Funk ganha espaço na capital paulista com festas e shows

Funk ganha espaço na capital paulista com festas e shows – 13/11/2025 – Passeios

Celebridades Cultura

O Museu da Língua Portuguesa inaugura neste sábado (15) a exposição “Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade”, que investiga o gênero porquê frase estética, política e social nascida nas periferias urbanas. Com 473 obras, entre fotos, vídeos e pinturas, ela tem o funk paulista porquê destaque.

O gênero, porquê afirma a mostra, deriva dos bailes black realizados por jovens no Rio de Janeiro e em São Paulo no termo dos anos 1960. “Mas o racismo ainda dificulta a compreensão do funk porquê secção legítima da cultura negra. Hoje, ele continua sendo território de resistência e geração, no qual a juventude transforma legado em linguagem contemporânea”, diz Renata Prado, uma das curadoras.

Ao ocupar um museu de grande visibilidade, o funk é apresentado porquê arte, apesar de nem sempre ser entendido dessa maneira, diz Prado, também secção da Frente Pátrio de Mulheres do Funk, grupo que tem porquê objetivo desenvolver ações culturais e educacionais sobre o tema.

Por sua participação nesse esforço, Prado foi ouvida na CPI dos Pancadões na Câmara Municipal de São Paulo, que apura a possibilidade de falhas da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em revistar a perturbação do sossego causada por bailes.

Para Thiago de Souza, professor de música clássica e responsável de tese de doutorado pela USP que analisa o funk porquê uma música eletrônica da diáspora africana, o gênero enfrenta resistência e preconceitos desde a sua origem. “Com a geração da primeira CPI, no Rio de Janeiro, em 1995, começou a surgir na opinião pública o estereótipo do funkeiro porquê um bandido.”

Depois de se popularizar no Rio, o gênero chegou ao estado pela Baixada Santista nos anos 1990, mantendo a vontade das cidades litorâneas. O trajectória do funk até São Paulo pode ser visto na mostra do Museu da Língua Portuguesa. Entre as obras, uma TV exibe vídeos que exploram os sotaques e ressaltam a relação linguística entre o funk carioca e caiçara.

Da Baixada, o ritmo subiu para a capital paulista, onde encontrou o hip-hop e assumiu novas formas, entre elas, o funk ostentação — marcado pela estética das camisas polos com bandeiras, pelos rolezinhos nos shoppings e pelo oração da subida social por meio do consumo. Em 2014, o movimento se consolidou com MCs, porquê Guimê, que transformaram a vertente em linguagem de poder e visibilidade para a juventude periférica.

Thiago de Souza, sabido porquê Thiagson nas redes sociais, explica que o funk contemporâneo em São Paulo se diversificou em vários subgêneros, cada um com uma estética própria, moldada por influências locais e pela relação com a tecnologia.

Entre os exemplos estão o ritmado, o bruxaria, o automotivo e o mega, que exploram sonoridades distintas, com potente presença de sintetizadores e batidas eletrônicas, distanciando-se dos tambores e da percussão tradicional.

Ao confrontar as produções regionais, o professor observa que o funk do Rio de Janeiro mantém uma base mais acelerada e festiva. Em Minas Gerais, por exemplo, as gravações são mais limpas, feitas em estúdio.

Já produção paulista vigia timbres ruidosos e gravações caseiras feitas, muitas vezes, pelo WhatsApp — prática que favorece a experimentação desses artistas. Além das diferenças rítmicas, as composições das letras também marcam as vertentes. O subgênero chamado de consciente expressa temáticas sociais porquê racismo, violência policial e verdade nas periferias.

O libido por frequentar festas em lugares fechados com melhor infraestrutura motivou um grupo de DJs e produtores a criarem a Submundo 808, em 2023.

Com origem em Campinas, o evento cresceu rapidamente, o que abriu espaço para edições em outras cidades do estado. “A Submundo é a sarau que a gente queria ter ido quando éramos mais novos”, comenta André Miquelotti, o Tresk, um dos fundadores.

Para Tresk, a relevância de eventos porquê esse é produzir um envolvente em que pessoas negras, periféricas e LGBTQIA+ se sintam à vontade e representadas.

Com DJs no núcleo do público e telões inspirados em placares de ginásio de basquete, a sarau faz sucesso com a geração Z — e tem ingressos que se esgotam em minutos. “Percebemos a falta de eventos para as pessoas que vêm de onde a gente vem. A maioria dos artistas escalados no lineup é de pessoas pretas.

Queremos produzir uma comunidade que se sinta confortável dentro dos nossos eventos”, afirma Tresk. Além da sarau, o empresário ajudou a produzir um festival com o mesmo nome da sarau — que teve público de 15 milénio pessoas no início do mês.

Artistas também reforçam a relevância da existência de uma programação pública e gratuita.

Nanda Tsunami, que se apresenta no Volta Funk SP, projeto da Prefeitura de São Paulo, diz que a ação é fundamental para a cena.

