Cem anos de trevisan, manifesto de tradutoras e mais

Cem anos de Trevisan, manifesto de tradutoras e mais – 18/06/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

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O Brasil está falando sobre livros. As duas maiores cidades do país estão recebendo grandes eventos literários.

Em São Paulo, acontece a Feira do Livro, no Pacaembu. Ela está em sua quarta edição e saltou de 164 para 250 eventos desde o ano pretérito. “A cada ano estamos acrescentando mais tijolinhos nessa construção institucional”, afirmou Paulo Werneck, diretor do evento, ao editor Walter Porto.

Contando com o feriado, os organizadores esperam receber 110 milénio visitantes ao longo dos nove dias de feira e passar a fazer secção do calendário solene da capital paulista.

Enquanto isso, o Rio de Janeiro recebe a Bienal do Livro. O evento que acontece há décadas no Riocentro é marcado por recordes de público e vendas que são superados a cada novidade edição. Neste ano, a infraestrutura ainda maior é digna do título de Capital Mundial do Livro outorgado à capital fluminense neste ano.

Apesar do título só ter vindo em 2025, o Rio de Janeiro já é literário há séculos. É o que comprova um recente levantamento da Folha. Os repórteres Natália Santos e Vitor Antonio mergulharam em livros brasileiros do século 19 ao início do 20 para riscar o Rio da literatura.

Esquinas e ruas cariocas integram tramas da literatura brasileira. Da Rua do Ouvidor ao Largo da Lapa, da praia de Botafogo à rossio da República, os caminhos do Rio já foram percorridos por personagens de Machado de Assis, Júlia Lopes de Almeida e Lima Barreto.


Bienal

A Bienal do Livro começou no Rio de Janeiro na última sexta (13) com o que faz de melhor: promovendo encontros. Foi no momento de maior destaque do dia de orifício que a atriz Taís Araujo superou problemas com a tradução simultânea para introduzir a nigeriana Chimamanda Adichie à plateia e à ocupante da primeira fileira, Conceição Evaristo.

O evento também foi muito medido na organização pelo editor Walter Porto. Apesar do apertamento nos corredores entre os estandes, que parece inevitável em todas as edições, as atrações do “Book Park” tiveram filas rápidas e a venda de ingressos no sábado foi interrompida às 13h, alguma coisa que o evento nunca tinha feito.

Já nos primeiros dias, grandes editoras registraram aumentos expressivos em suas vendas em relação ao mesmo período em anos anteriores. Sextante, grupo Record, Intrínseca, Rocco e Orbe Livros tiveram crescimentos de 42% a 70%. Entre os mais vendidos estão os livros de pintar, encabeçados pela série Bobbie Goods, que já vendeu dois milhões de exemplares no Brasil.

Até agora, autores uma vez que Elayne Baeta, Aline Bei e Ian Fraser passaram pelos palcos da Bienal. Os próximos dias de programação, que vai até o domingo (22), terão G.T. Karber, Marcelo Rubens Paiva, Rosto Hunter e muito mais.


Feira

Já a Feira do Livro, que ocupa a rossio Charles Miller em São Paulo desde sábado (14), foi ocasião com apresentação do Ensemble FTM, grupo de músicos do Theatro Municipal de São Paulo, que misturou música erudita e popular. A orifício também foi marcada por temperaturas baixas e por visitantes adiantados, uma vez que apontou a repórter Carolina Faria.

Até esta quarta, passaram pela feira muitos autores na programação principal e paralela. No Palco Petrobras, a filósofa Marilena Chauí discutiu ideologia em meio ao relançamento de clássico “O que É Ideologia?”, de 1980. O médico Drauzio Varella contou sobre suas mais de centena visitas à Amazônia, as quais resultaram em seu novo livro “O Sentido das Águas: Histórias do Rio Preto”. Tati Bernardi falou de sua preferência por grafar histórias sobre si mesma e de sua opção por não se levar a sério.

Já pelo Tablado Literário, onde a Folha marca presença, passaram nomes uma vez que Luiz Felipe Pondé e Bianca Santana, ambos colunistas do jornal. Pondé apresentou seu novo livro, “Da Psique aos Ossos”, e denunciou a imposição social de uma felicidade performática. E Santana falou de seu “Quem Limpa?”, uma obra infantil sobre o trabalho doméstico e as desigualdades em torno dele.

A Feira continua até domingo (22) reunindo mais autores uma vez que Andrea Del Fuego, Pedro Bandeira, Paulo Henriques Britto e Mariana Salomão Carrara.


Além dos Livros

Um grupo de 63 tradutoras do mercado brasiliano assinou um manifesto contra as condições precárias da profissão. Segundo o Quadro das Letras, as signatárias afirmam que atrasos e até calotes no pagamento “não são incomuns” por secção das editoras brasileiras. De conformidade com o documento, secção dessa desvalorização é consequência da invisibilidade do trabalho da tradução no país.

Se estivesse vivo, Dalton Trevisan teria completado centena anos no último sábado. Documentos pessoais do misterioso contista brasiliano revelam um fã de Tchékhov, Machado de Assis e Manuel Bandeira. Era, uma vez que descreve o historiador Christian Schwartz, um leitor “de uma regularidade e voracidade impressionantes”. Trevisan recebe diversas homenagens ao longo dos próximos meses enquanto suas obras são relançadas pela editora Todavia.

O governo Lula não garantiu numerário suficiente para a compra dos livros didáticos e literários previstos pelo PNLD (Programa Pátrio do Livro Didático) para levante ano. A previsão para esse ano, segundo a repórter Isabela Palhares, era da obtenção de mais de 220 milhões de exemplares por um valor estimado em tapume de R$ 3,5 bilhões. Enquanto o orçamento do programa é de R$ 2,04 bilhões –R$ 1,5 bilhão menos do que o necessário.

Morreu nesta semana o jornalista e acadêmico da ABL Cícero Sandroni, aos 90 anos. Nascido em São Paulo, se mudou aos 11 anos para o Rio de Janeiro, onde desenvolveu sua curso jornalística. Trabalhou em veículos uma vez que Tribuna da Prensa, Correio da Manhã, Jornal do Brasil, O Orbe e Fatos e Fotos.

Folha

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