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Cartola que ascendeu durante escândalo na Fifa, Infantino enfrenta maior
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Cartola que ascendeu durante escândalo na Fifa, Infantino enfrenta maior crise após plano frustrado – 07/08/2026 – Esporte

“Pedimos sinceras desculpas por esses erros e nos comprometemos a prometer que eles não se repitam.” Se faltava alguma coisa no currículo de Gianni Infantino, pedir desculpas talvez fosse uma delas. É o supremo que se depreende da epístola que enviou à “família Fifa” nesta semana, em que confirma o recuo na proposta de terceirizar a Despensa do Mundo. Recuo?

Seria inédito também. Em dez anos porquê presidente da Fifa, Infantino, 56, um legisperito suíço que jogava mal futebol, mas virou cartola ainda juvenil, só foi para frente, inalterável, atropelando. Muito distante daquele Infantino que chegou a secretário-geral da Uefa, em 2009, marcante para a maioria dos europeus exclusivamente pela peculiar atuação nos sorteios da Champions.

“Isso é paixão, isso é futebol, isso é magia”, declarou certa vez enquanto abria as bolinhas. Segundo um jornalista teutónico, parecia um apresentador de circo, faltando exclusivamente a cartola –sem trocadilho, tal designação para dirigente só existe no Brasil.

Infantino tinha escola. Joseph Blatter, o logo poderoso presidente da Fifa, apelava para truques de teatro aprendidos na juventude durante as cerimônias da entidade. O sucessor de João Havelange virou pó, em 2015, quando uma ofensiva da Justiça americana o alcançou no Baur au Lac, hotel sofisticado de Zurique, que abrigava opulentos encontros do Comitê Executivo da entidade.

Blatter não foi recluso porquê José Maria Marin, à idade presidente da CBF, e outros dirigentes de setentrião a sul das Américas. Logo posteriormente a operação, em um sinal de porquê o futebol presta pouca atenção ao mundo exterior, o suíço foi reeleito. Dias depois, renunciou. O FBI empilhava provas de roubo, fraude, lavagem de numerário e propina.

O caso provocou um estrago na gestão do futebol brasílio, cujos reflexos se veem até hoje. Comprometeu ou confirmou também a reputação de uma linhagem de dirigentes do país, de João Havelange a seu ex-genro Ricardo Teixeira, repudiado do esporte.

Com Blatter fora, Michel Platini, presidente da Uefa, era o nome para a sucessão. Porém, uma outra denúncia de propina, desta vez contra os dois e no contextura da Justiça suíça, inviabilizou o projecto de emergência para resfriar a maior crise da história da Fifa.

Ambos foram absolvidos, mas exclusivamente quando o varão das bolinhas já circulava entre ditadores e chefes de Estado no término da dez passada. Infantino foi eleito em fevereiro de 2016, meses posteriormente uma segunda operação policial, no mesmo Baur au Lac, gastando sua fluidez em sete idiomas. “Quando se trata de números, eu sei do que estou falando.”

Assumiu para “restaurar a imagem e o saudação da Fifa”, com uma lista de reformas: sedes das Copas passariam a ser definidas por todas as federações, não exclusivamente pelo Comitê Executivo, maculado pela prevaricação; mudanças no organograma e decisões descentralizadas; presidentes só poderiam concorrer a três mandatos.

Dez anos depois, Infantino concorre porquê predilecto a um quarto procuração, em 2027. Algumas federações europeias retiraram o endosso à candidatura posteriormente a revelação e a recusa do FFE, Fifa Forward Entreprise, o nome da proeza que o dirigente gestou —em números, 20% dos direitos comerciais da Despensa do Mundo na mão de investidores privados.

Há quem deseje seu função, porquê o canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf, que reúne países das Américas Mediano e do Setentrião e Caribe. Porém não há um nome de consenso. O núcleo duro de oposição se concentra na Europa, e o resto flutua conforme interesses de ocasião e um manual não escrito de benefícios montado por Infantino.

Na Wikipédia, a primeira informação sobre Luta, localidade no cantão suíço de Valais, é que Giovanni Vincenzo Infantino nasceu por lá. Fruto de imigrantes italianos e tratado porquê tal em uma Suíça pouco ensejo dos anos 1970, encontrou abrigo em um clube da cidade que reunia a comunidade do país vizinho. Aos 18 anos virou presidente da assembleia.