“Hoje o funk ocupa novos espaços e isso é enriquecedor para o movimento. Mas é importante lembrar de quem construiu essa cena”, diz Nanda. A seguir, veja uma programação para curtir funk até o termo do ano.

EXPOSIÇÃO

Funk: um Grito de Ousadia e Liberdade

A mostra investiga o gênero porquê frase estética, política e social nascida nas periferias urbanas. Com 473 obras, entre fotos, vídeos e pinturas, tem o funk paulista porquê destaque.

Museu da Língua Portuguesa (portão A)- pça. da Luz, s/n, Luz, região mediano. Estr.: 15/11. Até agosto de 2026. Ter. a dom., das 9h às 16h. Ingr.: R$ 24 (inteira). Gratuito aos finais de semana e diariamente para crianças até 7 anos

FESTAS

Corredinois Última do Ano

Conta com a interação entre DJs e MCs, além de uma conexão entre artistas e o público. O lineup tem artistas porquê DJ Vini da ZO, Bonnieclyde e Levynn.

Meão 1926 – pça. da Bandeira, 137, Bela Vista, região mediano. Dia 27/11, das 22h às 5h. Ingr.: a partir de R$ 35, em shotgun.live


Fluxo – O Mandelão da Blitz Haus!

Reúne ritmos porquê funk, subgêneros de rave e mandelão, além do pop vernáculo e internacional. A edição terá DJs residentes da mansão, Jay Franchini e o Kalixto.

Blitz Haus – r. Augusta, 657, Bela Vista, região mediano. Dia 20/11, das 21h às 6h. Ingr.: a partir de R$ 10, em Sympla


Malagueta Fest

A primeira edição da sarau será marcada pelo Funkhall, mistura de funk com dancehall, um gênero jamaicano. A lista de atrações inclui o DJ Caio Prince, possuinte do hit “Sente a Magia” e a DJ Maloka, de “Mina de Vermelho”.

Gold Bar – r. Giuseppe Boschi, Jardim Miriam, região sul. Dia 22/11, das 20h às 6h. Ingr.: a partir de R$ 20, em shotgun.live


Submundo 808 SP

A última edição do ano ainda não tem lineup definido. Mas Artistas porquê Kenan & Kel, Tresk, DJ Clei e Mu540 já se apresentaram em outras edições da sarau.

Komplexo Tempo – av. Henry ford, 511, Parque da Mooca, região leste. Dia 13/12. Mais informações em @submundo808

Trevvo SP

O natalício de quatro anos da sarau traz um set com músicas eletrônicas periféricas, porquê o mandelão. MC Luanna, Kenan & Kel e Bonekinha Iraquiana se apresentam no evento.

Sociedade Rosas de Ouro – r. Coronel Euclides Machado, 1.066, Limão, região setentrião. Dia 22/11, das 21h às 6h30. Ingr.: a partir de R$ 45, em shotgun.live

SHOWS

Volta Funk SP

A prefeitura da capital reúne uma programação de shows, desfiles, espetáculos e exibição de documentário em evento devotado inteiramente ao funk. Entre os destaques de shows estão NandaTsunami, dona de músicas porquê “Pisca Duas Vezes”; MC Luanna, da música “Sexto Sentido”; e MC Davi, com hits porquê “Pé Recta” e “Set dos Casados”.

A programação se divide entre espaços porquê Centros Culturais Grajaú, Cidade Tiradentes e Núcleo Cultural São Paulo. Dias 15, 16, 22, 23, 25, 25 e 30/11. Gratuito. Mais informações em prefeitura.sp.gov.br


Donos da Cena

A mansão de shows Audio será palco do encontro de três nomes que marcaram a história do funk. Mc Guimê, possuinte do sucesso “País do Futebol”, Mc Lon, da música “Mundo M” e Mc Rodolfinho, do hit “Os Muleke É Liso”.

Audio – av. Francisco Matarazzo, 694, Barra Fundíbulo, região oeste. Dia 19/11, a partir das 22h. Ingr.: a partir de R$ 60 (ingresso solidário), em Ticket360

Festival Cena 2k25

O festival de trap traz artistas do funk porquê Nanda Tsunami, além dos DJs da sarau Submundo 808, Kenan e Kel, Tresk e Clei.

Estacionamento Neo Química Estádio – av. Miguel Ignácio Curi, 111, Vila Carmosina, região leste. De 28 a 30/11. Ingr.: a partir de R$ 175 (ingresso social), em q2ingressos.com


Funk Experience

Conta com a apresentação de dois grandes nomes do ritmo. MC Livinho terá sucessos porquê “Enxurro de Marra”, “Fazer Falta” e “Novidade na Espaço” no repertório. Já MC Hariel cantará músicas porquê “Maçã Virente”, “Lei do Retorno” e “Insônia”.

Suhai Music Hall – av. das Nações Unidas, 22.540, Jurubatuba, região sul. Dia 23/11, a partir das 17h. Ingr.: a partir de R$ 120, em ticketstore.com.br



Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *