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Copa: Veja desempenho dos jogadores da seleção brasileira 06/07/2026
Esporte

Copa: Veja desempenho dos jogadores da seleção brasileira – 06/07/2026 – Esporte

Em seguida a eliminação do Brasil nas oitavas de final da Despensa do Mundo, a primeira desde 1990, o FolhaStats reuniu dados para destrinchar o desempenho de cada desportista da seleção no torneio.

A estudo engloba estatísticas de quem entrou em campo por ao menos 70 minutos e de Neymar, o nome que dividiu opiniões desde a convocação por Carlo Ancelotti. Assim, ficam de fora do levantamento Igor Thiago, Roger Ibañez, Luiz Henrique, Éderson Silva, Ederson, Léo Pereira, Weverton, Bremer e Alex Sandro.

Goleiro

De 19 chutes de fora da superfície e 30 de dentro, Alisson precisou proteger a esfera 14 vezes em quatro partidas, deixando passar 4.

Sua reposição de esfera com a mão foi precisa: acertou as 17 que tentou. Já nas bolas longas, o goleiro teve unicamente 24% de acerto, o pior da seleção neste quesito, acertando só 8 dos 33 lançamentos que fez.

Estatísticas de resguardo

DESARMES

Nome menos badalado do sistema defensivo, Douglas Santos foi o principal desarmador da equipe e o segundo melhor protector de todas as seleções até cá, vencendo 11 disputas de esfera. Cáceres, do Paraguai, com 13 desarmes, é o líder na estatística.

Gabriel Magalhães (unicamente 1), Marquinhos e Danilo (2 cada um), juntos, têm unicamente 5 desarmes, menos da metade do número do lateral esquerdo. O trio fica inferior da média de 4 desarmes por protector nesta Despensa até agora.

Tirando Douglas, as roubadas de esfera ficaram concentradas no meio de campo. Bruno Guimarães foi o segundo melhor da seleção, com 6 desarmes, seguido por Paquetá, com 5. Casemiro foi o jogador que mais perdeu divididas: dos 14 desarmes que tentou, errou 10.

No ataque, Rayan e Matheus Cunha lideraram a marcação, com respectivos 4 e 3 desarmes. Rayan figura porquê o segundo atacante que mais desarmou na Despensa, detrás de Yan Diomandé, da Costa do Marfim, com 6 divididas ganhas.

Os bons números defensivos da dupla não são eventualidade: a maior virtude da seleção foi a pressão subida na saída de esfera, feita mormente pelos dois. Das roubadas de Rayan e Matheus Cunha, saíram 4 dos 9 gols do Brasil (2 contra o Haiti e 2 contra a Escócia).

A marcação de Rayan fez falta na jogada do primeiro gol norueguês. Endrick, cobrindo a ponta direita àquela fundura, foi driblado por Schjeldrup, que cruzou para Haaland marcar de cabeça.

DISPUTAS AÉREAS

Em disputas aéreas, Gabriel Magalhães foi o líder do Brasil, vencendo 17 e perdendo 5 —até cá, é o segundo melhor jogador da Despensa neste quesito, detrás de Harry Souttar, zagueiro da Austrália que venceu 21 disputas.

Apesar do ótimo desempenho pelo supino, Magalhães perdeu o duelo decisivo com Haaland no primeiro gol norueguês, mostrando a dificuldade de marcar o gigante nórdico mesmo com um profissional em bolas altas na resguardo.

Em contraste, Marquinhos e Casemiro superaram adversários em unicamente 6 duelos cada um.

DISCIPLINA

Danilo foi o jogador mais faltoso da seleção, com 7 infrações no Mundial. Ao lado de Casemiro, é também o jogador com mais cartões amarelos: 2 recebidos para cada.

INTERCEPTAÇÕES

Os dois também encabeçam o ranking de interceptações da seleção. Danilo liderou, com 7, seguido por Casemiro, com 6, e Paquetá, com 5.

Dados de passes

NO CHÃO

O Brasil tocou a esfera principalmente entre o goleiro, zagueiros e laterais. Juntos, eles responderam por 55% dos passes trocados pela equipe. Das seleções campeãs mundiais, só a Inglaterra concentrou mais a esfera na resguardo (56%) do que o Brasil —a média é de 46% de passes na resguardo entre os países que já levantaram a taça.

