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Copa: Comitê da Fifa não explica pena suspensa de Balogun
Esporte

Casa Branca sustenta que juiz brasileiro é suspeito – 08/07/2026 – Esporte

A Lar Branca voltou a declarar, nesta quarta-feira (8), sem apresentar evidências, que o louvado brasílico Raphael Claus é um profissional “suspeito” e que ele analisou de forma equivocado lance que gerou a expulsão do americano Folarin Balogun na partida contra a Bósnia, na período de 32 seleções.

O juiz aplicou o cartão vermelho em seguida revisão do VAR, por entender que Balogun acertou, com as travas da chuteira, o tornozelo do zagueiro Tarik Muharemovic. Apesar da expulsão, a Fifa decidiu suspender a punição automática de um jogo, permitindo que o atacante americano atuasse na partida seguinte, contra a Bélgica, que venceu os EUA por 4 a 1.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que ele telefonou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para fazer o pedido. Os Estados Unidos, assim, puderam relatar com Balogun na partida.

Apesar das críticas geradas pelo incidente, o diretor-executivo da força-tarefa da Lar Branca para o torneio, Andrew Giuliani, citou o trajo de Claus estar ligado a uma investigação sobre manipulação de jogos no Brasil. O louvado, na verdade, não foi investigado pela CPI (Percentagem Parlamentar de Interrogatório) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado Federalista.

Em abril de 2024, ele foi convidado a depor porquê testemunha em uma reunião da percentagem, mas a audiência não foi realizada. Aliás, o presidente da CPI, Jorge Kajuru (PSB), ao convocá-lo, afirmou que Claus estava entre os árbitros mais qualificados do país, mas disse que queria entender por que ele havia sido escalado para diversos jogos ao lado da árbitra Daiane Muniz.

Giuliani, porém, insistiu, em entrevista a jornalistas, que Claus estava ligado à investigação —o que, na versão da Lar Branca, o tornaria suspeito, embora ele mesmo reconheça que o louvado nunca foi indiciado de qualquer irregularidade.

Questionado sobre quais evidências embasavam as declarações da Lar Branca e do presidente Trump — que também classificou Claus porquê suspeito—, Giuliani não apresentou provas. De convénio com reportagem do New York Times, informações incorretas sobre o caso chegaram à Lar Branca.

“Ele fez secção de uma investigação sobre manipulação de resultados”, respondeu Giuliani. Em seguida, afirmou que Claus estava “ligado” ao caso por ter sido chamado para prestado prova. Na sequência, voltou a sustentar que a atuação do louvado e o uso do VAR na expulsão do atacante Folarin Balogun tornavam o incidente “altamente suspeito”.

Giuliani afirmou que a Lar Branca considerou equivocada a revisão do lance pelo louvado de vídeo. Ele reclama que a revisão fez uso de câmera lenta. “Houve uma emprego incorreta do procedimento na forma porquê o VAR foi iniciado nesse lance de contato. Na verdade, não se pode utilizar a câmera lenta no VAR nesse tipo de lance, e eles fizeram isso.”

O facilitar de Trump disse que a reversão da suspensão de Balogun pela Fifa demonstraria que o governo americano estava manifesto ao questionar a decisão. “Nos Estados Unidos, levamos o fair play extremamente a sério”, afirmou. “Houve aquele cartão vermelho, que não deveria ter sido aplicado e que, felizmente, acabou sendo revertido. Mantemos nossa posição de que agimos corretamente.”

Segundo o Ifab (Parecer da Associação Internacional de Futebol), o “VAR pode revisar as imagens em velocidade normal e/ou em câmera lenta”.

“No entanto, em universal, os replays em câmera lenta devem ser utilizados exclusivamente para verificar fatos objetivos, porquê a posição da infração ou do jogador, o ponto de contato em infrações físicas e de mão na esfera, ou se a esfera saiu de jogo (inclusive para confirmar gol ou não gol). A velocidade normal deve ser utilizada para determinar a intensidade de uma infração ou para resolver se houve uma infração por mão na esfera”, diz.

O representante da Lar Branca também foi questionado se havia considerado o desgaste político de um presidente dos Estados Unidos intervir em uma decisão esportiva e telefonar ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, mas não respondeu diretamente.

Em vez disso, comparou o incidente a casos de manipulação de resultados no beisebol e de arbitragem na NBA, e afirmou que Trump considera a resguardo do “fair play” tão importante “dentro de campo quanto nas urnas”.

Folha

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