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Coreia do Sul leva aplicações de IA a serviços públicos
Tecnologia

Coreia do Sul leva aplicações de IA a serviços públicos – 10/06/2026 – Economia

Em uma das principais atrações de Seul, a N Seoul Tower, um totem oferece transformar retratos em caricaturas geradas por perceptibilidade sintético. No aeroporto internacional de Incheon, assistentes virtuais ajudam os visitantes a encontrar portões e serviços. Referências à tecnologia ainda aparecem em supermercados e nas campanhas eleitorais.

A sensação para quem passa pela capital da Coreia do Sul é que a IA já faz secção do mundo além das telas. Mas a presença da tecnologia no dia a dia do país já vai um pouco além da mera curiosidade.

Em visitas a instituições públicas e privadas realizadas pela reportagem na última semana, foi provável observar um esforço coordenado para incorporar sistemas de IA a atividades cotidianas porquê diagnósticos médicos, gestão do trânsito e combate a incêndios.

A estratégia reflete uma visão defendida pelo governo sul-coreano de que os maiores impactos econômicos da IA não virão somente da corrida em curso entre China e Estados Unidos pelos modelos mais avançados, mas da capacidade de integrar esses avanços a estruturas já existentes. Os resultados ainda são incertos.

Um dos exemplos mais concretos apareceu no SNUH (Seoul National University Hospital), um dos principais hospitais do país.

A empresa Infmedix, vinculada à Universidade Pátrio de Seul, apresentou uma plataforma baseada em perceptibilidade sintético generativa capaz de seguir todo o trajectória de um paciente dentro do sistema de saúde.

Em um dos cenários simulados, um varão de 62 anos com suspeita de AVC procura atendimento em um hospital secundário. Enquanto médico e paciente conversam, o sistema transcreve a consulta em tempo real. Ele organiza sinais vitais, histórico e medicamentos utilizados e sugere possíveis encaminhamentos.

Quando a transferência para um hospital de maior complicação é considerada necessária, a plataforma reúne maquinalmente documentos, exames e informações clínicas para envio à novidade equipe médica.

Segundo Hyung-Chul Lee, diretor de instituto do SNUH voltado a pesquisas sobre IA na saúde, estudos preliminares indicam redução no tempo de atendimento sem perda de precisão clínica. A expectativa é que a plataforma esteja presente em todos os hospitais ligados à universidade ainda neste ano, enquanto outras instituições já iniciaram processos de adoção.

Lee afirma que a utensílio não substitui médicos. As decisões continuam sendo tomadas por profissionais de saúde, e a IA só atua na organização de informações, elaboração de relatórios e automatização de tarefas administrativas.

A preocupação com privacidade, no entanto, aparece porquê um dos principais desafios. Segundo o hospital, dados de pacientes permanecem em redes privadas e somente informações anonimizadas são utilizadas durante o desenvolvimento dos sistemas. Um comitê interno define quais informações podem ser acessadas pela plataforma.

A menos de 30 quilômetros dali, a cidade de Anyang tenta utilizar lógica semelhante ao espaço urbano. Em um núcleo de operações ladeado por telões, operadores monitoram trânsito, linhas de ônibus autônomos, segurança pública, incêndios florestais e situações de emergência em tempo real.

O monitoramento ocorre por meio de câmeras equipadas com sistemas de IA que conseguem identificar tipos de veículos, seguir deslocamentos, detectar infrações e ampliar maquinalmente imagens quando ocorre um acidente. Em alguns casos, as informações são compartilhadas na mesma hora com polícia, bombeiros e outros órgãos.

Segundo Yun Jungho, da equipe de serviços inteligentes da prefeitura de Anyang, a estudo de dados também influencia decisões urbanísticas. Posteriormente identificar um interceptação com grande número de pedestres atravessando fora da fita, a cidade decidiu gerar uma travessia oblíquo em formato de “X”, já presente em cidades porquê São Paulo, para reduzir o problema.

O sistema integrado também é utilizado para localizar pessoas desaparecidas, monitorar idosos com demência e seguir usuárias de um aplicativo criado para aumentar a segurança de mulheres durante deslocamentos noturnos.

Nos bombeiros, a integração com a IA apareceu também em um veículo não tripulado utilizado para controlar incêndios de grandes proporções.

Trata-se de um equipamento controlado remotamente, com alcance de até 5 quilômetros e equipado com câmeras e sistemas de visão computacional capazes de melhorar a precisão em ambientes com fumaça intensa.

Segundo os responsáveis pela operação, o veículo já foi empregado em incêndios industriais e em operações de procura em seguida desabamentos.

A tecnologia também começa a modificar porquê os talentos do país são formados. Na Sungkyunkwan University (SKKU), uma das mais tradicionais do país, há um programa de alcance pátrio voltado à formação de profissionais capazes de utilizar IA em diferentes setores da economia.

O projeto reúne universidades de todo o país e procura formar especialistas em áreas porquê ensino, robustez, lavra, urbanismo e manufatura.

Segundo o presidente da universidade, Ji-Beom Yoo, a Coreia dificilmente competirá diretamente com as gigantes americanas e chinesas na geração dos maiores modelos de linguagem. A aposta logo é utilizar a tecnologia em setores nos quais o país já possui vantagens competitivas, porquê manufatura, semicondutores e eletrônicos.

“Sabemos que as atividades em IA nos Estados Unidos e na China são enormes comparadas às nossas. Por isso precisamos encontrar a maneira mais eficiente de melhorar nossa tecnologia”, disse.

O jornalista viajou a invitação do Ministério de Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do Sul 

Folha

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