Brincadeiras de Letrux, a religião de Scorsese e mais

Brincadeiras de Letrux, a religião de Scorsese e mais – 21/01/2026 – Ilustrada

Celebridades Cultura

Esta é a edição da newsletter Tudo a Ler desta quarta-feira (21). Quer recebê-la no seu email? Inscreva-se inferior:

No “raconto de fadas para adultos” do repórter gaúcho Rafael Zoehler, Sérvia e Cazaquistão fazem fronteira e um único varão é responsável por vigiar os limites entre essas nações. Esse varão é o Senhor Oline, personagem que, posteriormente perder uma pedra, secção pelo mundo em sua procura.

“O romance é um compilado de levezas e despretensões porquê essas, histórias humanas sobre o que é viver em um mundo que tenta botar regra em tudo”, define o editor Walter Porto.

A obra é “As Fronteiras de Oline” (Patuá, R$ 60, 152 págs.), vencedora da categoria de romance de entretenimento no último Jabuti. Frequentemente menosprezada quando comparada ao romance literário, é essa classificação que Zoehler abraça: “Achei a outra categoria muito séria”.

O responsável assume o entretenimento porquê princípio, diz que nunca quis fazer uma obra política e chega a se desculpar, durante a entrevista, por expor coisas que possam ter “parecido idiotas”. Sua máxima, herdada do repórter Joca Reiners Terron —com quem fez uma oficina e que assina a ouvido do livro—, resume suas motivações: “A gente escreve o livro que a gente pode ortografar”.


Acabou de Chegar

“Te Dei Olhos e Olhaste As Trevas” (trad. Luis Reyes Gil, Mundaréu, R$ 66, 160 págs.) se inspira em uma mito espanhola e acompanha, ao longo de quatro séculos, uma linhagem de mulheres amaldiçoadas posteriormente um pacto com o Diabo. Contada da perspectiva dessas personagens, a história é um tipo de horror feminista, segundo a repórter Alessandra Monterastelli. A obra permite “refletir sobre porquê as personagens femininas têm sido tratadas e representadas tanto em contextos históricos quanto ficcionais”, afirma a autora catalã Irene Solà.

“Tarântula” (trad. Silvia Massimini Felix, Autêntica Contemporânea, R$ 67,90, 136 págs.) retoma um acampamento judaico organizado na Guatemala em 1984 para investigar o traumatismo da guerra no país. O responsável guatemalteco Eduardo Halfon mostra porquê esse cenário despertava conflitos individuais e coletivos sobre identidade. “A pergunta que atravessa o livro é incômoda: até que ponto a preservação de uma identidade marcada pela perseguição pode justificar a reprodução simbólica da violência?”, aponta a sátira Sylvia Colombo.

“Brincadeiras à Secção” (Planeta, R$ 49,90, 176 págs.) reúne contos escritos pela cantora Letrux que celebram a diversão. A autora constrói narrativas ficcionais e pausas ensaísticas que evocam jogos e brincadeiras da puerícia. Para a sátira Ana Luiza Rigueto, é por meio do lúdrico que o poético, o surpreendente e o tocante se apresentam no livro.


E mais

Em “O Inverno da Guerra” (Companhia das Letras, R$ 99,90, 192 págs.), Joel Silveira organiza uma narrativa da Segunda Guerra Mundial longe da poema, descrevendo a devastação humana direto do front. A obra é uma reunião de textos de um responsável considerado precursor do jornalismo literário no Brasil, segundo o crítico João Gabriel de Lima.

“Diálogos sobre a Fé” (trad. Aline Leal, Record, R$ 59,90, 144 págs.) é uma parceria do padre Antonio Spadaro com o cineasta Martin Scorsese, baseada em encontros dos dois ocorridos de 2016 a 2024. A obra, segundo a sátira de Henrique Artuni, dá um novo sentido à filmografia do novaiorquino ao sobresair seu catolicismo. Perdão, livre-arbítrio e salvação são alguns temas que, posteriormente a leitura do livro, passam a ser mais muito notados em grandes trabalhos porquê “Taxi Driver”, “Cassino” e “O Irlandês”.

Morreu na última semana o cartunista americano Scott Adams, famoso pelo personagem Dilbert, que satirizava o mundo corporativo. Adams se dizia um zombador da escol, postura que um item de Joel Stein, do New York Times, aponta porquê contraditória, já que o responsável apoiava Donald Trump.


Além dos Livros

“Hamnet”, o filme que chega aos cinemas retratando a vida de William Shakespeare, foi antes um livro que nunca citava o nome do repórter. A autora Maggie O’Farrell criou a narrativa com base em especulações sobre a vida do dramaturgo britânico. “Essa romantização é, porém, somente uma versão verosímil, condensada para direcionar o testemunha a uma desenlace emocional específica”, porquê diz a sátira de Walter Porto.

Uma grande biografia de João Guimarães Rosa, escrita pelo jornalista Leonencio Nossa, será publicada em março por meio de uma parceria entre as editoras Novidade Fronteira e Topbooks. Com 736 páginas e muito material inédito, o livro é fruto de 20 anos de pesquisa, entre idas e vindas, e chega no ano em que o romance “Grande Sertão: Veredas” completa 70 anos.

Conhecida pela literatura japonesa, a Estação Liberdade amplia seu catálogo contemporâneo com a publicação de novos livros de Sayaka Murata e Akira Otani e uma novidade tradução de Yukio Mishima. O Tela das Letras conta que a lar lança ainda “A Escada de Jacó”, da celebrada autora russa Liudmila Ulítskaia.

Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *