No livro novo de Colleen Hoover, “Mulher em Queda”, lançado nesta terça-feira, uma escritora interrompe sua curso em seguida ser cancelada na internet por razão de polêmicas envolvendo o filme inspirado em seu romance de maior sucesso.
É um espelho da vida da própria Hoover, uma das escritoras mais populares dos últimos tempos, que ficou três anos sem lançar alguma coisa inédito e diminuiu sua presença nas redes sociais depois das controvérsias do filme “É Mal Acaba”, lançado em 2024. O longa adapta justamente o livro mais vendido de Hoover, de mesmo nome.
Ela nega que Petra Rose, a protagonista de “Mulher em Queda”, seja um retrato de si mesma. Em um aviso aos leitores, antes do início da história, Hoover pede que não tentem enxergar paralelos entre ficção e vida real. “Lembrem que, embora escritores se inspirem na própria vida, leste livro não é uma réplica da minha jornada.”
Fica difícil crer, porque, já nas primeiras páginas, Petra Rose faz reflexões que parecem, sim, um desabafo de Hoover. A personagem reclama das arapucas do mercado editorial, questiona até onde vale lutar por sucesso, e pondera a relação abusiva que se criou entre fãs e criadores a partir das redes sociais.
No prefácio, Hoover diz também que o livro não reflete a sua moralidade nem o que ela sente sobre seus colegas ou sobre o ramo. “Sendo muito sincera, eu precisava me distanciar de uma curso que começou a parecer mais estressante do que o normal.”
“É Mal Acaba”, o livro lançado há dez anos que virou uma dor de cabeça para Hoover, narra a vida de uma mulher que é agredida pelo varão que governanta. Antes do filme, pessoas já acusavam a história de romantizar violência, embora Hoover tente mostrar na trama as dificuldades que vítimas têm para enxergar esses crimes uma vez que eles são. A história, ela diz, é levemente inspirada no relacionamento da própria mãe.
Pesou ainda o roupa de que, às vésperas de a adaptação chegar aos cinemas, em agosto de 2024, Hoover anunciou que faria um livro de cromatizar inspirado no romance. Antes, ela havia lançado uma prosseguimento, “É Mal Começa”, que muita gente considerou desnecessária e uma forma fácil de fazer moeda. Nas redes, Hoover passou a ser acusada de instrumentalizar traumas, e decidiu cancelar o livro de cromatizar.
Mas tudo piorou em seguida a estreia do longa. Fãs já tinham notado que na turnê de prensa, Blake Lively e Justin Baldoni, os atores protagonistas, quase não eram vistos juntos. Semanas depois, saiu a notícia de que a atriz estava processando Baldoni na Justiça por assédio sexual e conduta imprópria durante as filmagens.
Lively, por sua vez, foi criticada por secção do público por adotar uma estratégia de divulgação considerada excessivamente ligeiro —com figurinos floridos e declarações otimistas— para um filme de temática sensível. O caso teve potente repercussão, e virou até documentário na HBO Max.
Hoover, que elogiou Lively nas redes, se afugentou conforme a polêmica escalava. Há dois meses, em rara entrevista à revista americana Elle, ela comentou o tema, e disse que a controvérsia a fez ter vergonha de recomendar o próprio livro, e que quase perdeu o orgulho dele.
A fala chateou secção dos seus fãs, exatamente uma vez que acontece com a protagonista de “Mulher em Queda”, que se vê odiada pelos leitores, pela prensa e por executivos de Hollywood em seguida fazer comentários sobre um personagem querido pelo público.
No primórdio do romance, aliás, um personagem lateral se pergunta se Petra Rose ainda acredita nas suas criações ou se passou a ter vergonha da própria escrita em seguida viver um cancelamento. Não há uma vez que não relacionar com a vida pessoal de Hoover.
Na ficção, Petra aluga um chalé num sítio remoto para tentar restabelecer a vontade de redigir. Ali ela conhece uns vizinhos excêntricos, e também um detetive charmoso, que vai despertar nela paixão, gosto sexual e a originalidade que ela tanto buscava.
“Mulher em Queda” tem o misto de romance, drama e personagens traumatizados que fez de Hoover um fenômeno —no Brasil, ela liderou vendas em 2022 e 2023. Com uma pegada de suspense, o livro deve aprazer principalmente quem gostou do seu thriller “Verity”, que, veja só, deve virar filme ainda leste ano.
