Foi de fazer inveja a times porquê Barcelona, Paris Saint-Germain e Bayern de Munique, clubes com DNA megaofensivo. No meio da semana, o Porquê 1907, jogando porquê nunca, derrotou o Lens, fora de morada, por 9 a 1, placar tido porquê “a” goleada da chamada era moderna da Champions League, porquê é popularmente chamada a badalada Liga dos Campeões da Europa.
Butez; Yan Couto, Ramón, Kempf, e Álex Valle; Perrone e Luis Milla; Da Cunha, Nico Sossego e Caqueret; Doukikas. Técnico: Cesc Fàbregas. Daqui a muitos e muitos anos, essa escalação, assim porquê seu treinador e os reservas que entraram (Liberali, Baturina, Ricci, Papaccioli e Smolcic), será lembraba e relembrada. Muito porquê o nome do goleiro que levou nove: Robin Risser.
Depois de tantos “comos” nos parágrafos iniciais, questiono: porquê o Porquê, que tem 1907 no seu emblema em referência ao ano de sua instalação, um clube considerado pequeno na Itália, conseguiu essa proeza, essa vitória maiúscula, em partida da temporada classificatória (grupo único com 32 equipes) da Champions?
Não dá para manifestar que o francesismo Lens, cujos torcedores no estádio Bollaert-Delelis (um totalidade de 37.417 estiveram lá) presenciaram a guião mais larga e vexaminosa da história do clube (fundado um ano antes do Porquê), é um timinho qualquer, até porque, se fosse, não estaria na principal competição europeia. Nem que sua resguardo é uma tamis. Na temporada 2025/2026 do Gaulês, na qual foi vice-campeão, levou 35 gols em 34 jogos, média muito próxima a um por partida. Tomar nove é uma anomalia.
Foi portanto um contingência? Eu cravo que sim, que a possibilidade de o Porquê fazer igual ou mesmo perto do igual é de 0,0000000001%, um pouco assim. Não por ser o Porquê, dá para “percentuar” perto do zero quase todos, incluindo Barças, PSGs e Bayerns da vida. A infrequência de resultados desse tipo é preponderante, e salta demais aos olhos quando acontece.
O que significa esse 9 a 1? Significa, voltando ao início deste texto, a goleada mais chamativa da Champions desde 1992, quando da instauração de um novo formato, com grupos e ampliação de participantes –antes eram só mata-matas e jogavam exclusivamente os campeões nacionais. Teve 8 a 0 (duas vezes), teve 9 a 2. 9 a 1 é inédito.
A competição, modificada no primícias dos anos 1990, existe desde 1955/1956 (batizada de Taça dos Clubes Campeões Europeus), havendo goleadas superiores. A maior delas, KR Reykjavík 2 x 12 Feyenoord, em 1969, com holandeses vitoriosos e islandeses derrotados na capital da gélida país.
A segunda maior, Dínamo de Bucareste (Romênia) 11 x 0 Crusaders (Irlanda do Setentrião), na capital da país do leste europeu, em 1973.
Histórico, o 9 a 1 do Porquê esteve, entretanto, muito longe de ser o triunfo mais elástico do time da Lombardia, no setentrião da Itália, perto da fronteira com a Suíça. Em dezembro de 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, porquê visitante, enfiou um hiper-humilhante 14 a 0 no Vis Novidade Giussano, pela terceira partilha da bota, de nível amplamente subordinado a uma Champions.
O que impressiona é que o Porquê, hoje uma sensação internacional, há não muito tempo esteve em situação de penúria.
Dez anos detrás, afundado em dívidas decorrentes de administrações irresponsáveis, foi à falência, tendo de reiniciar-se no futebol na quarta partilha, amadora. Sua subida se deu a partir da obtenção pelo Grupo Djarum (indústria de tabaco), de dois irmãos bilionários indonésios, que expandiu seus negócios em várias frentes, o futebol uma delas.
Ganhou a Série D em 2019, a Série C em 2021, subiu à Série A em 2024 porquê vice-campeão da Série B. No ano pretérito, o quarto lugar na escol rendeu vaga –inédita– na Champions.
E porquê joga o Porquê de Fàbregas, que assumiu no meio de 2024, depois de fechar a curso no clube? Porquê seu comandante, que foi craque no Arsenal e vencedor com a Espanha na Despensa de 2010, na África do Sul (era suplente de Xavi e Iniesta no meio-campo), gosta: jogo ofensivo fundamentado na posse de esfera. Sem ela, pressão possante para recuperá-la e empreender contra-ataques rápidos.
O Porquê conta com dois laterais brasileiros, Yan Couto (ex-Coritiba), 24, titular na direita, e Kaiki Bruno (ex-Cruzeiro), 23, que tem ganhado espaço na esquerda, e com um meia-atacante prateado na geração, Nico Sossego, 22, magnífico –eu o vejo porquê sucessor de Messi na seleção alviceleste.
Quarto disposto na Champions (avante de Barcelona, Manchester City, Liverpool, Bayern…) depois quatro rodadas, com três vitórias, as três por goleada (teve dois 4 a 1, um deles no Manchester United), o traje é que o Porquê virou atração, porquê cá relatado.





