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Copa: VAR aparece mais e muda decisão em 95% das
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Copa: VAR aparece mais e muda decisão em 95% das vezes – 28/06/2026 – Esporte

O VAR apareceu mais nesta Despensa do Mundo e alterou a decisão dos árbitros de campo em 42 dos 44 lances revistos (95%), segundo estudo da Folha com dados da Opta, plataforma de estatística esportiva. O avaliador assistente de vídeo interveio em metade dos jogos desta primeira tempo.

No Mundial do Qatar, ele foi menos acionado, em 44% das partidas da tempo, e mudou a marcação em campo em 92% das vezes.

Ao todo, foram 44 revisões nesta Despensa, distribuídas em 36 jogos. Algumas partidas receberam mais de uma revisão, uma vez que Estados Unidos e Austrália, Espanha e Cabo Verdejante, Canadá e Sondar, entre outros.

Os árbitros de vídeo analisam os lances da partida por meio de imagens captadas por câmeras espalhadas pelo campo e por dados de movimento da Trionda, globo solene da competição. Caso haja discordância em relação a uma decisão do juiz de campo, o VAR sugere correções.

A instrumento na Despensa do Mundo deste ano revisou cartões, gols e pênaltis, mas seu maior impacto foi na correção de escanteios: 21 das 44 intervenções. Nesses casos, a informação é direta com o avaliador, sem urgência de parar o jogo ou consultar o monitor de esteio.

Essa emprego do uso do VAR passou a valer nesta edição do torneio. Em fevereiro, o Ifab (Parecer da Associação Internacional de Futebol) destacou que, se houvesse evidências claras, o VAR teria permissão de facilitar o juiz, desde que a correção não atrasasse a retomada da partida.

Além de escanteios, a regra vale para expulsões por um segundo cartão amarelo, erros de identificação de jogadores punidos por cartões e infrações da equipe atacante antes de a globo entrar em jogo.

Um exemplo prático da novidade regra foi visto entre Brasil e Marrocos. Posteriormente uma disputa de globo entre Matheus Cunha e Ayyoub Bouaddi na traço de fundo, o avaliador determinou escanteio para o Brasil. Poucos segundos depois, o juiz mudou para tiro de meta em prol dos marroquinos.

Na estreia da Argentina na Despensa, a Argélia abriu o placar aos 8 minutos. A estudo de impedimento semiautomático, entretanto, mostrou que o meia-atacante Farès Chaïbi estava primeiro do permitido e o gol foi anulado. Os argentinos venceram o jogo por 3 a 0, com fulgor de Lionel Messi.

O Brasil também teve gol anulado depois revisão do VAR, mas o motivo foi falta. Durante o que era para ser o segundo gol da seleção contra a Escócia, os árbitros de vídeo identificaram que Vini Jr. cometeu uma falta no zagueiro Jack Hendry.

O VAR também atuou no segundo cartão vermelho do torneio. Na partida México e África do Sul, o meia sul-africano Zwane acertou o atacante mexicano Roberto Alvarado em uma disputa sem globo. A imagem foi selecionada pela equipe de vídeo e apresentada ao avaliador brasílico Wilton Pereira Sampaio, que optou pela expulsão. A partida terminou 2 a 0 para o México, com três cartões vermelhos aplicados.

A revisão do VAR confirmou somente duas decisões de árbitros de campo na tempo de grupos. Uma delas foi o cartão oferecido ao paraguaio Almirón, aos 47 minutos do 1º tempo da partida contra a Turquia, por ter tapado a boca para falar com o lateral turco Muldur.

O caso é emblemático porque também foi a primeira vez em que a “Lei Vini Jr.”, que impede a cobertura da boca em trocas com o rival, foi aplicada na Despensa. A regra da Fifa foi criada depois um dos casos de racismo sofrido pelo atacante brasílico na Europa.

Os dados da Opta foram coletados às 7h30 deste domingo (28). Possíveis alterações podem ocorrer com atualizações da plataforma.

Árbitros estão marcando menos faltas?

Quem acompanhou os jogos pode ter tido a sensação de que a arbitragem está mais permissiva com as disputas. Estudo da Folha com dados da Opta mostra que a atual edição registrou média de 22 faltas por partida. No Qatar, foram 24 por jogo.

A queda não necessariamente significa menos embates entre os jogadores, mas menos marcação da arbitragem. Para a atual edição do Mundial, os juízes receberam orientações da Fifa para serem mais rigorosos na marcação de faltas, deixando de lado contatos leves.

A seleção haitiana foi a que mais cometeu faltas: 55 ao longo de três jogos. O time, que não disputava uma Despensa desde 1974, foi eliminado na tempo de grupos.

A lista segue com Bósnia-Herzegovina (47), Gana (46), Panamá (46) e Uzbequistão (45).

Do outro lado do lance, a seleção que mais sofreu foi a Inglaterra (52), seguida de Canadá (49), Haiti (44), Marrocos (44) e Estados Unidos (44).

Curaçao, Haiti e Paraguai lideraram em cartões amarelos, sete cada um. Bósnia, Egito, Irã e Arábia Saudita receberam seis cada.

A seleção brasileira teve cinco amarelos, veras de outros dez times. Os cartões amarelos solitários são cancelados depois a tempo de grupos e, novamente, depois as quartas de final.

Mais nove partidas

A tempo de grupos da Despensa de 2026 teve 784 minutos de acréscimos, segundo a Opta. Isso equivale a quase nove partidas –8,7 jogos de 90 minutos. A média de tempo extra por jogo, entretanto, se manteve igual à do Qatar: 11 minutos adicionais por partida.

A teoria dos acréscimos é indemnizar o tempo exato perdido nas paralisações e tentar prometer que o jogo tenha 90 minutos regulamentares.

A estudo da Folha leva em consideração o tempo acrescido estipulado pelo avaliador, e não o período que decorreu no termo da partida –na disputa entre Gana e Panamá, por exemplo, são contados 6 minutos definidos pelo avaliador, não os quase 12 que decorreram nessa exceção.

O suplementar de tempo foi fundamental para a vitória da Alemanha sobre a Costa do Marfim. Posteriormente um duelo truncado, em que a seleção africana esteve primeiro no placar pela maior secção do tempo, o time boche empatou no segundo tempo e virou nos 4 minutos de acréscimos, vencendo por 2 a 1.

O acréscimo por jogo oscilou de 5 minutos (França e Iraque) a 15 minutos (Canadá e Sondar, Senegal e Iraque, e República Democrática do Congo e Uzbequistão) até agora. No Qatar, variou de 5 minutos (Inglaterra e Estados Unidos) a 24 minutos (Inglaterra e Irã).

Folha

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