Aos 30, já legisperito, transformou o futebol em profissão de verdade, ao ser recepcionado no departamento jurídico da Uefa, que controla o futebol na Europa. Aos 34, virou diretor; aos 39, secretário-geral. Pouco antes de fazer 46 anos, foi eleito para o maior função do esporte. “O numerário da Fifa é seu numerário. Não é numerário do presidente da Fifa”, declarou.

Infantino transformou o exposição em ação. O investimento da entidade no programa de desenvolvimento do esporte dobrou de tamanho. Unicamente de 2023 a 2026, distribuiu € 2,25 bilhões (R$ 13 bilhões) entre federações e confederações. Recurso para futebol feminino, campo, trave, chuteira, globo, tudo.

Zero que faça muita diferença em um futebol porquê o do Brasil, mas que deixa pequenos países na bizarra situação de não saberem onde gastar tanto numerário. Com 211 nações afiliadas, a Fifa adora sublinhar o roupa de que é maior do que a ONU.

“Queremos unir o mundo com a maior e mais inclusiva Despensa do Mundo, provavelmente o maior evento da história da humanidade”, afirmou Infantino na Cidade do México, na véspera da franqueza do último Mundial.

O tom gongórico da frase se justificava. A maior Despensa da história, com 48 seleções e 104 jogos espalhados em três países, ainda que bombardeada pelos críticos, era o primeiro projeto completo da gestão Infantino.

O Mundial deveria ter voltado para os EUA quatro anos antes. Em 2010, o Comitê Executivo da Fifa escolheu o Qatar para o Mundial de 2022 em detrimento à candidatura americana. Em 2012, um dos executivos envolvidos com a campanha explicou o fracasso da seguinte maneira à Folha: “Não sabíamos que as regras do jogo eram essas”. Três anos depois, agentes do FBI estavam invadindo quartos no Baur au Lac.

Infantino inaugurou uma novidade tempo, atualizando receitas antigas. Sua gestão não lembra a de Blatter, mas a de Havelange. O maior cartola da história chegou ao comando da Fifa, nos anos 1970, graças à percepção, inovadora à idade, de que cada país significava um voto. Com ajuda de um executivo extrínseco à Fifa, Horst Dassler, fundador da ISL, transformou o futebol em uma máquina planetária de fazer numerário com direitos de TV.

Quem faz negócio com a Fifa agora não vem de uma família do ramo esportivo, mas do clã montado por Donald Trump em torno da Lar Branca. Joshua Kushner, principal nome envolvido no FFE, o projeto de privatização, é irmão do genro do presidente americano, ainda que faça força para se distanciar do movimento Maga.

Pela descarada intransigência que demonstrou ao tutorar o FFE, logo posteriormente sua revelação pela prelo, tratou-se de um movimento proveniente para Infantino. Tão proveniente porquê procurar no repositório da Fifa um protótipo de troféu não confirmado para presentear Trump com um Prêmio da Sossego, depois do presidente americano ser ignorado pelo Nobel.

Proveniente porquê anular um cartão vermelho recebido por Folarin Balogun, planeta da seleção americana, em plena Despensa, posteriormente um pedido de Trump. Interferir no vista esportivo do jogo, cruzar “uma risco vermelha”, porquê à idade descreveu a Uefa. A Fifa nega que a decisão pró-EUA tenha sido tomada devido ao telefonema do presidente americano.

Até leste momento, Infantino soava exclusivamente exótico, apelativo na aproximação com o poder. Em 2022, antes da franqueza da Despensa no Qatar, afirmou em um exposição confuso que se sentia “mais qatariano”, “mais mouro”, “mais gay”, em referência às tantas polêmicas que esgrimiu antes do Mundial.

Extemporânea e polêmica, a proposta de dar a penosa dos ovos de ouro para o mercado mudou tudo. Os europeus exigiram e ainda trabalham por sua repúdio; a Concacaf e a AFC, que cuida do esporte na Ásia, ainda engrossam a resistência ao FFE. Posteriormente um longo período em silêncio, a CAF, a confederação africana, expressou ter crédito no dirigente. Já a Conmebol, que reúne os países da América do Sul, joga paragem, porquê de praxe.

Infantino recuou de verdade? Debelou um motim que se armava dentro de seu círculo mais íntimo na Fifa. Pediu desculpas. Negou ter oferecido a final de 2030 para o Marrocos. E, daqui a pouco, vai voltar a falar de mais inclusão, a Despensa com 64 seleções, coisas assim.

Receitas antigas. Na Fifa, funcionam há décadas.

Folha

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