Biografias de Zuzu Angel e Almerinda Gama e mais

Biografias de Zuzu Angel e Almerinda Gama e mais – 03/12/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

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Zuzu Angel virou símbolo da luta contra a ditadura militar no século pretérito. A estilista dedicou a porção final de sua vida a buscar respostas sobre o que aconteceu com seu fruto, Stuart, sumido aos 25 anos em seguida integrar o Movimento Revolucionário Oito de Outubro.

“Mas essa imagem cristalizada da ‘mater dolorosa’ prejudica o retrato da mulher complexa e dinâmica que ela foi”, afirma a jornalista Virginia Siqueira Starling, autora de “Quem É Essa Mulher?” (Todavia, R$ 159,90, 560 págs.), a mais completa biografia da modista até cá.

Assim uma vez que seu fruto, Zuzu foi assassinada pela ditadura. Mas, antes do termo, deixou sua marca no mundo da política e também da tendência —duas esferas tratadas com igual seriedade no livro, uma vez que destaca o editor Walter Porto.

A obra mostra uma vez que a repressão transformou Zuzu, que foi de uma mulher que não se posicionava politicamente, amiga de esposas de militares, a uma artista que fazia da tendência denúncia, incorporando sutis manifestos às suas roupas.


Acabou de Chegar

São os lançamentos destacados pela Tudo a Ler nesta semana:

“Almerinda Gama: A Sufragista Negra” (Todavia, R$ 89,90, 277 págs.) recupera a trajetória da sindicalista e jornalista alagoana que foi apagada da história do voto feminino no Brasil, apesar de seu papel pioneiro. Combinando rigor acadêmico e narrativa fluida, o livro de Cibele Tenório mostra uma vez que Almerinda atuou nos bastidores do movimento sufragista. Uma vez que escreve a sátira de Angela Boldrini, a biografia corrige uma injustiça histórica ao restituir a ela seu lugar de protagonismo.

“Kitchen” (trad. Lica Hashimoto, Lui Navarro e Fabio Saldanha, Estação Liberdade, R$ 56, 176 págs.) acompanha Mikage Sakurai, uma jovem que, em seguida a morte da avó, encontra conforto na cozinha. O romance best-seller da japonesa Banana Yoshimoto relata um processo de luto que envolve muita comida e diversos ruídos de informação. Em entrevista à repórter Susana Terao, Yoshimoto rejeita o rótulo de “literatura de tratamento” para a obra. “Não vejo muito sentido em uma literatura exclusivamente reconfortante e gentil”, diz.

“Política dos Algoritmos – Instituições e as Transformações da Vida Social” (trad. André Albert, Ubu, R$ 89,90, 320 págs.), dos pesquisadores Ricardo F. Mendonça, Fernando Filgueiras e Virgilio Almeida, foi lançado primeiro no Reino Uno, pelo libido de ter um diálogo mais largo sobre aspectos de computação e ciência política. Um dos trunfos da obra, uma vez que aponta o repórter Samuel Fernandes, é a estudo dos algoritmos uma vez que uma instituição que molda o comportamento individual e coletivo.


E mais

O observador político Felipe Nunes, fundador da Quaest, escreveu o livro “Brasil no Espelho” (Orbe Livros, R$ 69,90, 224 págs.), que analisa os valores dos brasileiros a partir da maior pesquisa já feita pelo instituto sobre ideias e crenças, com quase 10 milénio entrevistados. A obra mostra que, em seguida seguir rumo a concepções mais progressistas de bem-estar, crédito e tolerância nos anos 2000, o país voltou a priorizar religião, família e tradição. Uma vez que o responsável explica em participação no podcast Moca da Manhã, os valores de uma sociedade são influenciados por quão seguras ou inseguras as pessoas se sentem.

O best-seller “A Geração Ansiosa”, de Jonathan Haidt, vai lucrar uma versão infantojuvenil para tratar diretamente com os alvos do estudo do primeiro livro. “A Geração Incrível”, que chega ao Brasil em março, é direcionado para um público de 9 a 12 anos. Uma vez que explica a pilastra Tela das Letras, a obra é um alerta para o vício em telas e um guia para aproveitar a vida longe delas.


A dias de completar 83 anos, Maria Valéria Rezende prepara dois inéditos para lançar em 2026. Em janeiro, a escritora paulista radicada na Paraíba lança a coletânea de contos “Recapitulações” pela editora 34. Já para o segundo semestre do ano, Rezende guarda o romance “Memórias Póstumas de uma Anônima”, a ser publicado pela recém-inaugurada Ação Editora.


Além dos Livros

A Flup, Sarau Literária das Periferias, leva seu nome a sério e a cada ano se apresenta em um dissemelhante endereço das periferias cariocas. Neste ano, grandes autores uma vez que Dionne Brand, Malcom Ferdinand e a homenageada Conceição Evaristo discutiram literatura sob o Viaduto de Madureira e em meio ao trânsito da cidade. A escolha do sítio, uma vez que aponta o editor Walter Porto, está de concordância com a proposta ousada do festival, que neste ano fez a literatura dialogar com Dança Charme.

O redactor Fernando Morais contou à pilastra Mônica Bergamo que está finalizando o segundo volume da biografia de Lula, previsto para o início de 2026. A primeira segmento da obra saiu em 2021. Morais também disse que dará início, nas próximas semanas, ao roteiro de um documentário sobre José Dirceu, intitulado provisoriamente “Zé”.

Em meio às comemorações de 90 anos de Mauricio de Sousa, o cartunista tem sua obra sancionada uma vez que patrimônio cultural intocável da cidade de São Paulo. O reconhecimento vem escoltado de homenagens —Mauricio vai lucrar um banco em seu tributo no Viaduto do Chá e 90 esculturas inspiradas em seus personagens serão espalhadas pela capital no ano que vem.

Folha

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