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Filme tem turnê do Oasis e trégua entre os irmãos
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Filme tem turnê do Oasis e trégua entre os irmãos da banda – 10/09/2026 – Ilustrada

Desde que o Oasis explodiu, consolidando-se uma vez que um dos ícones da cena pop-rock da dez de 1990, tão aguardadas quanto as datas de novos shows da margem eram as novas intrigas entre Liam e Noel Gallagher, os líderes do grupo. Se nos álbuns e no palco mostravam uma simbiose invejável, capazes de hits uma vez que “Wonderwall” e “Don’t Look Back In Anger”, na vida real os irmãos viviam às turras —a ponto de, em um show em Paris, em 2009, decidirem se separar de uma vez por todas.

Mas, 16 anos depois, no ano pretérito, os Gallaghers se reuniram em turnê, e os cineastas Dylan Southern e Will Lovelace registraram os concertos e bastidores dos espetáculos. Na semana passada, apresentaram ao mundo o documentário “Oasis: Don’t Look Back In Anger”, no Festival de Veneza, que agora é exibido nos cinemas do Brasil, com sessões nesta quinta (10) e sábado (12).

O filme, é evidente, também mostra a relação entre os dois irmãos durante a turnê. Não aparecem muitas vezes unidos, é muito verdade, mas os registros revelam que Liam e Noel deixaram para o pretérito a hostilidade mútua, bancando agora o estilo “irmãozinhos silêncio e paixão”.

“Foi um grande esforço dos dois”, diz Southern. “Era muito importante que eles fizessem os melhores shows que pudessem. Eles só se encontravam nos lugares em que iam tocar juntos. A reconciliação aconteceu de traje no palco, uma vez que se vê no filme. Tornaram-se irmãos novamente em frente a todos nós. E depois isso se consolidou, noite depois noite, na turnê.”

O cineasta se refere ao momento exato em que os irmãos entraram no palco do primeiro show, em Cardiff, no País de Gales. Não havia zero prestes, mas, de repente, diante da plateia, Liam pega no punho do irmão, levando os fãs ao delírio. O gesto improvisado evoluiria para um aperto de mãos alçadas ao firmamento, o que se repetiria em todas as apresentações.

A visceralidade do público diante da margem é fácil de perceber em vários momentos do filme. Seja no pranto, no êxtase e nas demonstrações de carinho dos espectadores em shows da margem, mas também na forma hiperbólica uma vez que se expressam diante dos ídolos.

“Foi uma vez que perder um rebento”, diz um dos fãs, sobre uma vez que reagiu ao desvendar o término do grupo. Outro entusiasta encontra uma parábola religiosa para falar da valia da reunião da margem: “É uma vez que se fosse o renascimento de Cristo”.

Uma fã brasileira que dá testemunho no documentário explica a valia da mensagem passada com os anos pelos rapazes vindos de meio operário em Manchester. “Encontrei força na música deles. Se eles venceram, eu vou vencer também”, diz ela. A brasileira explica que, depois de saber outros fãs do Oasis no país, encontrou uma verdadeira família.

Os cineastas dizem que existe uma paixão muito peculiar do público brasiliano em relação ao Oasis. “Nós amamos aquele show em São Paulo. Foi o último, havia um pouco dissemelhante na plateia. Não ficamos muito tempo no Brasil, mas dava para perceber a robustez”, diz Southern.

“Talvez seja porque existe certa agressividade na música deles, ou talvez a honestidade e autenticidade do que eles se apresentam. Isso deve ter um apelo privativo para o público brasiliano”, afirma o cineasta.

Will Lovelace, o outro diretor, também recorda do espetáculo com carinho. “O show de São Paulo foi muito privativo. Logo que eles acabaram de trovar e saíram do palco, a chuva caiu com tudo. Foi muito bonito.”

No documentário, além de uma contextualização da história do Oasis e trechos dos shows do ano pretérito, há breves falas dos próprios músicos. Noel confessa que não conseguia ver o retorno —não a teoria de estarem juntos novamente, mas achava impossível visualizar mentalmente a imagem da dupla reunida no palco, tantos anos mais tarde.

A notório ponto, arrisca elogiar o irmão. “É a única pessoa que coloca um tamborim na cabeça e consegue fazer isso ser um pouco cool”. Liam pensa um pouco antes de ressaltar alguma vantagem de Noel, mas logo se lembra: “Tinha me esquecido de uma vez que ele era engraçado.”

Mas o que, enfim, fez com que os Gallaghers engolissem a sedento as ofensas trocadas do pretérito, a ponto de resolverem voltar ao palco? Sazão? O moeda que ganhariam com o retorno? Saudade dos holofotes?

Segundo Liam, a volta se deu pela premência de passar para as pessoas uma mensagem pacifista. “O mundo de hoje está uma droga, as pessoas precisam relaxar.”

Os cineastas juram que nem Liam nem Noel fizeram ressalvas diante do filme, depois de já pronto. “Mostramos aos dois quando terminamos, e as conversas eram sobre o som, questões técnicas, mas não teve mediação editorial”, diz Lovelace.

Indagados sobre o motivo de o Oasis se manter tão popular, mesmo três décadas depois o auge da margem, os diretores dizem que a atemporalidade de sua música é um fator importante.

“Nos shows da turnê, dava para ver três gerações diferentes. Você vê gente que nem tinha nascido quando eles apareceram, mas que estava lá, que encontrou a margem de alguma forma”, diz Southern. “E tem a habilidade deles enquanto compositores: as canções dizem coisas que as pessoas ouvem e aplicam para as suas próprias vidas.”

Folha

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