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Brasil estreia na Copa do Mundo após ciclo de preparação
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Brasil estreia na Copa do Mundo após ciclo de preparação tumultuado

Chegou a hora. Neste sábado (13), a partir de 19h (horário de Brasília), a seleção brasileira inicia a estirão em procura do hexa da Despensa do Mundo.

O primeiro repto é contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Novidade Jersey, no duelo que abre o Grupo C, todo ele concentrado nos Estados Unidos e que ainda reúne Escócia e Haiti.

O Brasil defende uma invencibilidade de reverência em estreias. A última guião em um primeiro jogo de Despensa foi em 1934, na Itália, para a Espanha, por 3 a 1, no Estádio Luigi Ferraris, em Gênova. De lá para cá, foram 17 vitórias e três empates. No Mundial pretérito, no Sondar, a seleção verdejante e amarela venceu a Sérvia por 2 a 0 no Estádio Lusail, com dois gols do atacante Richarlison.

O contendor de agora, porém, é dos mais complicados que o Brasil já teve em uma primeira rodada. A seleção marroquina, semifinalista do Mundial do Sondar, está em sétimo no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), somente uma posição detrás da própria equipe brasileira.

Outrossim, no último embate, os Leões do Atlas (sobrenome do time africano) levaram a melhor e ganharam por 2 a 1, no Ibn Batouta Stadium, em Tanger (Marrocos). O atacante Sofiane Boufal e o meia Abdelhamid Sabiri marcaram para os donos da lar, enquanto o volante Casemiro fez o gol brasílico no confronto, realizado em 25 de março de 2023.

Ciclo tumultuado

Aquele foi, também, o jogo que abriu um dos ciclos de Despensa do Mundo mais tumultuados que a seleção brasileira já passou. O técnico daquele amistoso — e de outros dois que ocorreram em junho do mesmo ano — foi Ramon Menezes, que dirigia o sub-20 do Brasil.

Na expectativa, desde logo, pela chegada de Carlo Ancelotti para o meio de 2024, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escolheu Fernando Diniz, que acabara de ser vencedor da Libertadores pelo Fluminense, para guiar a seleção verdejante e amarela até que o italiano estivesse liberado contratualmente pelo Real Madrid (Espanha). Seria uma espécie de “interino”.

O treinador, porém, durou somente seis jogos. A sequência de três derrotas seguidas nas eliminatórias para a Despensa e a renovação de Ancelotti por mais uma temporada com o Real Madrid levaram a CBF a desobrigar Diniz e ir detrás de Dorival Júnior, logo vencedor da Despensa do Brasil pelo São Paulo em 2023. A teoria é que fosse o técnico definitivo para 2026.

O trabalho de Dorival avante da Amarelinha, no entanto, também foi pequeno. Contratado em janeiro de 2024, ele foi deposto em março do ano seguinte, posteriormente a goleada por 4 a 1 sofrida para a Argentina, fora de lar, pelas eliminatórias, no Monumental, em Buenos Aires.

Eis que Carlo Ancelotti recuperou força na CBF posteriormente temporada ruim do Real Madrid e acabou confirmado uma vez que técnico do Brasil em 26 de maio de 2025. Quem anunciou a contratação do italiano foi Ednaldo Rodrigues. Quem o recebeu na chegada ao país, porém, foi outro presidente: Samir Xaud, que assumiu posteriormente solidão de Ednaldo do incumbência — o segundo em seis meses — e muita confusão nos bastidores eleitorais da entidade.

Com Ancelotti, o Brasil concluiu a já tumultuada campanha nas eliminatórias com a classificação à Despensa, ainda que na quinta posição (entre dez seleções), a pior campanha da história da seleção brasileira. Contratado de última hora, o italiano teve o vínculo renovado até o Mundial de 2030.

Dúvidas na escalação

Da equipe que perdeu para Marrocos em 2023, sete jogadores foram convocados por Ancelotti para a Despensa: os goleiros Weverton e Ederson, os zagueiros Ibañez e Bremer; Casemiro, o meia Lucas Paquetá e o atacante Vinícius Júnior.

Nomes uma vez que o zagueiro Eder Militão e o atacante Rodrygo, com os quais o italiano contava para o Mundial e se contundiram, também fizeram segmento daquele grupo.

A expectativa é de que pelo menos Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior comecem jogando neste sábado. Ibañez, apesar de zagueiro, é opção para a lateral direita e disputa posição com Danilo depois do incisão de Wesley, molestado.

A titularidade nos dois lados da resguardo, aliás, é a grande incerteza na escalação. Na esquerda, a desavença é entre Alex Sandro e Douglas Santos. Nos 15 minutos diários em que permitia à prelo escoltar as atividades no Meio de Treinamento (CT) Columbia Park, em Morristown, Ancelotti não dava pistas sobre as escolhas.

Uma provável escalação do Brasil para a estreia na Despensa do Mundo: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

Leões do Atlas em subida

Do lado marroquino, a seleção tem seis jogadores que estiveram em campo na vitória de 2023: o goleiro Yassine Bono, os laterais Achraf Hakimi e Noussair Mazraoui, o volante Sofyan Amrabat e os meias Azzedine Ounahi e Bilal El Khannouss. Seriam oito originalmente, mas o zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli foram cortados por lesão.

O técnico também mudou de lá para cá. Comandante na histórica campanha semifinalista no Sondar, Walid Regragui deixou o incumbência em março deste ano, dois meses posteriormente a polêmica final da Despensa Africana de Nações.

Na ocasião, Marrocos, possuinte da lar, perdeu em campo para Senegal, mas foi reconhecido uma vez que vencedor depois de recorrer à confederação do continente alegando “deserção de campo” do time senegalês com a marcação de um pênalti favorável aos Leões do Atlas – que acabou esbanjado.

O novo treinador, Mohamed Ouahbi, fez história pelo país em 2025, levando Marrocos a um inédito título mundial sub-20 no Chile, superando a Argentina na final, mostrando que o país seguirá dando trabalho às potências do futebol nos próximos anos. O ponta Gessime Yassine, do Strasbourg (França), fez segmento daquela campanha e está entre os convocados para a Despensa.

Mas a grande esperança de luz dos Leões do Atlas é um publicado de Vinícius Júnior e Ancelotti. O atacante Brahim Díaz defende o Real Madrid, é nascido na Espanha e representou as seleções de base do país europeu até 2024, quando escolheu a bandeira da terreno natal de seu pai. Em 26 jogos pela equipe marroquina, já balançou as redes 14 vezes.

Ouahbi deve mandar a campo a seleção de Marrocos com: Bono; Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop e Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Ounahi; Brahim Díaz, Ismael Saibari e El Khannouss.

Fonte EBC

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