Húngaro lászló krasznahorkai vence nobel de literatura 09/10/2025

Húngaro László Krasznahorkai vence Nobel de Literatura – 09/10/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

O romancista húngaro László Krasznahorkai é o vencedor do prêmio Nobel de Literatura de 2025, anunciado na manhã desta quinta-feira (9) pela Ateneu Sueca.

Um dos autores mais celebrados da literatura contemporânea, Krasznahorkai é publicado por seu estilo de escrita denso e obsessivo, em livros que dão pouco respiro aos leitores. O responsável explora temas uma vez que desesperança, decadência e insânia com frases longas e cadenciadas.

Segundo o proclamação do Nobel, a obra “visionária e envolvente” do húngaro “reafirma o poder da arte em meio ao terror apocalíptico”.

No Brasil, seu único livro disponível saiu pela Companhia das Letras há três anos —é “Sátántangó”, romance lançado originalmente em 1985 e tido uma vez que sua obra-prima. Virou também um filme referencial, um longa-metragem de mais de sete horas de duração dirigido pelo também húngaro Béla Tarr.

A obra de estreia de Krasznahorkai, que já foi traduzida uma vez que “o tango de Satã”, gira em torno de um protagonista misterioso que pode ser uma espécie de vate, um mero vagabundo ou o próprio demônio.

Ele chega a uma lugarejo lotada de pessoas desajustadas que o recebem entre bebedeiras e discussões caóticas, num enredo que espirala em tons apocalípticos.

A Companhia promete já para o ano que vem outro romance do responsável, “O Retorno do Barão Wenckheim”, sobre um varão que retorna a sua pequena cidade natal ao final da vida. A tradução do húngaro será de Zsuzsanna Spiry, em seguida “Satántangó” ter sido vertido ao português por Paulo Schiller.

O lançamento internacional mais recente de Krasznahorkai é “Herscht 07769”, obra de mais de 400 páginas escrita em uma única frase do início ao termo, sem pontuação. O livro também já foi arrematado para transpor pela editora.

Krasznahorkai, de quem sobrenome se pronuncia “crasnarrórcai”, venceu o prêmio Booker Internacional pelo conjunto da obra em 2015. Atualmente, o responsável de 71 anos vive recluso nas colinas de Szentlászló, em seu país natal.

O húngaro é um vasqueiro responsável predilecto ao prêmio Nobel que de vestuário se confirma uma vez que vencedor. Seu nome já vinha ocupando o topo das bolsas de apostas por um motivo um tanto trivial —o prêmio sueco vinha se alternando entre premiar um varão e uma mulher, nos últimos anos.

Outrossim, europeus têm vantagem histórica sobre competidores de outros continentes, já que o comitê do Nobel costuma fazer pouco esforço para olhar além de suas fronteiras.

Uma exceção à regra aconteceu no ano pretérito, quando Han Kang se tornou a primeira pessoa sul-coreana a lucrar o troféu na história. Antes, foi a vez do norueguês Jon Fosse, que sucedeu a francesa Annie Ernaux.

Mesmo autores nascidos fora da Europa, uma vez que os recentes vencedores Abdulrazak Gurnah e Kazuo Ishiguro, costumam fazer curso no continente e redigir em línguas da região uma vez que o inglês.

Cada vencedor do Nobel recebe 11 milhões de coroas suecas, um valor hoje equivalente a R$ 5,83 milhões.

VEJA TODOS OS VENCEDORES DO NOBEL DE LITERATURA ATÉ HOJE

2025: László Krasznahorkai (Hungria)

2024: Han Kang (Coreia do Sul)

2023: Jon Fosse (Noruega)

2022: Annie Ernaux (França)

2021: Abdulrazak Gurnah (Tanzânia)

2020: Louise Glück (EUA)

2019: Peter Handke (Áustria)

2018: Olga Tokarczuk (Polônia)

2017: Kazuo Ishiguro (Reino Uno)

2016: Bob Dylan (EUA)

2015: Svetlana Aleksiévitch (Bielorrússia)

2014: Patrick Modiano (França)

2013: Alice Munro (Canadá)

2012: Mo Yan (China)

2011: Tomas Tranströmer (Suécia)

2010: Mario Vargas Llosa (Peru)

2009: Herta Müller (Romênia-Alemanha)

2008: J.M.G. Le Clézio (França)

2007: Doris Lessing (Reino Uno, mas nasceu no Irã e cresceu no Zimbábue)

2006: Orhan Pamuk (Turquia)

2005: Harold Pinter (Reino Uno)

2004: Elfriede Jelinek (Áustria)

2003: J.M. Coetzee (África do Sul)

2002: Imre Kertész (Hungria)

2001: V.S. Naipaul (nasceu em Trinidad e Tobago, mas vive no Reino Uno)

