O líder chinês, Xi Jinping, afirmou nesta sexta-feira (17) que a lucidez sintético não deve ser dominada por um único país e incentivou a cooperação global para seu desenvolvimento durante sua mediação em uma importante conferência sobre essa tecnologia em Xangai.
Os modelos chineses de IA ganham espaço frente às ofertas mais poderosas dos EUA, enquanto atraem usuários de todo o mundo por seu dispêndio mais inferior. Mas a forma de regular esse setor, que vive seu auge, tornou-se um tema-chave, à medida que crescem as preocupações com o uso da IA em combates militares ou com seu verosímil uso malicioso por hackers ou terroristas.
“O desenvolvimento da IA não deve ser uma atuação de um único país, mas sim uma sinfonia de cooperação internacional”, afirmou na cerimônia de introdução da Conferência Mundial de Lucidez Sintético (WAIC, na {sigla} em inglês).
“Devemos nos opor conjuntamente à versão excessiva do concepção de segurança vernáculo no contextura da IA ou a colocar a segurança de um país supra da dos demais”, destacou Xi.
EUA e União Europeia impuseram restrições às importações de tecnologia chinesa por preocupações com a segurança interna, enquanto as recentes disputas entre Washington e laboratórios norte-americanos de IA levantarem dúvidas sobre quem controla o entrada a essa tecnologia.
“Os EUA têm uma vantagem clara em chips avançados, infraestrutura de informática e no desenvolvimento de modelos que exigem um investimento maior de capital…a China é seu concorrente mais próximo e completo”, apontou Poe Zhao, fundador da publicação Hello China Tech.
‘SOB CONTROLE HUMANO’
O evento de quatro dias reúne mais de milénio empresas de tecnologia do país, funcionários, pesquisadores e outras figuras da indústria. “[A conferência WAIC é] o evento anual mais importante para entender a direção da indústria chinesa de IA”, indicou Zhao.
Muro de 3.000 produtos serão apresentados, desde sistemas de semicondutores para a computação com IA até um smartphone capaz de executar aplicativos de forma autônoma sob demanda. Todos os olhares, no entanto, voltaram-se para a visão de Xi sobre o potencial impacto da IA.
“Devemos estabelecer leis e regulamentos, muito uma vez que sistemas de monitoramento tecnológico, alerta precoce e resposta a emergências, a término de (…) prometer que a IA esteja sempre sob controle humano”, afirmou o líder chinês em seu exposição na conferência, ao exigir uma abordagem “centrada nas pessoas”.
Na quinta-feira (16), o chanceler chinês, Wang Yi, e representantes de 29 países, entre eles Rússia, Paquistão e Indonésia, assinaram um convénio para estabelecer um grupo intergovernamental em material de IA.
A Organização Mundial de Cooperação em Lucidez Sintético, com sede em Xangai, tem uma vez que objetivo promover a consulta entre seus membros para prometer o desenvolvimento “saudável e organizado” da IA, informaram meios estatais.
CONSUMO EM MASSA DE IA
Na feira, a startup Moonshot AI, com sede em Pequim, lançou um novo e poderoso padrão multimodal de IA, o Kimi K3, de quem desempenho, segundo relatos, poderia rivalizar com algumas das melhores ofertas americanas.
Outros destaques da WAIC deste ano são o padrão M3 da MiniMax, o primeiro telefone equipado com um agente autônomo de IA, e o “SuperNode” Atlas 950 da Huawei, uma arquitetura de IA de ponta para aprendizagem e raciocínio.
Os agentes de IA, ferramentas capazes de conversar com os usuários, mas também de dirigir softwares ou realizar tarefas complexas, também terão papel meão.
A IA se tornou um pilar estratégico da política industrial chinesa, impulsionada por um investimento estatal colossal talhado a erigir um ecossistema vernáculo, desde a produção de chips até o uso pelos consumidores.
O consumo quotidiano de “tokens” na China, a unidade utilizada no setor para medir o uso de IA, multiplicou-se por 1.000 nos últimos dois anos, segundo a mídia estatal que cita autoridades.
O mercado chinês foi estimado em 1,2 trilhão de yuans em 2025 (R$ 902 bilhões), e espera-se que cresça mais de 30% neste ano, de convénio com dados oficiais.





