Em meio a uma disputa com o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) por uma propriedade em Baía dos Reis, o atacante Richarlison atravessa um momento de baixa e de incerteza dentro dos gramados.
Centroavante titular da seleção brasileira de Tite na Despensa do Mundo de 2022, no Qatar, e responsável do gol eleito pelos torcedores o mais bonito do torneio, na estreia contra a Sérvia, o jogador de 29 anos sequer foi chamado por Carlo Ancelotti para o Mundial de 2026 na América do Setentrião e também não faz segmento dos planos do treinador italiano Roberto De Zerbi, do Tottenham, da Premier League, para a recém-iniciada temporada europeia 2026/27.
Posteriormente o time do setentrião de Londres disputar contra o rebaixamento nas duas últimas temporadas, salvando-se da segunda subdivisão de forma dramática somente na última rodada na temporada 2025/26, o desportista deixou simples à diretoria que gostaria de ser negociado.
Durante a intertemporada europeia, ele chegou a pedir publicamente para ser negociado ao Everton, clube de Liverpool que defendeu por quatro temporadas antes de chegar ao Tottenham, em julho de 2022.
“Sempre deixei simples, em todas as oportunidades, que uma saída minha para outro lugar teria também de ser boa para o clube. Se não fosse, eu nunca aceitaria, uma vez que não aceitei quando tudo cá estava desmoronando e precisaram de mim. Eu fiquei e dei minha vida. Logo, espero que tratem a minha situação com o mesmo saudação que eu sempre tive pelos Spurs e por todas as pessoas que trabalharam comigo neste período. Só não queiram resolver por mim”, escreveu o centroavante em publicação nas redes sociais no termo de agosto.
“Se entrarem em um convénio entre Spurs e Everton, eu volto pro meu time do coração. Minha intenção era, sim, voltar ao lugar onde fui muito feliz. Só que as negociações eram do jeito que as pessoas queriam. E não vai ser desse jeito mais. Apesar desse tumulto, eu tenho contrato com os Spurs e estarei à disposição do clube”, acrescentou.
Sem um convénio para voltar ao Everton, Richarlison também recebeu sondagens do Trabzonspor, time turco que ganhou os holofotes recentemente por contratar o atacante egípcio Mohamed Salah e o volante brasílico Fabinho, e esteve perto de jogar no Vasco.
Torcedor enunciado do cruz-maltino, o atacante sinalizou que gostaria de atuar pelo time no Brasil por empréstimo em um contrato de curta duração, somente até dezembro, com a intenção de voltar ao exterior em 2027.
O negócio, todavia, também acabou não sendo concretizado porque o Tottenham já havia chegado ao limite de seis atletas emprestados para clubes de outras ligas, conforme regras estabelecidas pela Premier League.
“Estivemos muito perto de eu assinar com o Vasco. Meu time do coração, time de toda minha família. Foi por pouco”, afirmou o jogador.
Sem conseguir encontrar um novo clube, o atacante capixaba proveniente de Novidade Venécia chegou a atuar entre os titulares na estreia do Tottenham na Premier League, na itinerário por 3 a 0 para o Brentford, no dia 22 de agosto.
Desde portanto, não voltou mais a ser relacionado por De Zerbi para partidas da Premier League ou das Copas locais. O treinador inclusive já deixou simples que não conta com o brasílico neste momento. “Richarlison não vai jogar mesmo estando disponível”, declarou o treinador.
Para poder manter o ritmo de jogo, Richarlison atuou pela equipe sub-21 do Tottenham no último dia 13 de outubro, em jogo contra o Cheltenham Town pelo torneio Jersey Mike’s Trophy. Marcou um dos gols no empate por 2 a 2 no tempo regulamentar, fazendo a propriedade comemoração imitando um pombo, e converteu sua cobrança na disputa de pênaltis, vencida pelo Cheltenham por 7 a 6.
Com contrato com o Tottenham até junho de 2027, e a possibilidade de assinar um pré-contrato com outro clube a partir de dezembro, o jogador também teve seu nome relacionado ao Galatasaray, da Turquia.
Enquanto aguarda uma definição sobre seu porvir, Richarlison tenta reaver uma propriedade de luxo em Baía dos Reis. Segundo o jogador, o imóvel foi tomado “na mão grande” pelo senador Flávio Bolsonaro, por meio de manobras judiciais, posteriormente ele se negar a negociar.
O terreno é de propriedade da União. O que Richarlison havia comprado era o recta de ocupação da propriedade Segundo ele, foi feito um investimento de tapume de R$ 10 milhões dele junto a outros parceiros.
Logo posteriormente Richarlison ter adquirido a posse do imóvel, surgiram pessoas interessadas em comprá-lo. Entre elas estava Flávio Bolsonaro, segundo o jogador. “Porquê eu não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça”, afirmou o desportista nas redes sociais neste sábado (17).
Segundo Richarlison, o jurisconsulto Willer Tomaz e Flávio entraram diretamente na SPU (Secretaria do Patrimônio da União) com o pedido de regularização do imóvel em obséquio do senador.
A disputa pelo casarão —equipado com cascata pessoal e situado próximo ao aeroporto da região costeira do Rio de Janeiro— estende-se desde 2020. O desportista e seus sócios negociaram a compra do imóvel, mas foram surpreendidos em 2022 por um mandado de reintegração de posse movido pela empresa M Locadora, representada por um jurisconsulto associado a Willer Tomaz.
Em manifestações anteriores sobre o caso, o senador Flávio Bolsonaro negou qualquer atuação irregular, afirmando manter somente relação de amizade com Willer Tomaz.
O jurisconsulto sustentou que adquiriu legalmente os direitos sobre o terreno e desembolsou R$ 5 milhões para regularizar pendências fiscais do imóvel, classificando os antigos ocupantes uma vez que invasores. Ele chegou a desafiar Richarlison a apresentar documentos que comprovassem seu vínculo com a propriedade. “Se forem válidos, Willer Tomaz transfere a ele os direitos sobre o imóvel sem cobrar um centavo.”





