Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

Jorja Smith volta ao Brasil embebida na pista britânica
Celebridades Cultura

Jorja Smith volta ao Brasil embebida na pista britânica – 29/10/2026 – Ilustrada

Fazia somente três anos que Jorja Smith havia posposto o tarefa numa cafeteria quando embarcou para o maior show da sua vida, o Lollapalooza Brasil 2019. “Eu tinha só 21 anos, era uma moça do Reino Unificado no Brasil e não acreditava em quanta gente tinha ido me ver”, diz ela, por videochamada de Londres. “Era um mar de gente e todos cantavam. Ali o Brasil virou um dos lugares onde mais me senti dulcinéia.”

Hoje, com dez anos de curso, a cantora britânica volta ao país porquê show solo nesta sexta (30), em São Paulo, e porquê atração principal do festival Afropunk, no sábado (7), em Salvador. Ao palco, Jorja Smith traz o disco “What Are The Odds”, lançado neste ano, e uma trajetória sólida de quem saiu da sombra de comparações com Amy Winehouse para lucrar cadeira cativa na primeira traço da música britânica entre pop, soul e R&B.

“Aprendi a me permitir sentir nestes últimos anos, tudo muito em permanecer triste, irritada ou feliz. Sentimentos são passageiros, e confio na minha percepção”, ela diz. No álbum mais recente, Smith não abre mão do sentimentalismo que a transformou em sucesso quase do dia para a noite.

“Blue Lights”, escrito por ela em 2015, com logo 17 anos, é um hit neo soul de inflexão jazzística que fala de paixão, perda e revolta —um tanto entre Lauryn Hill e Erykah Badu com uma rispidez da música de rua britânica.

“What Are The Odds”, ao contrário da estreia intimista em “Lost & Found”, de 2018, traz a cantora mais solta para a pista, para o clube. “Esse disco foi feito para ouvir no carruagem a caminho do clube, dentro do clube, saindo do clube, ou logo em mansão, com os amigos na cozinha, num churrasco —onde quer que dê vontade de se mexer”, ela conta. “Não precisa ser uma pista de dança, porque dá para fabricar uma pista onde você estiver.”

Levante é um caminho que já despontava em seu segundo LP, “Falling or Flying”, de 2023, cuja versão de remixes reúne nomes conhecidos das pistas britânicas, porquê Craig David e Todd Edwards. O maior sucesso do álbum, “Little Things”, é um garage suingado que coloca uma Smith da noite ao lado do produtor P2J —produtor que acumula projetos com nomes porquê Tems e Burna Boy em uma conexão de afrobeats entre Nigéria e Reino Unificado.

“Foi essa fita que nos deu a teoria de fazer mais músicas nesse universo, de tomar aquela vigor”, afirma Smith. “Eu sempre flertei com a pista em faixas porquê ‘On My Mind’ e ‘Be Honest’, e entramos em estúdio em 2025, quando nós dois tivemos tempo —a princípio a gente tinha um projecto, mas tudo aconteceu de forma muito proveniente.”

Nascida em Walsall, pequena cidade industrial na porção oeste da Grã-Bretanha, Smith nunca foi muito de trespassar em procura de música eletrônica —experiência basilar para boa segmento da juventude britânica, da quadra de grandes raves dos anos 1990, o chamado “Second Summer of Love”, a clubes históricos do país, porquê Ministry of Sound and Fabric.

“Eu não era do tipo que fugia de mansão para trespassar”, diz Smith. “Mas meus pais deixavam o rádio sempre ligado na cozinha, logo sempre tinha alguma caixa de som tocando dance music.”

Smith foi saber as pistas vivendo em Londres, cidade com a qual desenvolveu uma relação de paixão e ódio. “Precisei voltar para Walsall para encontrar estabilidade, e isso foi bom, porque estar hoje em Londres voltou a me empolgar”, ela conta.

É nessa ida e vinda, com a noite porquê ponto de fuga e ancoragem, que “What Are The Odds” opera. Com intenção pop, o disco é um menu degustação da música de pista britânica das últimas décadas —um tipo de som que, na ilhéu, cruza diversos gêneros. Em “This City”, com o rapper Devlin, Jorja Smith ecoa o drama lúgubre e dubstep de Londres entre Burial e o primeiro disco do The Streets. Em “The Way It Was”, ela até encarna uma MC de grime.

A figura do produtor P2J ganha mais força em faixas porquê “Alive”, que traz para a fita o nigeriano Wizkid e os “log drums” —tambor eletrônico típico do afropiano, híbrido entre amapiano e afrobeats. Já em “What’s Done Is Done”, a dupla atualiza o balanço do UK funky de nomes porquê Crazy Cousinz para uma geração hiperconectada.

“Crescer sob os holofotes, porquê foi meu caso, não é normal, por isso passei um tempo longe da internet e só agora tenho uma relação saudável com as redes”, diz Smith, que foi vítima de ataques online sobre sua aspecto há alguns anos. “É preciso aprender a mourejar com aquilo e entender que segmento daquilo não é real.”

De volta ao Brasil com um pausa de uma semana entre shows, Smith diz que vai detrás de saber mais do país —e das suas pistas. “Adoraria ir a um dança funk, e quero submergir na cultura brasileira —preciso que alguém me apresente-a”, ela diz. “Acho que esses shows vão ser muito especiais, estou animada para retribuir o paixão e ver novamente todo mundo cantando a plenos pulmões.”

Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *