“Siga o muro de pedras” é uma instrução dissemelhante para completar o endereço de uma entrevista. Principalmente quando a morada fica em Rye Beach, superfície do estado do New Hampshire limitada pelo oceano Atlântico de um lado e florestas do outro, ambos protegendo as mansões milionárias que estão ali há gerações.
O cenário parece campesino, tão campesino que oprime. O celular não tem sinal. É porquê guiar no cenário principal de “Corra!”, filme de terror de Jordan Peele, ou dos livros de H.P. Lovecraft, que nasceu não muito longe dali.
A dificuldade acrescenta à mitologia do entrevistado, um dos nomes mais proeminentes da região: o redactor Dan Brown, pai da série de livros protagonizada por Robert Langdon, professor de iconografia religiosa e simbologia da Universidade Harvard que ganhou notabilidade na cultura pop depois o best-seller “O Código Da Vinci”, de 2003, que vendeu mais de 80 milhões de cópias.
Antes da recepção de Brown, Winston, seu cachorro de sete anos, se aproxima animadamente. O responsável costuma invocar o companheiro de “guardião dos segredos”. Não por ser feroz. Mas por rodear na centenária morada de caça reformada para acoitar objetos de arte suntuosos, símbolos antigos cravados no piso de madeira e, evidente, sua famosa livraria com estantes que exibem suas obras em mais de 50 línguas.
Do lado das versões em português, Brown abre um divisão falso que esconde relíquias das adaptações para o cinema dos seus livros, porquê a explosivo antimatéria de “Anjos e Demônios” e o críptex de “O Código Da Vinci”, presentes do cineasta Ron Howard.
No topo da estante, um tanto destoa: uma antiga garrafa com o nome Squamscott Press Beverage. “É uma bebida que havia cá quando eu era petiz”, diz o redactor, sem explicar a razão do objeto figurar naquele lugar próprio. “Até Judith [Pietersen, noiva de Brown] fica curiosa, mas é um sigilo que não narrativa para ninguém.”
O mistério é a psique do negócio de Dan Brown, nenhum deles tão importante no momento quanto o do seu novo livro, “O Sigilo Final”, a sexta proeza de Langdon, lançado globalmente nesta terça-feira (9).
A obra interrompe uma pausa de oito anos do responsável sem publicar —a mais longa da sua curso. “Foram anos de tentativas e pesquisas. Foi um livro muito difícil e trabalhei duro nele. Estou feliz de ter terminado. Acho que todo mundo que convive comigo está feliz agora”, brinca Brown.
Neste novo thriller, Robert Langdon se encontra em Praga, onde acompanha seu atual par romântico, Katherine Solomon, a observador noética —que estuda a relação entre a consciência humana, a mente e o espírito— apresentada em “O Símbolo Perdido”, de 2009.
“Nos outros livros, Langdon sempre dá a sorte de encontrar uma mulher linda e talentosa que possuía o conhecimento exato que ele precisava saber, um tanto muito útil”, admite Brown com uma sinceridade surpreendente. “Desta vez, não queria o personagem em uma relação platônica e intelectual. Queria Langdon enamorado, mas não há muito tempo.”
O professor precisa mourejar com o desaparecimento de Solomon, que pode ser vítima de uma conspiração internacional para impedir a publicação de seu novo livro, que traria um sigilo revolucionário sobre a consciência coletiva, premonição e a vida depois a morte.
“Ele agora tem um tanto mais importante a perder e o leitor verá um lado dissemelhante de Langdon”, diz o responsável. “Não conseguiria ter escrito leste livro sem os anteriores. É o auge da sua procura, também místico. Langdon precisa aprender e se tornar alguém que admite estar inverídico.”
Brown nunca escondeu que Langdon é um revérbero romantizado de si mesmo. A proeza do personagem dessa vez coincide com a morte de sua mãe, oito anos detrás.
“Foi que me impulsionou a ortografar leste livro. Sempre tive dificuldades de crer que nossas esperanças, sonhos e memórias simplesmente somem quando morremos. É um pensamento terrível, mas essa é a natureza da biomecânica. Quando minha mãe morreu, estava com ela e senti um tanto místico, porquê se ainda estivesse comigo. Talvez fosse minha mente querendo mitigar a dor da perda, mas isso me deixou curioso.”
Durante os anos de pesquisa para “O Sigilo Final”, Brown se viu alterando seu modo de pensar, cada vez mais unindo seu lado científico com o místico. “Não tenho mais temor da morte, o que é uma mudança profunda. Não estou com pressa para morrer, mas estamos às vésperas de uma revolução científica e místico que muitos não estão enxergando. E será rápida”, diz o americano sobre os novos estudos sobre consciência humana.
“Sabe quando a teoria de Copérnico colocou o Sol no núcleo do sistema solar? Estamos em um momento similar em relação à consciência humana, quando descobriremos que o cérebro não cria a consciência, mas é o receptor de um meio dissemelhante que continuará a funcionar.”
Esta teoria procura elanguescer o imaginário popular, porquê aconteceu em “O Código Da Vinci”, que apresentou uma suposta linhagem de descendentes de Jesus Cristo. “À medida que a ciência encetar a nos convencer de que há um tanto além, mudaremos porquê espécie e nossos comportamentos se transformarão dramaticamente”, especula Brown, que descreve com detalhes os efeitos de certas drogas alucinógenas que mostrariam “a veras” para o usuário.
“Ainda sou muito medroso para usar drogas. Não me entenda mal, adoro um bom Martini, mas palato porquê meu cérebro funciona. E a química cerebral é incrivelmente frágil. Talvez quando for mais velho. Agora, tento exclusivamente manter a forma”, brinca o responsável, que se divide entre o golfe, equitação e tênis na sua região natal e as caminhadas na Costa Rica, país que escolheu para morar por seis meses no ano.
Porquê bom redactor de obras populares, Brown pisa em ovos em qualquer sátira. Ele diz que não acha política interessante, mas é difícil evitar o objecto quando o atual governo dos Estados Unidos corta gastos em ciência e ensino superior.
“É uma idade caótica no mundo, mormente no meu país. Sou fascinado pela filosofia do que faz uma população seguir certos caminhos, porque é assim com a religião. Quando a política entra no jogo e temos posturas anti-aborto com clínicas atacadas com explosivos, isso é um tanto novo”, diz. “Mas não é o termo do mundo. É um pequeno tropeço em um continuum gigantesco. São dias estranhos, mas vamos aprender com isso.”
Em relação à perceptibilidade sintético, diz ter usado exclusivamente para redigir uma epístola de recomendação quando estava muito ocupado. “Somos porquê crianças brincando com granadas, porque a tecnologia está avançando de forma tão rápida que temo não possuirmos maturidade suficiente para mourejar com o que estamos criando”, ressalta.
“A IA vai impor desafios reais para as artes, mas acredito que vai tratar o cancro em cinco anos, nos ajudará a limpar os oceanos e resolver problemas de superpopulação. Sou uma pessoa otimista.”
Brown sabe que é um redactor privilegiado. Mantém sua tradicional rotina de despertar cedo e ortografar até dar uma pausa para tocar piano. Não deixa zero interferir nos seus hábitos. “A veras é que não preciso ortografar um novo livro”, afirma, sem um pingo de arrogância. “Ninguém vai notar se não entregar no prazo patente e passar um mês na Disney, mas a verdade é que fico muito focado quando primícias uma obra.”
Sua única pressão é ser “pai de Robert Langdon”. Atualmente, a Netflix desenvolve uma série comandada por Carlton Cuse, de “Lost”, que adaptará “O Sigilo Final” com novos atores e, se tudo percorrer porquê esperado, partirá para refazer os outros livros de Langdon.
“Adoro os filmes de Ron Howard e Tom Hanks é incrível, mas essas obras são complicadas para duas horas de duração, muita coisa fica de fora. Com oito episódios, podemos fazer um tanto fantástico”, aponta o responsável.
Brown diz “já pensou em ortografar outras coisas”, mas seus editores sempre tentam encontrar uma maneira de transformá-las em uma novidade proeza do simbologista. A mais recente é a adaptação de um roteiro inédito sobre Peter Fuller, um pai de cavalos que teve um de seus animais desclassificado do Kentucky Derby nos anos 1960 por razão de sua relação com o movimento dos direitos civis.
“Meu editor falou para não fazer isso, pois poderia confundir meus leitores”, conta ele, entrando em uma verificação hilária. “Sei ortografar música pop, mas quero conceber folk. Sou exatamente porquê Taylor Swift.”
