King’s Warden levou 17 milhões ao cinema na Coreia do Sul – 01/10/2026 – K-cultura
Um filme coreano conseguiu, em exclusivamente seis meses, levar um terço da Coreia do Sul aos cinemas. Quase 17 milhões de pessoas foram ver “O Guardião do Rei”, que narra a amizade improvável entre um rei deposto e um camponês encarregado de vigiá-lo. Com o número impressionante, o longa se tornou o segundo mais visto na história do cinema do país asiático e a maior bilheteria até hoje.
O blockbuster estreia no Brasil no Koff (Korean Film Festival), mostra gratuita de cinema coreano que percorre o país. Com ingressos esgotados, ele abre a lanço de São Paulo, nesta quinta (1º). O festival segue até o dia 7 na capital paulista.
“O Guardião do Rei” é inspirado num capítulo muito divulgado pelos coreanos, o chamado Gyeyujeongnan. Em 1452, Danjong se tornou o sexto governante da dinastia Joseon (1392-1910), aos 11 anos. No ano seguinte, ele sofreu um golpe e foi destronado pelo tio, o grão-príncipe Suyang, que se tornaria o rei Sejo. O juvenil foi enviado ao exílio num vilarejo remoto nas montanhas e morto aos 16, a mando do tio.
O diretor Jang Hang-jun reimagina a tragédia com ficção, numa produção meio comédia, meio drama, pensada para fazer o público chorar no final.
Heung-do é o líder trapalhão e interesseiro de uma vila pobre isolada no meio das montanhas. Com ciúmes da vila vizinha, que enriqueceu em seguida hospedar um transcendente, ele faz de tudo para que Cheongnyeongpo seja escolhida para acoitar outra figura do superior escalão. A hospedagem fica numa península cercada por rios e penhascos, atingível exclusivamente de jangada, funcionando uma vez que uma prisão originário.
Ninguém ali sabe que se trata do régio. Os moradores simples o tratam de forma normal e ficam indignados quando o hóspede recusa as refeições que preparam com tanto esmero. Danjong faz greve de inópia para se juntar àqueles que foram mortos por servi-lo. Quando finalmente aceita uma repasto, começa a se perfurar à comunidade.
O líder é incumbido de vigiar o jovem e reportar tudo ao palácio. Mas, com o tempo, o coração de Heung-do amolece e ele desenvolve afeto pelo garoto destituído de seu título. Em meio a isso, grupos tentam organizar um contragolpe para restaurar Danjong ao trono.
Não há, no entanto, registros históricos que comprovem a relação pessoal das duas figuras reais. O camponês é vivido por Yoo Hae-jin, ator que participou de outros blockbusters coreanos, uma vez que “O Motorista de Taxi” (2017) e “Exhuma” (2024).
Um nome popular entre os fãs de k-pop interpreta o rei: Park Ji-hoon, integrante do grupo Wanna One. Ele também ganhou destaque ao participar de k-dramas uma vez que “Classe dos Heróis Fracos”. Sua escalação ajudou a impulsionar o longa nas redes sociais e levou uma geração de jovens ao cinema.
O filme de quadra estreou em 4 de fevereiro deste ano e, um mês depois, batia 10 milhões de espectadores. É uma vez que se 330 milénio pessoas fossem ao cinema todos os dias para ver “O Guardião do Rei”. O número chegou a 16 milhões em abril e atingiu o pico, de 16,9 milhões, em julho. A população sul-coreana é de 51,6 milhões.
Em verificação, “Ainda Estou Cá” (2024), vencedor do Oscar de melhor filme internacional e quinta maior bilheteria pátrio, atraiu 5,8 milhões de pessoas em cinco meses em papeleta no Brasil —que tem população de 214 milhões.
Ao considerar a arrecadação, a dramédia histórica se tornou a maior bilheteria do cinema coreano. Foram 163,3 bilhões de wons (aproximadamente R$ 623 milhões) em venda de ingressos.
Também virou um fenômeno cultural e movimentou o turismo de locais ligados ao rei Danjong. Cinco séculos em seguida o caso, milhares de coreanos foram até Yeongwol, onde está seu túmulo real, pronunciado Patrimônio Mundial da Unesco em 2009, prestar solidariedade.
Em 1698, Danjong foi restaurado postumamente ao trono. O endereço onde passou os últimos dias de vida, Gwanpungheon, também viu um aumento repentino de visitantes. Ele ainda existe em Yeongwol, cercada por edifícios no meio da cidade.
Na mesma província é realizado há 59 edições o Festival Cultural do Rei Danjong, evento que encena um cortejo funéreo ao jovem, que não teve recta a um funeral solene. No filme, o líder arriscou a própria vida ao restabelecer o corpo de Danjong e sepultá-lo de forma digna.
Por outro lado, páginas na internet relacionadas ao túmulo de Sejo, considerado um eterno traidor, receberam uma vaga de insultos.
A Coreia do Sul tem um histórico de filmes nacionais liderando as salas de cinemas, ultrapassando blockbusters hollywoodianos. Tramas que revisitam momentos da história da própria região se destacam entre eles. Conheça a seguir o top 10, em número de espectadores.
Os 10 filmes mais vistos na Coreia do Sul
- “O Almirante: Correntes Furiosas” (2014) – 17,616.661
- “O Guardião do Rei (2026) – 16,926.333
- “Trabalho Extremo” (2019) – 16,266.641
- “Along with the Gods: The Two Worlds” (2017) – 14,414.658
- “Ode ao Meu Pai” (2014) – 14,265.007
- “Vingadores: Ultimato” (2019) – 13,977.602
- “Frozen 2” (2019) – 13,747.792
- “O Veterano” (2015) – 13,414.484
- “Avatar” (2009) – 13,351.368
- “12.12: O Dia” (2023) – 13,126.578
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