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'Fazer o facão': entenda esse e outros termos do futebol
Esporte

‘Fazer o facão’: entenda esse e outros termos do futebol – 14/07/2026 – Esporte

Quem assiste aos jogos da Despensa do Mundo de 2026 já se deparou com jargões pouco explicativos do futebol moderno, nas falas de comentaristas ou analistas do esporte.

“Fazer o facão”, “guerrear o espaço” e “jogar entre as linhas” são três exemplos do que o linguajar dos boleiros tem a oferecer durante as narrações das partidas ou num simples bate-papo no pós-jogo —a “resenha”, para ambientar o leitor.

Para facilitar a compreensão do público, a Folha preparou mais um léxico de expressões do futebol, para quem quer escoltar os dois jogos da semifinal, a disputa pelo terceiro lugar e a grande decisão do Mundial da Fifa, marcada para às 16h de domingo (19), no MetLife Stadium, em Novidade Jersey.

FAZER O FACÃO

Apesar de não inventar a indumentária do esporte, o facão está presente na movimentação tática dos jogadores de futebol. O termo se refere ao movimento em oblíquo de um desportista que está sem a globo, de preferência pelas costas de um ou mais jogadores de resguardo do outro time —também chamados marcadores ou zagueiros.

O cenário mais geral é um meia-atacante ou um ponta (esquerda ou direita) “trinchar” a traço de resguardo adversária —saindo da extremo do campo em direção à tira medial— para receber a globo de frente para o gol do oponente. O deslocamento rápido e sorrateiro, em oblíquo, foi chamado de facão.

JOGAR ENTRE AS LINHAS

Esqueça as faixas brancas do gramado —a ação se relaciona com a formação do opositor, e porquê tirar proveito dos espaços no campo. Grosso modo, os jogadores se dividem em três linhas principais: de resguardo, do meio-campo e do ataque. A depender do esquema tático, a intervalo entre as linhas varia.

Os meias e atacantes mais talentosos costumam atuar entre a traço de meio-campistas e a de defensores. Ali, recebem passes e põem à prova o sistema defensivo opositor. Dribles desconcertantes ou passes que deixam os companheiros na frente do goleiro costumam nascer assim.

Na prática, os espaços nem sempre são óbvios e exigem visão de jogo e desembaraço para pensar e executar as jogadas.

ATACAR O ESPAÇO

É segmento da função dos jogadores quando estão sem a globo. O termo ainda se relaciona com os dois conceitos anteriores de “jogar entre as linhas” e “fazer o facão”, mas não se restringe a eles.

Ao “guerrear o espaço” o desportista se desloca no campo para ocupar os setores vazios. Na prática, o jogador de ataque visa se desmarcar e bagunçar a resguardo do oponente.

Zagueiros e laterais têm de escoltar o jogador livre de marcação. Portanto, a movimentação tende a penetrar novos espaços para que outros companheiros se infiltrem, recebam passes ou ainda puxem ainda mais os marcadores.

Funciona dependendo do esquema tático, da capacidade técnica e da genialidade dos atletas que o treinador tem à disposição.

AMPLITUDE DE JOGO

Uma maneira de penetrar buracos na resguardo adversária é estender ao supremo a largura do campo com a presença dos pontas (esquerda e direita) —atletas do setor ofensivo especializados em cruzamentos para dentro da superfície ou dribles em oblíquo, visando o gol opositor.

Ao atacarem o espaço pelas beiradas, cada ponta “puxa” ao menos um padroeiro para perto de si, esgarçando a última traço de jogadores que protegem a meta, antes do goleiro.

Um jogador rápido, infiltrado pelo meio, ou um bom driblador —porquê Lionel Messi— pode tirar proveito do cenário para transpor “na face do gol”. Esquemas com três jogadores na resguardo podem permanecer em apuros diante de equipes que sabem dar mais amplitude ao jogo ofensivo.

PRESSÃO ALTA E BAIXA

A primeira traço de resguardo de um time quando está sem a globo é a dos atacantes. O volume de marcação que os jogadores mais adiantados exercem na saída do opositor determina o nível da pressão.

Equipes que “apertam” o opositor antes da globo chegar ao meio de campo adotam pressão subida. Os times que permitem ao opositor proceder à metade do campo tendem a assumir uma pressão mais baixa.

Brasil e França são duas seleções que pressionam os adversários quando eles ainda estão no campo de resguardo. Mas, durante a roteiro por 2 a 1 para a Noruega, o volante brasiliano Casemiro reconheceu que faltou marcação: “Poderíamos ter caprichado na pressão”.

Ainda existem centroavantes clássicos, porquê o norueguês Erling Haaland —camisa 9 que espera a globo chegar no pé. Mas a tendência é que os atacantes se insiram cada vez mais nas táticas de resguardo, porquê fazem o espanhol Lamine Yamal e o francesismo Michael Olise.

Folha

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