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De 'A Odisseia' a 'O Convite': os melhores filmes de
Celebridades Cultura

De ‘A Odisseia’ a ‘O Convite’: os melhores filmes de 2026 – 16/08/2026 – Ilustrada

Os críticos de cinema da BBC Caryn James (CJ) e Nicholas Barber (NB) selecionam seus destaques de 2026 até agora.

Eles incluem desde o heróico de Christopher Nolan, “A Odisseia”, até uma comédia absurda sobre sexo. Leia aquém.

1. “O Invitação”

“O Invitação” é uma raridade: uma comédia americana voltada para adultos.

Ela é baseada em um filme espanhol que, por sua vez, se baseou na peça teatral do seu próprio diretor e roteirista. São somente quatro personagens, em um apartamento, durante uma única noite.

Seth Rogen e Olivia Wilde (a diretora do filme) interpretam um parelha que vive um tálamo infeliz. Penélope Cruz e Edward Norton são os vizinhos românticos que chegam para jantar.

O contraste entre os anfitriões em conflito e seus descontraídos convidados gera uma farsa constrangedora e engraçada. Mas o roteiro, de Will McCormack e Rashida Jones, é realmente comovente ao mostrar as feridas e ressentimentos dos personagens.

Os quatro atores são excepcionais, o magnetismo de Cruz nunca foi tão marcante, e Wilde dirige com maestria o tom e o ritmo do filme.

Se os eleitores do Oscar conseguirem superar sua aversão às comédias, “O Invitação” será um possante candidato. (NB)

“O Invitação” está em edital nos cinemas brasileiros.

2. “A Odisseia”

A longa espera e o possante estrondo valeram a pena. A épica e cativante adaptação do centenário poema de Homero é puramente Christopher Nolan.

Seu estilo está em toda secção, do herói e seu repto moral até a narrativa não linear e a rara forma em que ele constrói ação e proeza de forma surpreendente. Seu roteiro é muito mais fundamentado do que vemos na maioria dos sucessos de Hollywood.

Matt Damon traz sua mais inteligente atuação, porquê Ulisses. Sua versão moderna e oriundo faz com que o rei cause identificação e empatia.

Os outros astros se encaixam de forma magníloquo na história. São eles Anne Hathaway, Robert Pattinson, Tom Holland e Zendaya.

Para mostrar a viagem de Ulisses para sua morada em Ítaca posteriormente a Guerra de Troia, Nolan usa câmeras Imax, transformando cada incidente em uma experiência íntima e imersiva. Não importa se a cena é ampla e volátil, porquê a guerra em Troia, ou se o espaço é restringido, porquê na mesa onde a feiticeira Circe transforma os soldados de Ulisses em porcos.

O filme é repleto de magia visual, mas também oferece aos espectadores um tema social oportuno: a relação entre o obrigação cívico, a governança e as escolhas morais.

Esta questão é tão antiga quanto o próprio Homero e vale ser relembrada hoje em dia, porquê mostra leste filme multíplice e fascinante. (CJ)

“A Odisseia” está em edital nos cinemas brasileiros.

3. “Nirvanna the Band the Show the Movie”

E se alguém fizesse um remake de “De Volta para o Horizonte” (1985), mas seus personagens principais fossem os dois protagonistas de “Bill & Ted: Uma Façanha Fantástica” (1989) e o filme tivesse o vista guerrilheiro de “Borat” (2006), de Sacha Baron Cohen?

Muito, esta não é uma questão formulada com frequência, mas a resposta é “Nirvanna the Band the Show the Movie”, uma comédia absurdamente criativa e orgulhosamente canadense.

O roteiro é de autoria dos seus dois protagonistas: Matt Johnson (que também é o diretor) e Jay McCarrol (que compôs a música do filme).

Eles usaram filmagens realizadas em 2008 e novas imagens das ruas de Toronto, unindo tudo em uma proeza em ritmo rápido sobre dois fanfarrões candidatos a superastros que viajam no tempo por acidente.

É um dos filmes mais idiotas do ano, mas também uma sincera enunciação de paixão à sua cidade natal e uma emocionada homenagem às amizades de longa data. (NB)

A reportagem não encontrou cinemas ou serviços de streaming que estejam exibindo o filme no Brasil.

4. “As Ovelhas Detetives”

Oriente delicioso híbrido de live-action e animação gerada por computador conta uma envolvente história apropriada para crianças, com uma lucidez e sagacidade que a tornam também cativante para os adultos.

Hugh Jackman participa somente do início do filme porquê George, um pastor gentil que lê romances de mistério para o seu rebanho todas as noites. Ele é assassinado e as ovelhas, inspiradas por todas aquelas histórias de detetive, se organizam para examinar as pistas e encontrar o homicida do seu estremecido George.

O elenco humano é hábil e corajoso, principalmente Nicholas Braun porquê o desastrado policial do vilarejo e Emma Thompson na pele da poderosa advogada da cidade.

Mas as ovelhas roubam a cena, com suas qualidades distintas, muitas vezes infantis. Julia Louis-Dreyfus oferece uma versão suave e emotiva porquê a voz de Lily, a ovelha favorita de George e a mais inteligente do rebanho.

Outros destaques ovinos são Chris O’Dowd porquê o melhor colega de Lily, Bryan Cranston no papel de um veterano cansado de guerra e Brett Goldstein porquê dois carneiros gêmeos.

Uma travessura cômica com um toque enamorado de mistérios aconchegantes, esta joia é uma das melhores e mais agradáveis surpresas do ano. (CJ)

“As Ovelhas Detetives” está disponível no Brasil na Amazon Prime Vídeo.

5. “Extermínio: O Templo dos Ossos”

Em 2002, o diretor Danny Boyle e o roteirista Alex Garland ajudaram a ressuscitar o subgênero apocalipse zumbi com “Extermínio”. Eles repetiram a ração em 2025 com “Extermínio: A Evolução” e esta sequência é ainda melhor.

Com roteiro de Garland e Nia DaCosta assumindo a direção, “Extermínio: O Templo dos Ossos” oferece todo o sangue e terror que se deseja de um filme de zumbis, além de ser uma maravilhosa idiossincrasia.

O filme constrói seus próprios mitos elaborados do terror popular; apresenta uma amizade improvável e hilariante, entre um gentil observador louco (Ralph Fiennes) e um canibal tosco (Chi Lewis-Parry); e é descompromissadamente britânico em suas referências, a inaugurar pela importuno incorporação de músicas de Duran Duran e Iron Maden ao seu rememorável vilão (Jack O’Connell), um líder cult inspirado pelo famoso apresentador de TV e criminoso sexual Jimmy Savile (1926-2011).

De traje, uma obra-prima excêntrica. (NB)

“Extermínio: O Templo dos Ossos” está disponível no Brasil na HBO Max, no Amazon Prime Vídeo, na Apple TV, na Simples TV+, no Google Play e no YouTube.

6. “A Sombra do Meu Pai”

Ambientado na Nigéria em 1993, leste filme de Akinola Davies conta a história de um pai e seus dois filhos pequenos, de forma magníloquo, calorosa e intensamente honesta, alternando graciosamente entre o pessoal e o político.

Em versão calma, possante e imensamente comovente de Sope Dirisu, o pai passa a maior secção do tempo fora de morada, trabalhando para sustentar a família.

Com intimidade perfeitamente afinada, a história o mostra em um único dia, levando seus filhos para Lagos, a maior cidade da Nigéria. Eles acompanham o pai até o seu lugar de trabalho, onde ele tenta receber o quantia que lhe é devido.

O dia gradualmente revela o tumultuado tecido de fundo da eleição presidencial do país, que tem os resultados anulados por uma ditadura militar.

O diretor e seu irmão, Wale Davies, escreveram o filme baseados vagamente nas suas memórias de puerícia, mas a obra vai aliás.

Vencedor do prêmio Bafta de melhor estreia de roteirista, diretor ou produtor britânico, o filme tomada de forma surpreendente o arrojado variegado de Lagos.

