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Faustão fala sobre recuperação e descarta retorno à TV
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Faustão fala sobre recuperação e descarta retorno à TV – 16/09/2026 – Ilustrada

O apresentador Fausto Silva, o Faustão, 76, afirmou que não tem planos de voltar à TV em uma longa e rara entrevista a Pedro Bial, na noite desta terça-feira (15), na Mundo, emissora que ele deixou há cinco anos depois três décadas na emissora.

“Não tenho zero mirabolante”, disse sobre os planos para o horizonte. ‘É curtir a vida, viajar o sumo que puder e aproveitar a convívio com a mulher e os filhos”.

Faustão chamou de milagre a sobrevivência a quatro transplantes —um de coração, dois de rim e um de fígado. Ele lembrou que passou a maior secção dos últimos anos em internações hospitalares e disse que ainda está em recuperação, em um processo que inclui a prática de musculação, fisioterapia e tai chi chuan.

Bial conduziu uma retrospectiva da curso do apresentador, a exemplo do que acontece com outros grandes nomes da TV brasileira que participam do programa. O entrevistador foi recebido na lar de Faustão.

Uma das lembranças foi sobre o primeiro palavrão depois a estreia na Mundo, em março de 1989, no Domingão do Faustão, com o humorista Bussunda na plateia.

O apresentador confirmou seu estilo irreverente, já divulgado do Perdidos na Noite, na Band, em menos de um minuto na tela global.

Antes disso, ele havia conversado com Roberto Marítimo, presidente das Organizações Mundo, sobre a linguagem que o popularizou. “Quando eu falo pentelho, estou falando no adjetivo, não no substantivo”, explicou.

Segundo ele, o empresário compreendeu e nunca o reprimiu.

O Conversa com Bial recordou também cenas históricas, porquê a do dia em que uma churrasqueira ligada por controle remoto pegou queimada, ao vivo, em pleno palco do “Domingão”, e o apresentador criou o bordão “tá pegando queimada, bicho”. Em seguida, chamou os bombeiros.

Ficaram de fora polêmicas porquê a do sushi erótico, de 1997, em que modelos nuas apareceram na tele cobertas somente com iguarias da culinária japonesa degustadas por convidados porquê Márcio Garcia e Oscar Magrini. O caso teria chocado a direção da Mundo.

Com 62 anos de uma curso iniciada no rádio, ele disse não sentir falta do trabalho e destacou a possibilidade de conviver com os três filhos -Lara, João Guilherme e Rodrigo- depois se aproximar da morte.

Ele afirmou que o seu legado depois 33 anos anos na Mundo foi a formação de profissionais que hoje ocupam cargos de direção na emissora.

“É lítico ajudar a melhorar o trabalho para todo mundo. Isso não é questão de ser bonzinho, é ser inteligente. Você cria um clima melhor para o trabalho”, disse.

Na período do Perdidos da Noite, considerado um programa de auditório inovador e engraçado, Faustão chegou a receber agradecimentos do CVV (Núcleo de Valorização da Vida) porque o número de ligações diminuía enquanto ele estava no ar.

O apresentador contou que atualmente assiste programas esportivos, jornalísticos, séries e filmes.

Faustão afirmou que precisou treinar a paciência depois o transplante de coração, em 2023, seguido de várias complicações na saúde. “Fui doutrinado, ou melhor, educado a ter resiliência”.

Ele deu a entrevista escoltado do cardiologista Fernando Bacal, que o atendeu depois uma viagem aos Estados Unidos e constatou a premência urgente de transplante de coração.

Faustão foi internado na UTI do Einstein Hospital Israelita porquê paciente prioritário para o transplante. De harmonia com o médico, a fileira segue critérios de compatibilidade sanguínea, sisudez e tempo de espera.

No caso do apresentador, ele dependia de medicação e aparelhos para sobreviver e esperou muro de um mês pelo novo coração, no “ponta do corvo”, porquê disse o próprio Faustão.

Bacal reforçou que a fileira de transplantes no Brasil é única e gerenciada pelo Ministério da Saúde. De harmonia com ele, 45% das famílias aceitam a doação de órgãos no país e o ideal seria chegar a 80% para atender a todos os pacientes. Hoje há 50 milénio pessoas no Brasil esperando um transplante.

“Um doador pode doar até seis, sete órgãos. É impressionante. Além de ser uma prova de paixão, consegue dar vida para cinco, seis pessoas”, afirmou Faustão.

O cardiologista disse que o apresentador ajuda a mostrar a seriedade do programa de transplantes no país e estimula a doação de órgãos.

“Ter um paciente porquê o Fausto, com todo o histórico de saúde, é um orgulho para a medicina brasileira. Se eu puder expressar para a população sobre o que ele nos deixa, é [a possibilidade] de falar sobre a doação de órgãos. É um grande legado”, afirmou.

Folha

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