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Copa: Gol de Maradona com 'la mano de Dios' faz
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Copa: Gol de Maradona com ‘la mano de Dios’ faz 40 anos – 21/06/2026 – Esporte

A partida daquele 22 de junho de 1986 voltava do primeiro tempo empatada no estádio Azteca, na Cidade do México. Argentina e Inglaterra, rivais em uma guerra quatro anos antes, agora se enfrentavam no campo por uma vaga na semifinal da Despensa do Mundo.

Porquê se o tecido de fundo do jogo, que terminou 2 a 1 para os sul-americanos, já não fosse suficientemente simbólico, aos seis minutos do segundo tempo, Diego Maradona fez aquele que seria o gol mais lembrado de sua curso.

O craque prateado corre em direção ao gol para inferir uma globo que chegava à grande superfície em seguida um contendedor fazer uma tentativa frustrada de interromper o ataque. Ele disputa a globo com o goleiro Peter Shilton, 20 centímetros mais cimeira, e marca o gol “um pouco com a cabeça e um pouco com a mão de Deus”, uma vez que diria mais tarde, batizando um dos lances mais polêmicos da história do torneio.

Nesta segunda-feira (22), 40 anos em seguida “La Mano de Dios”, a seleção argentina disputa novamente um jogo da Despensa do Mundo com sede no México —desta vez, a partida é contra a Áustria e ocorre nos Estados Unidos, que recebem o torneio com o vizinho do sul e o Canadá.

Depois desse, muitos outros gols supostamente feitos com a mão vieram: o do angolano Vata pelo Benfica contra o Olympique de Marseille, na Liga dos Campeões de 1990, e o do prateado Leonel Messi pelo Barcelona contra o Espanyol, no Campeonato Espanhol de 2007 (levante último, previsivelmente comparado com o de 1986).

Mas nenhum se consagraria uma vez que o do craque, que virou até verso de música. Em “Latinoamérica”, lançada em 2010, o grupo porto-riquenho Calle 13 canta que a região é, entre outras coisas, “Maradona contra Inglaterra marcando dois gols”.

A pesquisadora Adriana Novoa tinha 23 anos na quadra e, fã do jogador desde logo, assistiu ao lance ao vivo. “Eu me lembro perfeitamente. Aquele jogo foi muito aguardado e teve muita promoção, inclusive do próprio Maradona”, afirma ela.

Em sua autobiografia “Yo soy el Diego” (2000), o jogador afirma que a partida foi uma espécie de final. “Por mais que disséssemos, antes do jogo, que o futebol não tinha zero a ver com a Guerra das Malvinas, sabíamos que muitos jovens argentinos haviam morrido [no conflito]”, escreveu o desportista sobre a pendência pelo controle das ilhas localizadas no Atlântico Sul. “E isso era vingança, era… restaurar alguma coisa das Malvinas.” A Argentina foi campeã daquele Mundial.

“Eu honestamente não vi que tinha sido com a mão na hora”, afirma Adriana, relembrando a baixa qualidade da imagem nas televisões da quadra. “Os ingleses começam a discutir e falar que ele havia posto a mão, mas pensei que estavam trapaceando.”

Somente no dia seguinte, com as fotos, ficou evidente que o gol havia sido feito com a mão. Mas, do ponto de vista dos argentinos, a irregularidade não tirou o fulgor da jogada —pode tê-la tornado ainda melhor, na verdade.

“Ele apresentou a vitória uma vez que um ato emancipatório. Ganhamos por muito ou por mal”, afirma Adriana. Para a pesquisadora, o uso do futebol uma vez que o que labareda de “arma dos explorados” ocorreu pela primeira vez naquele ano.

Historiadora com doutorado na Universidade da Califórnia em San Diego, Adriana é perito em história da ciência. “Comecei a redigir sobre o Maradona porque sou uma grande fã”, diz ela sobre seus estudos, uma vez que o item intitulado “O estilo pátrio da Argentina: Maradona, peronismo e futebol metafísico” e publicado no Journal of Sport and Social Issues.

O contexto mais publicado do gol de 1986 é o já citado: a vexativo rota para o Reino Uno na Guerra das Malvinas. No entanto, outros elementos colaboraram para a vitória contra a Inglaterra ser tão emblemática.

Naquela quadra, a Argentina completava três anos de redemoratização enquanto enfrentava uma crise econômica deixada pela ditadura militar de sete anos. Ao mesmo tempo, Maradona formava a figura política pela qual seria publicado —um jogador de esquerda identificado com a sinceridade democrática do país e com movimentos uma vez que as Mães da Terreiro de Maio, que buscam desaparecidos do regime prateado.

Foi também na dezena de 1980 que o brasiliano João Havelange consolidou o padrão de marketing e publicidade que tornou a Fifa (Federação Internacional de Futebol), da qual foi presidente de 1974 a 1998, essa marca bilionária, em contraponto com o estilo amásio da dezena de 1970.

Ao longo de sua vida, Maradona não poupou a entidade, que chamava de “máfia do futebol”, de críticas. “A Fifa é um museu pleno de dinossauros que não querem furar mão do poder”, afirmou o desportista em sua apresentação uma vez que técnico do Al Wasl, dos Emirados Árabes Unidos, em 2011.

“1986 foi o vértice desse posicionamento político que não se refere unicamente a Maradona ou à Argentina, mas também à direção que o futebol tomava”, afirma Adriana. “A essa profundeza, Maradona já tinha tensões com a Fifa.”

Atualmente, a pesquisadora não vê nenhum outro jogador sul-americano com o perfil do craque. “Não conheço nenhum jogador das gerações mais jovens que se envolva claramente em questões políticas uma vez que Maradona. Messi, por exemplo, não fala de seu estilo de jogo uma vez que uma forma de expressar um tanto político.”

Para ela, esse pêndulo agora está na África, com a subida do Marrocos uma vez que uma potência no futebol, e no Oriente Médio, sede da Despensa de 2022 e região do Irã, cuja seleção mudou sua base de preparação para o México em seguida enfrentar problemas de visto nos EUA.

Folha

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