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João Fonseca encara fama em Roland Garros 22/05/2026
Esporte

João Fonseca encara fama em Roland Garros – 22/05/2026 – Esporte

João Fonseca chegou a Roland Garros pela primeira vez em 2025 sem que quase ninguém soubesse o que esperar dele. Venceu dois jogos, chegou à terceira rodada e foi embora com a reputação intacta —e maior. Um ano depois, o carioca de 19 anos retorna ao saibro de Paris numa exigência radicalmente dissemelhante: é o 28º cabeça de chave do torneio, está no 30º lugar no ranking da ATP e carrega, pela primeira vez, a responsabilidade de ter resultados a tutelar.

“O ano pretérito era o João que realmente não devia zero a ninguém. Era sempre o azarão, ‘underdog’, ninguém sabia muito o que eu poderia jogar”, disse ele, em entrevista em Paris nesta sexta-feira (22). “Atualmente estou um pouco mais firme no top 30. Os jogadores já me conhecem e eu tenho que tutelar minha pontuação. Para mim, é uma experiência incrível.”

A mudança de status, segundo ele, não o incomoda. Pelo contrário, ele a descreve porquê secção originário do processo de maduração. “Acho que estou melhor mentalmente, melhor fisicamente, tecnicamente também. Portanto tem tudo para ser um bom torneio.”

No domingo (24), Fonseca estreia contra um contendor vindo do qualifying ou um ‘lucky loser’ — tenista eliminado na última rodada classificatória que entra caso qualquer titular desista por lesão. Se progredir, pode cruzar com o croata Dino Prizmic (71º lugar na ATP) na segunda rodada e, na terceira, com Novak Djokovic, tricampeão em Paris e atual número 4 do mundo.

Até cá, a temporada de 2026 foi irregular —eliminações precoces em Madri e Roma, desistência em Hamburgo por dores no punho—, mas trouxe a experiência de medir forças com os melhores do mundo. Fonseca enfrentou Carlos Alcaraz, Jannik Sinner e Alexander Zverev e diz que saiu de cada partida com lições específicas.

“Eles mostram porquê dirigir a pressão muito muito. Conseguem manter muita calma nos momentos importantes, mesmo quando as coisas estão difíceis”, analisou. “Eu sou um jogador que bota bastante pressão no contendor todo momento, paladar de jogar hostil, e eles se mantendo calmos, sabendo a hora de aligeirar, sabendo a hora de jogar o ponto com mais intensidade.”

Sobre o duelo contra Alcaraz, comentou: “Comecei muito mal nos dois primeiros sets. Ele conseguiu uma quebra no primícias e foi soltando, foi muito difícil de seguir.” Já com Sinner, ele diz ter se impressionado de outra forma. “Nos momentos importantes ele conseguia fechar as portas. Parecia um pormenor, mas ele estava sempre muito consciente do que fazer.”

Paciência no saibro

A principal evolução técnica que Fonseca aponta é comportamental: diz que aprendeu a ser paciente numa superfície que pune a pressa.

“Uma coisa que eu melhorei muito foi permanecer mais sólido nos pontos. Consegui entender os momentos em que posso jogar o jogo que eu paladar — enfiando na mão e jogando hostil —, mas o saibro te dá um recado: você tem que ser um pouco mais paciente”, explicou. “Não é porquê a quadra rápida, em que uma esfera resolve. Você tem que conseguir incomodar sendo hostil, mas com margem.”

Ele vai além na estudo. “Fui entendendo porquê pensar no contendor dentro da partida, se ele está sentindo pressão, se devo fazê-lo pensar, jogar mais bolas dentro. Isso eu estou conseguindo entender melhor. E o saibro também te dá margem para voltar. Pode estar em desvantagem no set e ir pensando ponto a ponto, e as coisas vão acontecendo.”

Reputação e foco

Fora das quadras, Fonseca navega uma novidade veras. O grito “Joãããão Fonseca” já é marca registrada nas arquibancadas —e às vezes um problema, porquê ficou evidente em Roma, quando ele criticou o fragor da torcida brasileira durante os saques.

Em Paris, o cenário é dissemelhante, mas a popularidade o acompanha. Um treino nesta sexta-feira na Court Philippe-Chatrier —a quadra medial de Roland Garros— com o francesismo Gael Monfils (221º na ATP) atraiu centenas de torcedores, entre eles muitos brasileiros, que o aplaudiam porquê se fosse uma partida para valer.

Fonseca foi questionado sobre redes sociais e a pressão da exposição pública. “Não sou muito o jogador que fica nas redes sociais. Não acompanho tanto de permanecer mexendo, respondendo, vendo o que as pessoas estão falando de mim. Estou mais focando no meu dia a dia.”

Sobre o movimento dos jogadores por maior fatia da premiação dos Grand Slams, tema quente em Roland Garros nesta semana, reconheceu ter sido informado, mas se absteve de tomar partido. “Não tenho muita fala porque só estou no segundo Roland Garros. Estou focando muito no meu jogo.”

Folha

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