“Não sei o que vou fazer sem você, não sei porquê seguir.”
A frase de Lionel Messi na epístola de despedida de seu pai, morto aos 68 anos no dia 8 de agosto por causas não divulgadas pela família, mostra o tamanho de Jorge Messi na vida do rebento, que colocou em xeque sua perenidade no futebol ao falar da perda.
O craque, que definiu o empresário porquê “pai, colega e representante”, diz que agora não sabe se vai seguir no esporte “por muito mais tempo”. “Sempre esteve ao meu lado, desde o início”, escreveu o prateado em suas redes sociais na última quarta-feira (12). “Você me levava a todos os treinos logo que chegava do trabalho.”
A história profissional do desportista, oito vezes Esfera de Ouro, três vezes vencedor da Champions League e segundo maior bombeiro da história das Copas do Mundo, passa necessariamente pelo pai, um metalúrgico que se reinventou para estar primeiro da curso do rebento.
Assim porquê Messi, que se apaixonou pela sua esposa, Antonela Roccuzzo, quando tinha nove anos, Jorge conheceu a mãe de seus filhos, Celia, ainda na puerícia. Em 1987, quando o jogador e terceiro dos quatro filhos do parelha nasceu em Rosário (300 km de Buenos Aires), ele era patrão de seção na siderúrgica argentina Acindar.
Relatos sobre essa idade na prensa argentina mostram que sua vida pouco se diferenciava da de qualquer outro trabalhador da região: pegava ônibus, fretado ou carona com colegas para chegar à empresa em Villa Constitución, a 60 km de Rosário, onde trabalhava 12 horas por dia. No tempo livre, acompanhava os filhos Rodrigo e Matías, que já se arriscavam no campo.
Daniel Ángel Reche, um colega de Jorge dessa idade, descreveu o metalúrgico à emissora argentina Todo Noticias porquê “humilde, muito trabalhador, sempre disposto a ajudar e um supimpa colega”.
As habilidades de Messi viriam à tona quando ele tinha quatro anos, em seguida ter ganhado uma globo de presente de natalício dos pais. “Ficamos paralisados vendo o que ele sabia fazer”, disse Jorge a Luca Caioli, conforme o jornalista italiano registrou na biografia “Messi: O Garoto Que Virou Mito” (L&PM Editores, 2014). “Ele nunca tinha jogado antes.”
O pai foi um dos primeiros técnicos do jogador no Grandoli, clube que ficava a alguns quarteirões da moradia da família em Rosário. Não era a sua primeira proeza no futebol —o prateado jogou de forma amadora no Newell’s, time do coração da família localizado na mesma cidade, até precisar prestar o serviço militar, segundo Caioli.
“Quando jogava, amava o futebol”, disse Jorge ao biógrafo do rebento. “Levantava e dormia pensando em futebol. Pode ser que tenha transmitido isso a Leo.”
O Newell’s foi a moradia de Messi de 1994 a 1999, período em que a família descobriu um problema de saúde no garoto que mudaria a sua trajetória profissional e, consequentemente, a de Jorge.
Uma deficiência do hormônio do propagação fazia o garoto, aos nove anos, ter um propagação mais lento do que o esperado para a sua estatura corporal. A questão era o preço do tratamento: aproximadamente US$ 14 milénio por ano no momento em que uma profunda crise econômica impactava as empresas siderúrgicas da Argentina.
“Não foi difícil para mim a transferência para o Barcelona porque eu sabia do que precisava. Precisava de moeda para os meus remédios que me ajudariam a crescer, e o Barcelona foi o único clube que me ofereceu. Portanto, logo que me fizeram a proposta, eu soube que tinha que ir”, afirmou Messi em 2010 ao jornal britânico The Guardian.
O jogador e seu pai partiram de Rosário rumo à Espanha em setembro de 2000, quando a futura estrela do futebol tinha 13 anos.
Messi lembraria dessa mudança porquê um dos momentos mais difíceis da sua vida. “Deixei minha cidade, meus amigos, minha gente. Os primeiros meses cá foram muito difíceis. Houve momentos em que estávamos meu pai e eu em Barcelona e o resto da família em Rosário. Sofríamos. Sentia saudades de Matías, Rodrigo, minha mana, minha mãe. Chorava sozinho, na minha moradia, para que meu pai não me visse”, afirmou a Caioli.
Meses em seguida a chegada do garoto à cidade espanhola, a família decidiu se dividir: Rodrigo e Matías acompanhariam o pai e o irmão; Célia e a mana, María Sol, ficariam em Rosário. Na Europa, Jorge tomou a frente de negociações envolvendo a curso do rebento, mesmo sem nenhuma experiência nisso.
A história é geral: o pai de Neymar é empresário do jogador brasílico; o de Kylian Mbappé também gerencia a curso do rebento. No entanto, Jorge é um dos exemplos mais famosos desse tipo de gestão familiar no futebol —ele assumiu completamente a representação do rebento por volta de 2001 e, no final dos anos 2000, era agente do maior jogador de futebol de uma geração, negociando contratos milionários com os principais clubes do mundo.
O próprio Messi admitiu que não lia seus contratos em 2016, em seguida ele e o pai terem sido acusados pela Justiça espanhola de sonegar impostos sobre os direitos de imagem do jogador por meio de empresas no exterior.
“Eu não olho para o que assino. Se meu pai diz que devo assinar, eu assino de olhos fechados. Não me concentro nisso, não faço perguntas”, afirmou o craque durante um julgamento, que foi encerrado com multas e sem prisão. “O meu rebento não sabe porquê se ganha moeda”, afirmou o pai, no mesmo processo.
Por motivo de seu estado de saúde, Jorge não acompanhou o rebento na última Despensa do Mundo —Messi foi vice-campeão pela Argentina nos Estados Unidos. Ele morreu em Rosário, sua cidade natal. “Foi a primeira vez que não esteve em um campeonato”, disse o craque na epístola de despedida. “Cada vez que terminava uma partida, esperava e sentia falta de uma mensagem sua. Aí me dei conta de que a situação era complicada de verdade.”





