pela cobertura da apólice.

Elas também podem julgar se a corretora seguiu os procedimentos de segurança exigidos, incluindo controles sobre chaves privadas, entrada a carteiras e aprovações de transações.

A diferença entre um hacker extrínseco que rouba credenciais e um funcionário que transfere ativos deliberadamente pode instaurar se uma apólice contra crimes ou riscos cibernéticos cobrirá a perda.

Com informações do Financial Times e da Reuters

Folha

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