Sua narrativa sofisticada oferece o ponto de vista das crianças, mas também nos permite ver a preocupação do pai e os perigos à sua volta, com os militares nas ruas, em uma situação que podemos entender muito melhor do que os meninos.

Não há um passo em falso em todo o filme, desde o início até o seu comovente final. (CJ)

“A Sombra do Meu Pai” estará disponível no Brasil na Mubi a partir de 28 de agosto.

7. “Faceta de um, Venta de Outro”

A Pixar volta à velha forma, com um ilustração centrado, dinâmico e efervescente, fundamentado em um concepção tão idoso quanto a própria animação na tela grande: animais falantes.

A heroína de “Faceta de Um, Venta de Outro”, Mabel é uma estudante possante e determinada, cuja mente “salta” para um castor robótico. Oriente processo, de alguma forma, faz com que ela compreenda as conversas dos animais (por obséquio, não analise).

Mabel usa esta fantástica capacidade para reunir seus amigos peludos contra o prefeito corrupto. Mas o que acontece quando eles vão longe demais?

Pais, tenham zelo! O filme de Daniel Chong traz elementos assustadores mais para o final. Mas, de forma universal, o ilustração é uma proeza gloriosa, absurda e inteligentemente traçada, do alacridade de todos.

E também inclui o tipo de mensagem ambiental oportunidade que os filmes live-action, com pessoas de mesocarpo e osso, costumam evitar. (NB)

“Faceta de Um, Venta de Outro” está disponível no Brasil no Disney+.

8. “O Morro dos Ventos Uivantes”

A corajosa reinvenção do romance de Emily Brontë (1818-1848) por Emerald Fennell não se destina aos puristas da autora. Mas é uma abordagem revigorante do livro e um exemplo surpreendente da arte e da ousadia típicas da diretora.

Margot Robbie e Jacob Elordi interpretam de forma ardente os clássicos amantes Cathy e Heathcliff, feitos um para o outro, mas separados pelas classes sociais.

Sua conexão, no início, é claramente sexual, romântica e cáustica, porquê mostra a crueldade que eles costumam provar um ao outro. E, com esta crueldade, Fennell restaura a veemência frequentemente menosprezada pelas adaptações de Brontë.

Longe das embelezadas obras de estação, o visual do filme é um sedutor caleidoscópio de cores e voga.

Fennell inclui alguns momentos cômicos e, às vezes, se arrisca a passar dos limites, porquê quando mostra Heathcliff cavalgando e a peruca de Elordi voando ao vento. Mas estes excessos são um pequeno preço a remunerar por sua cobiça.

Por mais que brinque com os detalhes (e por que não? o livro ainda existe), Fennell tomada a forçoso e duradoura paixão de “O Morro dos Ventos Uivantes” e sua estação regida pelas classes sociais. (CJ)

“O Morro dos Ventos Uivantes” está disponível no Brasil na HBO Max, no Amazon Prime Vídeo, na Apple TV, na Simples TV+, no Google Play, no Mercado Play e no YouTube.

9. “Devoradores de Estrelas”

“Devoradores de Estrelas” é um filme de ficção científica incomum. Ele basicamente mostra as pessoas usando o cérebro para resolver problemas.

É verdade que uma dessas pessoas é um estrangeiro feito de rochas e, sim, existe uma sequência que mostra uma estirão no espaço repleta de ação. Mas os principais temas das mais de duas horas e meia de filme são o conhecimento, discussões e meticulosas pesquisas.

Parece uma abordagem seca e acadêmica, mas fique tranquilo. “Devoradores de Estrelas” é tocante, inspirador e surpreendentemente engraçado.

Apropriado de um romance de Andy Weir (o mesmo responsável de “Perdido em Marte”), sua direção está a incumbência de Phil Lord e Christopher Miller. Eles transformam uma narrativa complicada e potencialmente sombria em um longa com ritmo rápido e tão entusiasmado quanto seu sucesso de animação “Uma Façanha LEGO” (2014).

Paralelamente, Ryan Gosling traz todo o seu charme bobão, no papel de um biólogo desmemoriado que tenta salvar o mundo. (NB)

“Devoradores de Estrelas” está disponível no Brasil no Amazon Prime Vídeo, na Apple TV, na Simples TV+, no Google Play e no YouTube.