2000: Gao Xingjian (China)

1999: Günter Grass (Alemanha)

1998: José Saramago (Portugal)

1997: Dario Fo (Itália)

1996: Wislawa Szymborska (Polônia)

1995: Seamus Heaney (Irlanda)

1994: Kenzaburo Oe (Japão)

1993: Toni Morrison (Estados Unidos)

1992: Derek Walcott (Santa Lúcia, ilhota do Caribe)

1991: Nadine Gordimer (África do Sul)

1990: Octavio Tranquilidade (México)

1989: Camilo Jose Quartinho (Espanha)

1988: Naguib Mahfouz (Egito)

1987: Joseph Brodsky (EUA, de origem russa)

1986: Wole Soyinka (Nigéria)

1985: Claude Simon (França)

1984: Jaroslav Seifert (Tchecoslováquia)

1983: William Golding (Reino Uno)

1982: Gabriel García Márquez (Colômbia)

1981: Elias Canetti (Reino Uno, de origem búlgara)

1980: Czeslaw Milosz (Polônia)

1979: Odysseus Elytis (Grécia)

1978: Isaac Bashevis Singer (EUA, de origem polonesa)

1977: Vicente Aleixandre (Espanha)

1976: Saul Bellow (EUA)

1975: Eugenio Montale (Itália)

1974: Eyvind Johnson (Suécia) e Harry Martinson (Suécia)

1973: Patrick White (Austrália)

1972: Heinrich Böll (Alemanha)

1971: Pablo Neruda (Chile)

1970: Alexander Soljenítsin (URSS)

1969: Samuel Beckett (Irlanda)

1968: Yasunari Kawabata (Japão)

1967: Miguel Ángel Asturias (Guatemala)

1966: Samuel José Agnon (Israel) e Nelly Sachs (Alemanha e Suécia)

1965: Mikhail Sholokhov (URSS)

1964: Jean-Paul Sartre (França; recusou o prêmio)

1963: Giórgos Seféris (Grécia)

1962: John Steinbeck (EUA)

1961: Ivo Andric (Iugoslávia)

1960: Saint-John Perse (França)

1959: Salvatore Quasimodo (Itália)

1958: Boris Pasternak (União Soviética; renunciou ao prêmio)

1957: Albert Camus (França)

1956: Juan Ramón Jiménez (Espanha)

1955: Halldór Kiljan Laxness (Islândia)

1954: Ernest Hemingway (Estados Unidos)

1953: Winston Churchill (Reino Uno)

1952: François Mauriac (França)

1951: Par Lagerkvist (Suécia)

1950: Bertrand Russell (Reino Uno)

1949: William Faulkner (EUA)

1948: T.S. Eliot (Reino Uno, nascido nos EUA)

1947: André Gide (França)

1946: Hermann Hesse (Alemanha)

1945: Gabriela Mistral (Chile)

1944: Johannes V. Jensen (Dinamarca)

1940-1943: não foi facultado

1939: Frans Eemil Sillanpää (Finlândia)

1938: Pearl S. Buck (EUA)

1937: Roger Martin du Gard (França)

1936: Eugene O’Neill (EUA)

1935: não foi facultado

1934: Luigi Pirandello (Itália)

1933: Ivan Bunin (URSS)

1932: John Galsworthy (Reino Uno)

1931: Erik Axel Karlfeldt (Suécia)

1930: Sinclair Lewis (EUA)

1929: Thomas Mann (Alemanha)

1928: Sigrid Undset (Noruega)

1927: Henri Bergson (França)

1926: Grazia Deledda (Itália)

1925: George Bernard Shaw (Irlanda)

1924: Wladyslaw Reymont (Polônia)

1923: W.B. Yeats (Irlanda)

1922: Jacinto Benavente (Espanha)

1921: Anatole France (França)

1920: Knut Hamsun (Noruega)

1919: Carl Spitteler (Suíça)

1918: Não foi facultado

1917: Karl Gjellerup e Henrik Pontoppidan (ambos da Dinamarca)

1916: Verner von Heidenstam (Suécia)

1915: Romain Rolland (França)

1914: não foi facultado

1913: R. Tagore (Índia)

1912: Gerhart Hauptmann (Alemanha)

1911: M. Maeterlinck (Bélgica)

1910: Paul Heyse (Alemanha)

1909: Selma Lagerlöf (Suécia)

1908: Rudolf Eucken (Alemanha)

1907: Rudyard Kipling (Reino Uno, mas nasceu na Índia)

1906: Giosuè Carducci (Itália)

1905: Henryk Sienkiewicz (Polônia)

1904: Frédéric Mistral (França) e José Echegaray (Espanha)

1903: Bjornstjerne Bjornson (Noruega)

1902: Theodor Mommsen (Alemanha)

1901: Sully Prudhomme (França)

Folha

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