O levantamento Práticas de aferição de idade em 25 serviços digitais usados por crianças no Brasil, de 2025, revela que 84% dos serviços digitais mais usados por crianças no Brasil não verificaram a idade no momento da geração da conta, correspondente a 21 das 25 plataformas analisadas.
A veras destacada na pesquisa é anterior à Lei do Regime Do dedo da Rapaz e do Juvenil (ECA Do dedo), que começou a valer no Brasil nesta terça-feira (17).
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Estudo
O estudo inédito foi realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). A versão preparatório foi divulgada durante o Seminário ECA Do dedo – Proteção de Crianças e Adolescentes: Perspectivas Globais e Multissetoriais para a Implementação da Lei, nesta quarta-feira (18), em Brasília.
Os serviços avaliados incluem os específicos para crianças, uma vez que o Youtube Kids, e outros que podem ser acessados por esse público, uma vez que redes sociais, mensageria (WhatsApp e outros), perceptibilidade sintético generativa e jogos online.
Também foram investigados os serviços destinados a adultos, sites de apostas, de relacionamentos e lojas virtuais de aplicativos.
Na maioria dos casos analisados, a aferição de idade ocorreu posteriormente, para liberar funcionalidades específicas, uma vez que transmissões ao vivo ou monetização.
ECA Do dedo
O ECA Do dedo ou Lei Felca é voltada à proteção de crianças e adolescentes no envolvente do dedo, uma vez que redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a esse público.
Entre as regras estabelecidas pela novidade lei está a proibição da simples autodeclaração de idade, geralmente informando a data de promanação ou marcando uma caixa de seleção.
Na prática, a plataforma não pode encarregar somente na termo de quem está configurando a novidade conta.
A partir desta semana, a novidade legislação determina a supervisão parental e que os serviços de tecnologia da informação adotem mecanismos de aferição de idade para aproximação aos conteúdos e uso de seus produtos e serviços.
Verificação
O estudo revela que quase metade das plataformas, ou seja, 11 de 25, incluindo redes sociais e IA generativas (Gemini e ChatGPT), usa empresas terceirizadas para fazer essa checagem em qualquer momento de navegação do usuário: na orifício do cadastro, em aferição ulterior para acessar determinados recursos ou se for detectada alguma atividade suspeita.
O envio de documento solene é o método de verificação mais geral feito por 13 dos 25 serviços analisados.
Para prezar a idade sem documentos, o uso de selfies (foto ou vídeo) é a prática de 12 das plataformas estudadas.
Outros métodos, uma vez que cartão de crédito, endereço de e-mail e consentimento parental, também são usados para verificação da idade.
Idade mínima
O estudo constata que a proteção de crianças e adolescentes ainda é reativa e fragmentada. A verificação da idade varia conforme o padrão de negócio.
A estudo dos especialistas encontrou discrepâncias nas idades mínimas informadas ou recomendadas pelos próprios serviços e as idades exigidas pelas lojas de aplicativos.
Nos jogos online, embora a idade mínima exigida varia de 13 anos (Minecraft e Fortnite, por exemplo) a 18 anos (uma vez que Roblox e PlayStation), a proteção é baseada em ferramentas de supervisão parental e configurações por filete etária.
As lojas de aplicativos (Apple Store e Google Play) relatam idades mínimas de 13 a 16 anos. Porém, não barram o aproximação no cadastro, limitando-se a oferecer recursos de controle para que os pais e responsáveis monitorem os downloads.
Para acessar qualquer rede social (Facebook, Instagram, X, YouTube e Discord), o usuário deve ter pelo menos 13 anos.
Mas, as redes não conferem a idade no cadastro, adotam a autodeclaração e permitem a autorização parental para funcionalidades e conteúdos o até usuário aquém da idade mínima indicada completarem 18 anos.
Oficialmente, o serviço de mensageria WhatsApp exige 13 anos para uso do serviço de mensageria. Na prática, o aproximação é permitido somente com vinculação a número de uma traço de celular, sem nenhuma solicitação de informação sobre a idade do usuário.
As redes de marketplace (uma vez que Mercado Livre e Amazon) voltadas a adultos estabeleçam idade mínima de 18 anos. No entanto, a barreira da idade é facilmente contornável, porque o sistema considera válida a autodeclaração no momento do cadastro e não exige a aferição da idade.
Em casos de combate a fraudes financeiras, a verificação da identidade é feita posteriormente.
Os serviços relacionados à pornografia consideram somente a autodeclaração para o caso de usuários espectadores. Mas, se o usuário quiser carregar (upload) conteúdos para seu dispositivo lugar (computador, celular) será cobrada a comprovação da idade.
Atualmente, a veras é de porta de ingresso ocasião nos serviços de relacionamento, porque a maioria não exige prova de idade no cadastro, confiando somente na autodeclaração do usuário.
O bloqueio ou a exigência de documentos somente ocorre de forma proativa quando o sistema detecta comportamento suspeito ou denúncias de que o perfil pertence a um menor de 18 anos.
Os sites de apostas são os únicos que apresentam rigor inicial e já exigem a aferição se o internauta tem 18 anos logo no cadastro. As chamadas bets usam serviços terceirizados para aferição da idade do apostador.
No contexto dos serviços digitais voltados especificamente para o público infantil, o estudo revela um padrão de aproximação mais maleável. Utiliza-se somente um mecanismo simples de estimativa etária, geralmente um repto matemático essencial de soma de números.
Nessa lógica, se o usuário consegue resolver a conta, ele tem maturidade cognitiva suficiente para ser o responsável.
Ações
O mapeamento concluiu que somente oito dos 25 serviços digitais declaram atuar proativamente na identificação de usuários aquém da idade mínima.
Em caso de descumprimento de política de idade mínima, a suspensão da conta é relatada pelas plataformas uma vez que a principal sanção, o que ocorreu em 17 do totalidade de serviços pesquisados.
No entanto, não é prática universal a exclusão de dados posteriormente suspensão da conta do usuário que não cumpriu a regra. Unicamente três empresas o fizeram.
Supervisão
Sobre a supervisão da família de crianças e adolescentes, os dados do levantamento revelam que, embora a maioria dos serviços analisados (60%, ou 15 dos 25) já disponibilize mecanismos de controle para pais e responsáveis, o funcionamento dessas ferramentas ainda é passivo.
Em 14 dos 15 serviços que oferecem o recurso, a proteção não vem ativada por padrão.
Na prática, isso significa que a segurança exige que os pais ou responsáveis tomem a iniciativa de buscar, configurar e acionar ativamente as ferramentas dentro das plataformas para prometer o monitoramento dos menores.
Transparência
Unicamente seis dos 25 serviços disponíveis publicaram relatórios de transparência com recorte sobre o Brasil.
O estudo aponta que somente um relatório de transparência tem dados sobre a emprego da política de idade mínima no Brasil.
Além das barreiras técnicas, o estudo destaca a dificuldade de compreensão das regras de uso devido a informações incompletas, dispersas em dezenas de páginas e fragmentadas, redirecionamento para links quebrados, além de textos com as políticas de uso sem tradução para a língua portuguesa.
O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) informou que deve disponibilizar, em breve, a versão completa do estudo Práticas de aferição de idade em 25 serviços digitais usados por crianças no Brasil.
