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Jogos de Brasil e EUA disputam espaço na agitada Nova
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Jogos de Brasil e EUA disputam espaço na agitada Nova York – 06/06/2026 – Esporte

Demorou quase oito minutos até alguém perceber que o amistoso entre Brasil e Egito, o último teste das seleções antes do início da Despensa do Mundo, neste sábado (6), já havia começado.

Em um bar em Astoria, no Queens, bairro nova-iorquino publicado pela potente presença de comunidades imigrantes, um grupo pequeno de brasileiros, murado de 20 pessoas entre crianças e adultos, teve de esperar o término de uma partida de golfe para que os televisores fossem finalmente sintonizados no futebol.

Depois de alguma insistência, as telas passaram a exibir o jogo da seleção brasileira, mas não exatamente aquele que os torcedores esperavam. No mesmo dia, a seleção feminina também estava em campo, contra os Estados Unidos, em amistoso em São Paulo. A confusão inicial fez até os funcionários do bar demorarem a entender qual partida o grupo queria observar. Quando a troca finalmente aconteceu, Bruno Guimarães já havia sincero o placar para a equipe masculina.

Vestidos com camisas da seleção, os brasileiros vibraram com o replay do gol. Pouco depois, a reação foi tímida no empate do Egito. No restante do salão, com algumas centenas de pessoas, o futebol parecia secundário ou menos do que isso. A maioria seguia em outra frequência, entre conversas, refeições, bebidas e até uma pista improvisada de dança country, uma vez que se o jogo acontecesse em outro lugar.

Entre os brasileiros, porém, o tema mais presente não era o desempenho em campo, mas a dificuldade para seguir a Despensa de perto.

“Já imaginava que seria dispendioso, mas não tanto. Porquê eu vi a final da Despensa América, em 2024, por US$ 700 [R$ 3.600], pensei em reservar até US$ 2.000 [R$ 10 mil] para ver a final da Despensa do Mundo. Mas o mais barato que eu encontrei agora está mais de US$ 9.000 [R$ 46,5 mil]”, reclamou à Folha João Santos, 31, comentador de ações, há dois anos vivendo em Novidade York.

Apesar do jogo rolando, a conversa com João e seus amigos inevitavelmente voltava aos preços das entradas. Leandro Leite, 25, também comentador de ações, planeja ver qualquer jogo do Brasil no mata-mata.

“Se o Brasil passar, aí eu vou [tentar comprar]. Agora, gastar tanto quantia sem saber o inimigo, nem mesmo se vai ser o Brasil, é complicado”, disse. “Mesmo morando cá, sem gastar com uma viagem, ainda é uma Despensa rostro.”

Enquanto isso, do lado de fora do bar, Novidade York seguia seu curso.

Um dos brasileiros arriscou uma explicação para a aparente indiferença nova-iorquina: “Quando chegarem os jogos importantes, aí eles vão parar para observar. Agora ainda não”, disse João.

Talvez seja exatamente essa a sensação. A Despensa do Mundo chega aos Estados Unidos, mas em Novidade York ela ainda disputa espaço com uma agenda infinita de atrações, eventos e distrações. O torneio mais importante do futebol mundial desembarca tentando ser o meio das atenções. Por enquanto, é somente mais uma opção.

Essa sensação já havia sido notada algumas horas antes, no coração turístico da cidade. Na Times Square, onde telas gigantes disputam atenção com luzes, anúncios e multidões, o futebol praticamente desaparecia no meio do excesso de estímulos.

Era um sábado à tarde com fluxo intenso de turistas e uma ocupação incomum do espaço público, uma celebração da comunidade filipina tomava um quarteirão inteiro da avenida, com música, bandeiras e apresentações que concentravam olhares e celulares.

Ao volta, filas para musicais, vendedores ambulantes e grupos de visitantes guiados por mapas reforçavam a sensação de uma cidade que nunca se organiza em torno de um único ocorrência.

Não foi fácil, porém, encontrar um lugar para seguir a série de amistosos entre seleções que ocorreram neste sábado. Um dos poucos locais com TVs sintonizadas nas partidas era o Celtic Pub, em um das travessas da Times Square.

Fundado em uma mansão de três andares, com televisores em todos os ambientes, o cenário chamava atenção pelo contraste. O lugar estava praticamente vazio, com telas ligadas exibindo o duelo entre EUA e Alemanha sem nenhuma torcida.

Em um dos balcões, um garçom resumiu a situação ao ser perguntado sobre o jogo da seleção americana.

“Os americanos não ligam para o futebol. Só querem saber agora dos Knicks na final da NBA. Cá, vem mais turistas da Europa e da América Latina, e a maioria vem para ver os jogos da Champions League ou da Premier League. Quase nunca tem americano por cá”, disse Arthuro Tacuri, 41, equatoriano que vive em Novidade York desde sua puerícia.

Os EUA perderam por 2 a 1.

Mais tarde, um pouco distante dali, o bar em Astoria havia mostrado um pouco semelhante em graduação menor. Essa jerarquia só mudou nos minutos finais da partida. Faltando murado de dez minutos para o término do jogo, um temporal que atingiu a região obrigou clientes e funcionários a se aproximarem das TVs. Pela primeira vez, o salão inteiro se concentrou diante das TVs, não pelo futebol, mas pela chuva potente do lado de fora.

O Brasil, que venceu por 2 a 1, talvez consiga despertar mais interesse quando a Despensa, de indumentária, principiar.

Folha

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