10. “Dois Procuradores”

Oriente drama excitante do aclamado diretor ucraniano Sergei Loznitsa se passa em 1937, no auge da purga dos inimigos políticos de Josef Stalin (1878-1953), e reflete o crescente autoritarismo existente hoje em dia.

O herói do filme é Kornyev, um jovem legista ideólogo soviético. Ele recebe uma mensagem secreta escrita com sangue por um prisioneiro político idoso, que deseja revelar as torturas que ele e tantos outros vinham sofrendo.

O filme se desenrola com uma misteriosa calma e a sensação de um thriller mantido em banho-maria.

Acreditando ingenuamente que ainda é provável, Kornyev visitante o prisioneiro e tenta driblar os administradores corruptos da prisão, além dos seus próprios patrões, para expor a injustiça.

A curso de Loznitsa inclui documentários e longas-metragens. Ele traz o olhar de um rabi para esta história visceral e angustiante.

Enquanto Kornyev aguarda na austera sala de espera do gestor da prisão, a cena transmite a claustrofobia e o terror daquele período. É somente o início de uma tensa jornada, cada vez mais kafkiana, que tomada as garras diárias inescapáveis da ditadura. (CJ)

“Dois Procuradores” está disponível no Brasil no Telecine, no Amazon Prime Vídeo, na Simples TV+, no Google Play e no YouTube.

11. “Refém por um Fio”

O thriller com humor ácido de Gus Van Sant conta a história real, mais estranha que a ficção, de Tony Kiritsis (1932-2005), de Indianápolis (EUA). Ele sequestrou o corretor hipotecário que, segundo ele, seria o responsável pelas suas dificuldades financeiras.

Kiritsis ganhou alguma notoriedade ao telefonar para uma emissora de rádio lugar, informando aos ouvintes seu estado de espírito.

O circo da mídia e a ambientação nos anos 1970 são reminiscências do clássico “Um Dia de Cão” (1975), de Sidney Lumet. Talvez por isso, o planeta daquele filme, Al Pacino, tem um pequeno papel em “Refém por um Fio”.

Mas quem conduz o filme atual é Bill Skarsgård, com sua magnífico versão do sequestrador empunhando a arma. Ele acrescenta humor sem razão e paixão a uma situação palpitante.

Cabe ao testemunha determinar com quem irá se identificar, se com Kiritsis ou com seu traumatizado refém (Dacre Montgomery). (NB)

“Refém por um Fio” estreia nos cinemas brasileiras no dia 20 de agosto.

12. “O Drama”

Ver Zendaya e Robert Pattinson em uma comédia romântica, interpretando o parelha Emma e Charlie, por só, já seria recreativo.

Mas esta comédia dramática propositadamente provocadora de Kristoffer Borgli se afasta completamente dos encantadores estágios iniciais, quando Emma revela a Charlie um sigilo obscuro uma semana antes de seu tálamo.

A ousada decisão do cineasta talvez não tivesse funcionado com atores menos hábeis e carismáticos. Mas esta dupla enfrenta lindamente as mudanças de rumo da história.

Zendaya oferece a Emma uma sinceridade tocante e Pattinson faz com que os nervos agitados de Charlie sejam totalmente compreensíveis, quando ele começa a imaginar, não sem motivo, se estaria a ponto de se matrimoniar com uma sociopata.

Mesmo antes do lançamento do filme, os detalhes da confissão de Emma causaram reações negativas, com comentários de que o filme estaria trivializando uma questão muito séria. Mas os personagens estão conscientes da sua seriedade e não ficariam tão horrorizados se não fosse assim.

Propositadamente ou não, esta é uma obra rara, que serve de exemplo do imenso poder dos astros de Hollywood e traz um glosa provocador sobre uma questão polêmica e problemática. (CJ)

“O Drama” está disponível no Brasil no Amazon Prime Vídeo, na Simples TV+, no Google Play e no YouTube.

Oriente texto foi originalmente publicado cá.

Folha

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