Nos seus anos explosivos, ele bradava ser um libertário e gritou para Deus salvar a rainha da Inglaterra porque ela não era um ser humano. Décadas mais tarde, longe do seu Reino Uno natal e vivendo nos Estados Unidos, afirmou que votaria em Donald Trump —embora não gostasse do republicano— porque Joe Biden seria incapaz de governar o país.
Polêmica e confronto são partes indissociáveis da vida de John Lydon, tanto no palco quanto fora dele. Ex-vocalista e um dos fundadores do Sex Pistols, uma das bandas que definiu a estética e a sonoridade do punk na Inglaterra dos anos 1970, Johnny Rotten, ou Joãozinho Podre, porquê era sabido, ajudou a fabricar algumas das músicas mais conhecidas da história do rock.
Não bastasse, depois de deixar o Sex Pistols Lydon refez a sua personalidade artística ao abraçar uma sonoridade distante da agressividade punk que o consagrou. No final dos anos 1970, ele fundou o Public Image Ltd., grupo fundamental na história do pós-punk da dezena seguinte e que, no decurso de sua longa curso, também se aventurou por gêneros porquê o krautrock, o pop dançante, o dub e o rock recíproco.
Nesta quarta-feira, o PiL, porquê é sabido, traz a sua exploração músico sem limites para uma apresentação única em São Paulo, no Cine Joia, porquê secção da turnê “This is Not the Lat Tour”, esta não é a última turnê, que começou no ano pretérito em Bristol, no Reino Uno. No repertório, estarão clássicos porquê “Rise”, “Annalisa”, “This is Not a Love Song”, “Death Disco” e canções do último disco da filarmónica, “End of World”, lançado há três anos. Não há músicas dos Sex Pistols.
“O PiL parece atender a todas as raças, credos, identidades, gêneros, uma mistura heterogênea de pessoas curiosas, desde professores universitários no fundo até garotas gritando na frente, e tudo o que você pode imaginar entre esses extremos”, disse Lydon ao jornal Financial Times, acrescentando que cresceu numa região pobre de Londres ouvindo os discos comprados por seus pais.
Enquanto ska e músicas folclórica da Turquia e da Grécia eram secção da trilha sonora de sua vizinhança, em mansão ele rodava na vitrola The Beatles e The Kinks. No Sex Pistols, já juvenil, emprestou sua voz a canções de guitarras rasgadas. Com a filarmónica, emplacou um álbum no topo da paragem britânica, “Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols”, e chegou ao segundo lugar com o single “God Save the Queen”, que teve a sua realização banida de algumas rádios por desculpa dos versos críticos à reino.
“Eu aterrorizei uma pátria inteira. Zero mal para um face de 18 anos”, disse ele ao Financial Times, em referência ao seu período no Sex Pistols, que é definitivamente coisa do pretérito. Ele não participou da reunião da filarmónica e chamou a atual formação do Sex Pistols, com Frank Carter nos vocais, de “karaokê”, numa entrevista recente à revista de música britânica NME.
Antes de completar três anos de existência, o Sex Pistols implodiu, em 1978. Logo em seguida, Lydon fundou o PiL, conjunto que sempre teve integrantes rotativos e espírito de exploração sonora. Embora em seu primeiro álbum na novidade filarmónica um tanto da sonoridade abrasiva de seu idoso grupo punk persistisse, isto foi quebrado no segundo disco, “Metal Box”, tido porquê uma obra meão do pós-punk.
Lançado em 1979, o disco levou o rock para frente ao deixar as estruturas corriqueiras das canções e adotar linhas de plebeu influenciadas pelo dub e guitarras de sonoridade metálica, numa ousadia sonora vanguardista para a idade que gerou pérolas porquê “Poptones” e “Death Disco”, esta uma fita sobre a perda da mãe de Lydon para o cancro.
Anos mais tarde, o sucesso mercantil chegou com a obra “Album”, que inclui o hit “Rise”, do sabido verso “anger is an energy”, ou a raiva é uma vigor. O álbum de 1986 abraça um rock mais tradicional e contou com uma seleção de famosos convidados, porquê o guitarrista virtuose Steve Vai e o pianista nipónico Ryuichi Sakamoto.
No show em São Paulo, além de Lydon, o PiL conta com Lu Edmonds —ex-guitarrista da filarmónica punk The Damned—, que toca guitarra, teclados, sax e banjo, Scott Firth, no plebeu, teclados e backing vocals, e Mark Roberts, a missão da bateria. É uma chance única de ver a filarmónica, oferecido que o vocalista indicou que talvez não saísse mais em turnê com o grupo depois da morte de sua mulher, Nora, em 2023.
