Seja um malfeitor sedento por vingança ou um hacker que descobre que sua verdade é uma simulação tecnológica. Uma vez que protagonista da franquia “John Wick” ou de “Matrix”, Keanu Reeves se consolidou porquê um dos atores mais prestigiados de Hollywood. Agora, aos 61 anos, ele parece fazer troça do mundo da nomeada.
Ele deixa um pouco de lado socos, saltos mortais e perseguições para estrelar “Consequência”, filme de Jonah Hill, uma comédia ácida sobre o envolvente tóxico promovido pelas celebridades e, ao mesmo tempo, sobre os perigos da cultura do cancelamento.
No longa, que estreia no Apple TV, Reeves vive Reed Hawk, estrela do cinema que começou a curso aos seis anos de idade, sapateando e cantando em um talk show. Ele fez franquias de sucesso por décadas e até ganhou duas estatuetas do Oscar. Quando o filme começa, porém, ele está há cinco anos em hiato, pronto para continuar a curso depois de conseguir superar o vício em heroína que conseguiu manter em sigilo, apesar de estar sempre sob os holofotes.
Mas o recomeço é ameaçado por uma chantagem. Um anônimo, por meio de um agente, afirma ter um vídeo comprometedor do ator e quer milhões para extinguir o registo. Desesperado, Reed pede ajuda ao seu legista, o escandaloso Ira —interpretado pelo próprio Hill, careca e barbudo.
Reeves foi escolhido para o papel porque, divulgado pela simpatia, é uma notoriedade que Hill odiaria ver cancelada. “É interessante quando histórias falam sobre nossa estação, cultura, quem somos e o que estamos criando”, diz Reeves, em conversa com jornalistas.
Também comediante, Hill foi indicado duas vezes ao Oscar de ator coadjuvante por seus papéis em “O Varão que Mudou o Jogo”, de Bennett Miller, e “O Lobo de Wall Street”, de Martin Scorsese. Em “Consequência”, seu segundo longa porquê diretor, ele espelhou um pouco dos bastidores hollywoodianos que observa há mais de 20 anos.
Em patente momento, por exemplo, Ira, seu personagem, diz que antes da internet o suborno bastava para acobertar o comportamento desprezível de seus clientes. Já hoje em dia é impossível controlar as câmeras de celulares, que estão por toda segmento, ou o fluxo de postagens nas redes sociais. Em outro momento, o legista galhofeiro diz que celebridades super ricas se comportam mal à vontade longe das câmeras porque podem remunerar por isso, enquanto pessoas comuns não conseguem agir da mesma forma sem se dar mal.
Reed confessa que era arrogante e grosseiro com funcionários e fãs antes de permanecer sóbrio. Agora, extremamente preocupado com o que os outros pensam dele, pesquisa continuamente seu nome no Google para ter certeza de que não foi cancelado. Desesperado, ele segmento em uma jornada de salvamento para se desculpar com pessoas que o odeiam e que podem ser o chantagista secreto —desde sua mãe, uma autocentrada apresentadora de televisão, até Red, possessor de um boliche e seu primeiro produtor, encarnado por niguém menos do que Martin Scorsese.
Para Reeves, se as redes sociais permitem que pessoas famosas sejam vistas o tempo todo, por outro lado, elas também criaram um ecossistema voltado para o controle da imagem, que também esconde quem as pessoas realmente são.
O ator não soube responder se se identifica, de alguma forma, com a história de Reed. Depois de certa vacilação, ele foi interrompido pela sua colega de elenco, Cameron Diaz, que em “Consequência” interpreta a melhor amiga de Reed. A atriz diz que não há identificação pessoal, e que a participação no filme está relacionada ao libido de discutir um tema pungente nos dias de hoje. “A cultura de celebridades é uma espécie de voyeurismo, em que pessoas são vistas porquê objetos enquanto estão passando por experiências humanas muito reais.”
Por outro lado, Hill também ataca a forma porquê os endinheirados manipulam a opinião pública ao contratar equipes de informação dedicadas a reconstruir sua imagem na mídia. No filme, Ira monta uma equipe que funciona porquê uma espécie de gabinete de contenção de crise, que planeja blindar Reed caso o vídeo exiba qualquer comportamento machista, racista ou antissemita de sua segmento. Uma das integrantes, por exemplo, é uma advogada que defendeu mulheres durante o MeToo, interpretada por Laverne Cox.
No escritório onde o grupo conversa, uma enorme foto de Kanye West está pendurada na parede. O rapper perdeu o patrocínio de marcas nos últimos anos posteriormente fazer declarações de suporte ao nazismo e antissemitas —mas, depois de pedir desculpas em uma epístola, reuniu 68 milénio fãs em seu show de retorno, no início do mês.
