Entrevista: Seo In-guk e Park Ji-hyun estrelam k-drama – 01/07/2026 – K-cultura
Mesmo de coração partido e exausta, Ji-yoon nunca se atrasa para o trabalho. Por fim, ainda que o funcionário ligeiro um ghosting, fique doente ou até alguém morra, ele deve espancar o ponto no dia seguinte, diz ela. No meio da rotina puxada, porém, a personagem encontra uma esperança ao saber um colega da empresa.
A trama é de “Te Vejo no Trabalho!”, novo k-drama do Prime Video. O romance de escritório, sub-gênero popular das séries sul-coreanas, surgiu de um webtoon (história em quadrinhos) de sucesso. Mesmo que retrate a vida corporativa de forma ligeiro, a comédia romântica traz o revérbero de um cenário real da Coreia do Sul, onde tarefa é fator social determinante.
No dia a dia da empresa de eletrônicos fictícia em Seul, os funcionários trabalham até permanecer cansados e precisam mourejar com chefes que gritam. A jerarquia deve ser respeitada, horas-extras são esperadas e uma falta ou folga é vista uma vez que fraqueza. Não há espaço para deixar o rendimento ser afetado por questões pessoais.
Às vezes, ficamos esgotados e entediados de repetir o que fazemos no trabalho, diz o protagonista Seo In-guk. “Pode parecer que não há zero de novo, mas acho que chega um momento na sua vida profissional em que você conquista um tanto que se propôs a ocupar ou é reconhecido pelo seu trabalho difícil, e isso te dá uma felicidade tão grande que sinto que vale a dedicação”, ele reflete.
O ator e cantor de 38 anos já é um galã de k-dramas reconhecido pelas fãs brasileiras dessas produções. Ele, inclusive, veio a São Paulo duas vezes para fanmeetings, em 2024 e em março deste ano. Em ambas as datas, esgotou todos os ingressos.
Para transbordar depois do expediente, a protagonista interpretada por Park Ji-hyun segue um ritual. Ela bate o ponto na hora certinha, desliga as notificações do celular e curte um “chimaek”, combo de frango frito (“chi”, de “chicken”) com cerveja (“maekju”, em coreano). Usando luvas para não lambuzar as mãos, ela come e bebe com paladar. É a única coisa que a motiva a continuar, desabafa a exegeta sênior.
Esse, na verdade, é um hábito super geral no cotidiano dos sul-coreanos. “Frango frito com cerveja é um tanto muito inseparável dos trabalhadores coreanos, mormente funcionários de empresas”, afirma Park. Outra combinação favorita é samgyeopsal (ventre de porco grelhada) com soju.
“Frango frito para nós é uma vez que comida para a espírito. É inseparável das nossas vidas diárias”, reforça Seo. Ele conta que, durante as filmagens, a dupla chegou a manducar o quitute dentro do coche deles.
A atriz confessa que não costuma ingerir tanto. Uma das suas formas de relaxar ao terminar um dia de gravação é jogar videogame ou ver a um drama em morada. Já o ator diz que curte ingerir ocasionalmente e, além de “chimaek”, pizza com uísque é outra pedida que gosta.
Esses momentos de prazer em meio à rotina cansativa são fundamentais para continuar seguindo em frente, afirmam os atores. “Além do trabalho, acho que o mais importante é prometer que você reserve um tempo para si para recarregar as energias”, diz Seo. “Esse tempo que você suplente para si também é o que te motiva a ser ainda melhor na sua curso profissional.”
Park conta que eram os hobbies que cultivava e o tempo que tirava para ela que a mantinham firme quando não tinha qualquer projeto. “Quando você não está trabalhando, às vezes a sofreguidão aparece e você começa a duvidar se está crescendo uma vez que pessoa. Sinto que sem esse tempo e os hobbies, eu não estaria onde estou hoje”, reflete.
A atriz de 31 anos está prestes a completar uma dez de curso na atuação. Ela é conhecida por k-dramas uma vez que “As Células de Yumi”, na qual interpreta uma personagem apaixonada pelo patrão, e filmes uma vez que “Gonjiam: Hospital Maldito” (2018), de Jung Bum-shik, que se tornou uma das maiores bilheterias de terror do país asiático.
Sua protagonista ensaia pedir exoneração, mas aguenta para remunerar os boletos. As coisas mudam quando ela conhece o gerente Si-woo, denominado de “Sr. Três Não”: não sorri, não pede desculpas e não é gentil. Ele é viciado em trabalho e raramente socializa. Essa frente esconde um coração partido, e ele também reluta em se penetrar novamente a um romance.
Seo revive seu último papel, outro funcionário taciturno e workaholic, que amolece ao se gostar pela colega de empresa, em “Namorado Sob Demanda”. Na série lançada em março pela Netflix, a fuga da rotina corporativa é uma instrumento de veras virtual que oferece dates perfeitos, à lá “Black Mirror”.
A primeira sensação quando Ji-yoon e Si-woo se cruzam não é boa: eles discordam e discutem sobre uma tarefa. Mas o desentendimento dura pouco e eles logo desenvolvem uma queda pelo outro. Ou por outra, precisarão trabalhar na mesma equipe.
“Si-woo e Ji-yoon são personagens que estão em extremos opostos do espectro. No entanto, o que compartilham é que são apaixonados pelo trabalho. Sempre trabalham muito duro e dão o seu melhor”, diz Park sobre a dupla. Isso ajuda a explicar a química entre os dois e uma vez que “eles crescem para permear a vida um do outro”, completa.
Os personagens precisam um do outro, resume Seo. Os atores, que contracenam pela primeira vez, tentaram focar nessa dinâmica ao edificar a relação do parelha, diz ele.
Com pouco mais de uma hora, os 12 episódios são liberados no Prime Video em levas: um às segundas, outro às terças.
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