Com supino volume de posse, os zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães acertaram mais passes na equipe, com 96% de precisão. Até o termo do jogo entre Brasil e Noruega, Magalhães era o segundo jogador da Despensa com toques na esfera (430 passes).

O gavinha frágil da saída de esfera brasileira foi o lateral-direito Danilo, jogador que mais errou passes da seleção (33 tentativas erradas, entre elas a que rendeu o contra-ataque do gol nipónico na período de 32).

No meio de campo, Lucas Paquetá errou mais passes, média de 6 por partida, provavelmente por ser quem mais tentou toques para a frente (142).

Apesar de malparar menos do que Paquetá, Bruno Guimarães liderou as assistências da seleção, com 4. Bruno ainda figura entre os principais assistentes do torneio, detrás de Olise, da França (5 assistências), e empatado por Brahim Díaz, de Marrocos.

Entre as 48 seleções, o Brasil é a quinta que menos jogou pelo meio de campo: só 26% dos passes trocados saíram dos pés dos meias. Unicamente Holanda (25%), Qatar (24%), Jordânia (23%) e Suécia (23%) têm percentual menor nesse quesito.

NO ALTO

Nas bolas longas, Marquinhos é um dos principais armadores: acertou 22 dos 32 lançamentos que fez para o ataque, liderando em tentativas e em precisão no quesito (69%). Gabriel Magalhães não cumpriu muito essa função, dando 12 lançamentos e acertando só 3.

Dos laterais, Douglas Santos foi o menos ofensivo: cruzou 6 vezes na Despensa e acertou só uma tentativa, perante um totalidade de 92 bolas alçadas na superfície pela seleção.

Os cruzamentos (em esfera paragem ou em jogo), aliás, foram um dos principais pontos fracos da equipe pátrio. Entre as 48 seleções, o Brasil é a 36ª colocada em precisão de cruzamentos (20%): de 92 tentados pela seleção, só 18 foram no intuito. A Argentina domina essa métrica, com 37% de acerto.

Bruno Guimarães foi o jogador que mais cruzou, com 15 tentativas, só duas certas. Danilo e Raphinha acertaram mais, com três bons cruzamentos cada um.

Finalizações

Vinicius Junior foi o coração do ataque brasiliano. Bombeiro da equipe nesta Despensa com quatro gols, deu dor de cabeça aos adversários dentro da superfície: tocou na esfera 43 vezes e finalizou 14 nessa secção do gramado. É o único jogador da seleção que tocou na esfera dentro da superfície mais de 20 vezes.

Vini totalizou 17 finalizações neste Mundial, com 11 certas (65%). É o brasiliano que mais chutou no torneio. Depois dele, vem Matheus Cunha, com 11 finalizações e 3 gols. O ataque dependeu tanto dos dois que, do elenco, só eles chutaram mais de dez vezes.

Cunha foi quem mais arrematou de fora da superfície, com cinco tentativas, nenhuma convertida em gol. Desde o empate em 1 a 1 contra a Suíça, na Despensa do Mundo de 2018, o Brasil não faz gols de fora da superfície em Copas —na ocasião, o tento foi de Philippe Coutinho.

Dribles

Vinicius Junior monopolizou as tentativas de drible, com 36 de 87 do Brasil (41%). Depois dele, quem mais tentou fintas foi Raphinha, com 9. Vini acertou 16 dos 36 dribles tentados (44% de eficiência). Só Rayan foi mais melhor, mas com muito menos tentativas: 6 dribles certos de 7 tentados (86%).

E Neymar?

O camisa 10 da seleção teve pouco impacto nas partidas em que entrou. Dos 7 cruzamentos que tentou, só acertou 1. Finalizou três vezes, duas no intuito; em uma delas, marcou o gol de pênalti contra a Noruega. Tentou 2 dribles e acertou 1. Sofreu uma falta, passou a esfera 25 vezes (21 certas) e perdeu 8 de 10 disputas de esfera.

Folha

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