'jeito ancelotti' inclui 'o poderoso chefão' e cenouras 03/07/2025

‘Jeito Ancelotti’ inclui ‘O Poderoso Chefão’ e cenouras – 03/07/2025 – O Mundo É uma Bola

Esporte

Quando Carlo Ancelotti chegou ao Brasil para assumir o comando técnico da seleção brasileira, logo pensei: quero saber mais sobre ele. Muito mais que os títulos conquistados, que o gabaritam para guiar qualquer time do mundo.

Porquê? Pela literatura. Em uma procura na internet, achei “Carlo Ancelotti: Liderança Tranquila” (2017), de autoria do próprio, de Chris Brady e de Mike Forde, que traz depoimentos do italiano.

A narrativa inclui relatos das duas primeiras décadas de Ancelotti porquê técnico, desde a Reggiana, em 1995, até o Real Madrid, em 2015.

Na maior secção, Ancelotti aparece em primeira pessoa, havendo cortes para depoimentos de treinadores (Alex Ferguson, já emérito, Roberto Martínez), de jogadores (Ibrahimovic, Bekcham, Maldini, Cristiano Ronaldo, leste ainda na ativa), de seu assistente técnico até hoje (Paul Clement).

Estamos em 2025, porém, ao terminar a leitura, não a julguei desatualizada. De forma universal, o teor mostra o “jeito tranquilo” de Ancelotti viver a profissão no dia a dia: a liderança em uma indústria multimilionária (a do futebol), ensina ele, conquistada primordialmente pelo saudação e pelo diálogo.

O mais interessante do livro são as histórias, e permito-me dividir com você alguns trechos que podem ajudar a entender melhor a pessoa Ancelotti –caso deseje lê-lo (adquiri por R$ 39,90 o e-book) e não queira spoiler, não prossiga adiante cá.

Ancelotti, 66, menciona que um dos seus filmes favoritos, tendo visto-o mais de uma vez, é o aclamado “O Poderoso Chefão” (1972). Mesmo sendo um mafioso, Vito Corleone (interpretado por Marlon Lento) é encarado pelo treinador porquê um exemplo positivo.

“Vê-se [nele] um varão fraco e introvertido ou uma pessoa poderosa e tranquila no controle da situação? Um líder não deve precisar fazer grandes discursos nem se enfurecer ou comandar com punho de ferro, mas, sim, seu poder deve estar implícito.”





Vito Corleone é um líder que deve ser visto porquê referência porque é respeitado por todos: família, amigos, pessoas que trabalham com ele e até seus inimigos

Em relação ao trato com os atletas, Carletto conclui que a abordagem autoritária e malcriada, utilizada por vários técnicos, é ineficaz. Os jogadores precisam se destinar e estarem comprometidos, diz, mas pela persuasão.

“Duas pessoas têm, cada uma, um cavalo e precisam fazer com que o bicho pule uma muro. A primeira posiciona-se detrás do cavalo e usa um chicote para estimulá-lo. A segunda coloca-se primeiro, tendo nas mãos cenouras para atrair o cavalo. Os dois pularam a muro, mas, se você usar o chicote, em algumas ocasiões o cavalo dará um coice em vez de pular.”

Foram raríssimas as vezes em que Ancelotti perdeu o controle. Quando ele está nervoso, conforme relatos no livro, eleva a voz e fala em italiano, e quase ninguém entende. Se está intrigado, percebendo um pouco incorrecto, ergue a sobrolho, disse o sueco Ibrahimovic, jogador de Ancelotti por dois anos, no PSG.

O italiano é a língua nativa de Ancelotti, porém ele considera imperioso poder se legar adequadamente no linguagem do país em que está trabalhando. “Por que alguém não iria querer aprender a língua? Essa não é uma atitude profissional.” E se dá prazo para que isso aconteça: seis meses. Assim, no termo do ano os brasileiros poderão cobrar dele um português razoável.





Por que alguém não iria querer aprender a língua [do país em que trabalha]? Essa não é uma atitude profissional

Há alguns episódios divertidos no livro, porquê o em que Ancelotti diz que “iria para a guerra” com os jogadores ingleses, pelo exaltação e dedicação deles, e outros de desavença (com estrelas porquê o galês Gareth Bale e os brasileiros Rivaldo e Marcelo), nos quais tratou de treinar sua calma e serenidade ao supremo.

Pena que “Liderança Tranquila” não traga os anos mais recentes da odisseia de Carletto –valeria uma reedição. Mas gostei. São 310 páginas de uma leitura deleitável, dinâmica, ligeiro. Tranquila.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul aquém.

Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *