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EUA:Parlamentares querem combater efeito da IA no trabalho 24/10/2026
Tecnologia

EUA:Parlamentares querem combater efeito da IA no trabalho – 24/10/2026 – IA


Washington

| The New York Times
A rápida subida da perceptibilidade sintético alimentou temores de que computadores poderosos possam um dia substituir os seres humanos, deixando milhões de americanos sem ofício e sem renda fixo.

É um cenário apocalíptico, que poderia sobrecarregar a capacidade do governo de amparar o efêmero crescente de desempregados. E a mera possibilidade já chamou a atenção do Congresso, onde parlamentares começam a indagar formas de fortalecer a rede de proteção econômica do país antes que seja tarde demais.


Robôs humanoides demonstrando trabalho em uma linha de produção de smartphones em conferência na China

–
Tingshu Wang – 19.ago.26/Reuters

Nos últimos meses, democratas e republicanos apresentaram uma série de projetos de lei destinados a recompensar as possíveis perdas de empregos decorrentes do progressão da IA. As propostas variam em alcance e dispêndio, mas, em conjunto, refletem uma consumição cada vez maior em Washington de que o governo esteja retardado nos preparativos para uma ampla transformação tecnológica.

A proposta mais recente deve ser apresentada na próxima semana: um projeto de democratas, entre eles o senador Ron Wyden, do Oregon, principal representante de seu partido na percentagem do Senado responsável pela elaboração de normas tributárias, que ampliaria significativamente o programa de seguro-desemprego do país.

Os atuais benefícios do seguro-desemprego cobrem uma parcela dos salários dos americanos sem trabalho, em universal por até 26 semanas. Pelo projeto de Wyden, o Congresso forneceria ajuda suplementar em períodos de desemprego saliente. Ou por outra, haveria até 26 semanas extras de assistência para ajudar pessoas que perderam o ofício em razão da tecnologia a comprar novas competências.

O projeto inclui outras melhorias em um programa federalista importante da rede de proteção social, cujas fragilidades ficaram evidentes —e em grande secção não foram resolvidas— durante a pandemia. Com a IA, disse Wyden, torna-se cada vez mais urgente emendar essas deficiências, enquanto o país se prepara para “um dos maiores impactos econômicos sobre a economia na história dos Estados Unidos”.

“Acho que seria uma irresponsabilidade não nos prepararmos, porque estamos em uma situação na qual muitos cidadãos sentem o temor crescente de perder o ofício para a IA”, afirmou. “E o Congresso tem a responsabilidade de ajudar o país a se preparar.”

A chegada da IA representa um teste político decisivo para a capital americana, onde formuladores de políticas, marcados pela ramificação, demoram a agir, exceto em momentos de crise. Essa dinâmica contrasta com o ritmo vertiginoso do desenvolvimento no Vale do Silício, onde muitos acreditam que a IA possa prenunciar transformações econômicas rápidas e profundas.

Ao falar em uma conferência global neste mês, um dos cofundadores da Anthropic disse que a produção dos Estados Unidos poderia crescer quase 50% até 2030. Mas o CEO da mesma empresa, Dario Amodei, combinou previsões otimistas de prolongamento com alertas mais sombrios de que a IA poderia virar de cabeça para grave a vida de milhões de trabalhadores.

Por enquanto, os economistas não veem evidências de que a IA tenha demudado o mercado de trabalho em grande graduação. Ainda assim, começam a surgir alguns “obstáculos à contratação relacionados à IA”, segundo um relatório divulgado nesta semana pelo Goldman Sachs, que constatou que a tecnologia contribuiu recentemente para um prolongamento do ofício inferior do esperado em alguns setores mais suscetíveis a mudanças tecnológicas.

Martha Gimbel, diretora-executiva do Yale Budget Lab, ressaltou que os sinais ainda não indicam que a IA esteja produzindo um efeito macroeconômico. Mas também destacou que o trabalho de mensurar essas mudanças em tempo real era “historicamente incomum” e difícil.

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“No auge da Revolução Industrial, as pessoas não estavam tentando pressupor se os tecelões já haviam sido substituídos”, disse ela.

A incerteza começou a invocar a atenção em Washington, onde democratas e republicanos encontraram um ponto em generalidade na teoria básica de que o governo deve buscar maneiras melhores de medir os efeitos da IA.

Um desses projetos, elaborado pelos senadores Josh Hawley, republicano do Missouri, e Mark Warner, democrata da Virgínia, exigiria que as empresas fornecessem informações mais abrangentes sobre demissões relacionadas à IA.

“Na verdade, acredito que, em um horizonte mais longo, de cinco anos ou mais, a IA provavelmente criará categorias inteiramente novas de empregos”, disse Warner. “Mas o que isso significa nesse pausa? E ainda não temos dados de qualidade.”

Apesar do pedestal bipartidário, o projeto e outras medidas semelhantes estão parados no Capitólio, onde os republicanos, na maioria, seguiram o presidente Donald Trump ao adotar uma abordagem de não mediação em relação à IA.

Bret Swanson, profissional em tecnologia da Heritage Foundation, de orientação conservadora, disse que a resistência talvez decorra do roupa de os republicanos não quererem fazer zero que possa “prejudicar esses enormes investimentos em IA, que estão sustentando uma economia que, de outro modo, talvez estivesse enfrentando turbulências”.

Segundo Swanson, isso afetou até mesmo o debate sobre as implicações para os trabalhadores, que poderia “invocar a atenção para os aspectos negativos” da IA aos olhos de uma população cética.

Os principais assessores de Trump rejeitaram qualquer sugestão de que a IA possa provocar demissões em tamanho. Em contraste, muitos democratas ainda veem o desemprego em larga graduação uma vez que uma prenúncio crescente e, em resposta, as lideranças do partido vêm propondo medidas destinadas a ajudar os americanos afetados pelas mudanças tecnológicas.

A lista de projetos inclui uma iniciativa do senador Mark Kelly, democrata do Arizona, para tributar os lucros das gigantes da tecnologia e produzir um novo fundo federalista. O fundo ajudaria a financiar benefícios e capacitação para trabalhadores que perderam seus empregos.

Outra proposta, apresentada por parlamentares entre os quais o deputado Greg Matrimoniar, democrata do Texas, tributaria empresas de tecnologia e destinaria os recursos a investimentos em infraestrutura capazes de gerar empregos.

Wyden disse confiar que a reação contrária à IA estava “começando a perfurar os olhos de algumas pessoas” no Vale do Silício. Mas reconheceu que as empresas de IA não apoiaram sua novidade proposta, chamada Lei de Firmeza e Oportunidade para os Trabalhadores.

A medida conta com o pedestal de outros democratas, entre eles Michael Bennet, do Colorado, Elizabeth Warren, de Massachusetts, e Chuck Schumer, de Novidade York.

Se reconhecido, o projeto elevaria o valor mínimo do seguro-desemprego, que varia de um estado para outro, mas, em média, cobre menos da metade da renda anterior dos trabalhadores, segundo defensores do programa. Também ampliaria o grupo de pessoas aptas a receber o auxílio.

Por enquanto, a proposta não tem uma estimativa solene de dispêndio, e Wyden não incluiu uma manadeira de recursos para custear os benefícios, atualmente financiados por tributos sobre a folha de pagamento dos empregadores.

Em outros projetos, ele defendeu a tributação das gigantes da tecnologia e de seus centros de dados uma vez que forma de prometer que “as grandes empresas façam sua secção” para recompensar os custos que geram.

Ainda assim, Wyden acrescentou, referindo-se à novidade iniciativa legislativa: “Há muito trabalho a fazer”.



Folha

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