Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

Esporte

Copa de 2026 tem menos cera e jogo efetivo continua igual – 17/07/2026 – Esporte

A Despensa do Mundo de 2026 reduziu o tempo de cera em campo, mas o proveito não chegou ao torcedor.

A novidade pausa para hidratação e a reposição incompleta pela arbitragem do tempo perdido absorveram praticamente toda a economia, e o tempo de globo rolando ficou quase igual ao do Mundial de 2022.

A estudo é da Folha e feita a partir de dados da Opta, plataforma de estatística esportiva.

A redução da cera, tardança de tempo proposital dos jogadores para levar vantagem, era uma tentativa da Fifa (Federação Internacional de Futebol) de aumentar o tempo de globo jogada, evitando paralisações em excesso. Outras novas orientações da entidade foram a narração regressiva na cobrança de laterais e de tiros de meta.

Na prática, as medidas até funcionaram. Em jogos apertados, o time em vantagem por um gol no placar demorou menos para reiniciar o jogo nesta Despensa.

A cobrança de tiro de meta na Despensa anterior demorava murado de 22 segundos; nesta, caiu para 12. A de lateral foi de 11 segundos para 6. O tempo para as cobranças de falta foi reduzido de 10 segundos para 7. A reposição do goleiro posteriormente resguardo com as mãos caiu de 10 segundos para quatro. Somente o escanteio se manteve inabalável.

No reunido final, cada partida da Despensa de 2026, que durou, em média, 103 minutos, teve 33,4 minutos com globo paragem (sem relatar a pausa da hidratação), queda em relação aos 37,7 minutos de 2022. O proveito com a redução da cera foi de 4,3 minutos, o que poderia ter virado futebol, mas não virou.

Isso aconteceu por dois motivos. O primeiro foi a geração da pausa para hidratação. Incluída pela primeira vez nas partidas da Despensa do Mundo de Clubes, em 2025, ela tenta proteger os atletas dos efeitos das altas temperaturas no verão no hemisfério setentrião e é aplicada em todos os jogos, independentemente das condições climáticas do dia ou da modernização dos estádios. Com isso, cada partida perde uma média de 6,2 minutos de jogo efetivo.

A Despensa de 2026 trocou, portanto, quatro minutos de cera economizados por seis minutos de hidratação, o que resultou em um saldo negativo para quem achou que veria mais futebol. O tempo de globo rolando ficou praticamente inabalável: 63,2 minutos em 2026 perante 63,7 minutos em 2022.

Esse saldo poderia mudar se a reposição de cera fosse feita de forma completa pela arbitragem, seguindo as orientações da Fifa, mas isso não aconteceu. Segundo a estudo de dados da Folha, em uma partida com 11 minutos de cera no segundo tempo, o louvado de 2022 devolvia quase tudo: o tempo que sumiu era de somente 2,2 minutos, a menor perda entre todas as Copas desde 2014, quando essa diferença chegava a 6,8 minutos.

Em 2026, esse rigor recuou. Para o mesmo patamar de 11 minutos de cera, o tempo que sumiu voltou a subir, para 4,7 minutos, mais que o duplo do registrado quatro anos antes, e próximo dos níveis de 2018.

No termo, mesmo com mais dinâmica em campo e menos cera, a soma da pausa de hidratação com a reposição incompleta do tempo perdido resultou em menos jogo entregue ao torcedor.

Enceradeiros de 2026

A partida entre Canadá e Bósnia, na temporada de grupos, foi a que teve menor porcentagem de tempo de globo rolando em relação à duração totalidade da partida, 48%. Foram 48 minutos de jogo efetivo e 52 minutos de globo paragem.

Para os canadenses, entretanto, a memorial será positiva. Os donos da mansão arrancaram um empate em 1 a 1 e derrubaram um tabu ao conquistarem o primeiro ponto da história do país em Mundiais.

Outros jogos do Canadá se destacam também pela baixa porcentagem de globo rolando. Na partida contra o Qatar, também na temporada de grupos, foram 54,5 minutos de futebol e 51 minutos de globo paragem (51,7% de jogo efetivo).

Foi nela que os canadenses conquistaram sua primeira vitória na história das Copas ao golear a seleção do Oriente Médio por 6 a 0, com dois jogadores em campo a mais que o competidor.

A partida que rendeu a Curaçao o seu primeiro ponto em Mundiais foi o jogo com mais globo rolando. Na disputa contra Equador, o torcedor viu na televisão um totalidade de 106,1 minutos de um duelo movimentado, mas sem gols (graças ao goleiro da equipe caribenha). Do tempo, 72,7% foi de futebol.

Outro jogo com muita globo rolando foi o que celebrou o encontro de Lionel Messi e outro grande destaque da Despensa, o goleiro Vozinha. A partida entre Argentina e Cabo Virente, que foi para a prorrogação e terminou com 3 a 2 para os sul-americanos, teve 73,3 minutos de jogo efetivo (71,9% da duração da partida).

Nos jogos do Brasil, o tempo de globo rolando variou de 58,5% (contra o Haiti) a 65,4% (na eliminação para a Noruega, por 2 a 1). Nos demais confrontos, os números foram: 65% contra o Japão, 63,4% contra a Escócia e 61,3% no empate com Marrocos.

Para essa estudo, a reportagem considerou lateral, tiro de meta, escanteio, falta, pênalti, impedimento, comemoração de gol, substituição, pausa para hidratação, checagem do VAR, lesão e algumas paradas genéricas porquê eventos que interrompem o jogo. Foram incluídos o primeiro e o segundo tempo, com acréscimos, dos 102 jogos do Mundial, ou seja, até a semifinal.

Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *